Intuitivos

21/08/2018

Quando se trata de escolher uma profissão, uma área de estudos, o que pesa muitas vezes é o tipo de saída que tem no mercado. Bem como a possibilidade de ser bem pago, entre outros fatores externos. Cingimo-nos ao que existe e desconsideramos muitas vezes os nossos valores pessoais, excluindo-os da equação. O que representa…

A morte, para os intuitivos.

O tipo sentimento introvertido, por exemplo, não se prende com estados emocionais, mas com valores.

Perante um estímulo externo, como nos sentimos, com base nos nossos valores?

intuitivos

Já dei por mim vezes sem fim aos gritos e a passar-me sempre que os meus valores mais preciosos e vitais estão em risco. Sempre que alguém tenta prender-me, impedir-me de me expressar, é injusto, quer me controlar, me ofende.

Sempre que os meus valores são ameaçados, não importa quem tenho pela frente, não tenho medo de nada nem de ninguém. E faço o que for preciso para não passar por cima deles.

Para os intuitivos, a escolha da carreira prende-se muito mais com valores pessoais do que com valores externos. Na verdade, qualquer decisão, opinião, questão, a tomar, expressar, resolver tem essa premissa. Assim, pode ajudar muito pensar quais os valores que nos são vitais. E escolher o que fazer, de acordo com eles.

O autor deste artigo sugere fazer uma lista de valores, quatro ou cinco, por ordem de prioridade, do mais importante e vital em diante, e escolher a profissão e a área e meio pelo qual pode ser exercida, com base nesses valores.

Acho que está certíssimo.

A imagem representa as palavras-chave para Intuitivos (N) e Sensoriais (S). Que correspondem às funções psicológicas definidas por Jung como Intuição e Sensação.

Saiba qual o seu tipo psicológico. 

Introverted Men 😍

18/08/2018
Introverted men have a secret weapon that women can’t resist: magnetism.

The tricky part is knowing how to master the art of magnetism in your own introverted way.

Magnetism, otherwise known as powerful attraction, is something that many aspire to, but few actually embody.

Many people believe that being magnetic is something that you are born with. This isn’t true. Like algebra and social skills, magnetism can be taught and mastered. 

Luckily for introverted men, it’s also something that begins on the inside and works its way outward.

The core characteristics of an introverted man (introspection, intuition, keen observation skills, self-awareness, sensitivity) are the perfect foundation for being powerfully attractive.

Solitária

17/08/2018

Ser introvertido é sentirmo-nos muitas vezes numa solitária. A interação com os demais é difícil, estamos bem connosco, o nosso melhor guardamo-lo para nós ou para meia dúzia, se tantos, de amigos em quem confiamos o suficiente para nos partilharmos. 

Somos diferentes, sentimo-nos diferentes da maioria e a última coisa que queremos é que nos esfreguem essa diferença na cara, como se fosse uma coisa má. Por isso, nos habituamos à solidão, de onde acabamos por tirar verdadeiro prazer. É dela que saem todas as nossas criações e soluções, muitas vezes.

E também por isso nos é difícil confiar o suficiente para que consigamos partilhar o que nos é íntimo. Tudo é íntimo para um introvertido, que raramente joga conversa fora. Por inerência, o facto de não agirmos como a maioria torna-nos ainda mais solitários. E, por isso, presos…

E como não nos partilhamos, convencemo-nos muitas vezes de que estamos sozinhos no barco, no mundo, na solitária.

A sensação na nossa cabeça é muitas vezes parecida: quatro paredes, sem janelas.

Por outro lado, o desafio de um introvertido, principalmente do tipo sentimento, é sempre o de o pôr no mundo. E não é um desafio porque o estabelecemos, achamos que devemos, os outros nos dizem que é o que temos de fazer.

É um desafio porque é parte do processo de individuação

A Biodanza tem me ajudado nesse sentido. A sair da concha. Passar do escrito para o oral, do meramente racional e psicológico para a vulnerabilidade. Mas eu sou introvertida, e por isso prefiro mil vezes as relações duais aos grupos. Mesmo quando a partilha é feita num espaço protegido e seguro, como é o caso.

São poucos os escolhidos, mas as escolhas têm se revelado acertadas. E se os olhos são as janelas da alma, um amigo a sério é com certeza uma janela aberta para o mundo, a vida e suas infinitas possibilidades, na solitária que é tantas vezes a nossa cabeça.

Abre-nos os olhos sem nos ferir ou humilhar, mostra-nos o que não conseguimos ver, está lá por nós e para nós. Respeita todas as nossas decisões, acolhe-nos na dúvida, na incerteza, na discussão.

Sinto-me muito afortunada por tê-lo na minha vida. Por nos termos escolhido, confiado e partilhado.

As séries de advogados e eu

13/08/2018

Quando achava que depois de Ally McBeal e Boston Legal série de advogados alguma iria reconquistar-me, eis que surge: The Defenders

The Defenders

Se calhar já tem dez anos…

Tem um advogado novo e gato, um mais velho que é o big boss, uma jovem mulher brilhante, um argumento genial, reviravoltas incríveis, catchy desde o início, do melhor.

Na TV Series, 3€/mês.

De nada

Eduardo e Mônica*

07/08/2018

De que nos serve o intelecto, mi amor, se não temos o carinho dos gestos? De que nos serve sermos éticos, exemplares, corretos, se nos falta a compaixão, a identificação com o outro, o humanismo, a capacidade de largar tudo e ir a correr cuidar dele? De que nos serve o sentido do dever, meu querido, sem a generosidade incondicional dos afetos, sem liberdade emocional? De que nos serve o que fazemos pelo outro, my love, se apenas o fazemos pelo nosso ego e não, nem que seja um bocadinho, para ver o outro feliz? Só para ver o outro feliz. De que nos serve a dedicação ao outro, se não conhecermos os nossos próprios limites? De que nos serve estarmos cheios de razão e nos faltar o coração? De que nos servem as ideias, a prossecução dos mesmos fins, se corremos em direções opostas? De que nos servimos, se não nos damos? De que nos servem as palavras, se nos faltam as ações? De que nos serve fazermos sentido, my darling, se nos falta tudo o resto? De que nos serve o desejo, se nos falta o sentimento? O prazer, se nos falta o envolvimento? De que nos serve a paixão, sem mais nada? De que nos serve amarmos o outro, se não for apenas pelo facto de existir?

*Legião Urbana

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De volta à conexão

06/08/2018

Depois de 15 dias de folia, mais 15 de mobilidade reduzida por causa de uns pontos nas costas, mais um fim-de-semana de canícula insuportável, inauguro a temporada de caminhadas ao fim do dia. No inverno caminho à hora que fizer mais calor. 

Leva um tempo para mudar de hábitos, mesmo os bons.

Mas vale a pena. A conexão, a sensação do movimento, o passo acelerado, o alívio da tensão, a libertação, a sensação de plenitude.

A que até há um mês era a minha very own private beach tem agora um co-proprietário.

Partilharmos os nossos lugares especiais é convidarmos o outro a entrar no nosso mundo. Melhor do que isso, só quando se revê no mesmo espaço, sem saber que há muito o escolhemos como nosso e só nosso. Maior conexão seria difícil. E nunca mais vou vê-la da mesma maneira. Agora, é ainda mais especial.

Quando a maré está vazia, só lá cabemos nós.

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