Alma e criatividade

20/09/2017

Quem adota como recurso comportamentos autodestrutivos para recuperar a ilusão de controlo, evitando ficar numa posição de impotência que irá abalar a autoestima e ajudar a enraizar crenças de não merecimento entre outras, tem na criatividade uma saída.

A criatividade é um canal direto para a alma. alma

Comportamentos autodestrutivos que que se materializam em compulsão. Por compras, sexo, álcool, drogas, cigarros, comida.

É uma espiral.

Um gatilho é disparado e o comportamento é adotado, à revelia do nosso controlo. Precisamente para recuperar a ilusão de controlo. Sobre a vida, os acontecimentos, os outros.

Esse desconforto vem de um lugar escuro na nossa cabeça. Aquele em que nos escondemos para nos protegermos da vergonha, da exposição, da sensação de rejeição, não aceitação, repressão.

A criatividade é um recurso saudável e orgânico para lidar com a frustração. “É oxigénio para a alma”, como nos diz o date de hoje. Traz-nos de volta para respirar ar puro. Liberta-nos. Em vez de nos colocar numa espiral recessiva de vícios espoletados por reflexos de Pavlov, sobre os quais não temos controlo algum, muito menos nos resolvem o problema.

Criatividade é conexão real, autêntica.

Artist’s Date 260/365 – Buy a dime-store wig

Porquê os Arquétipos?

19/09/2017

Os arquétipos são predisposições poderosas e invisíveis que regem emoções e comportamentos, afetando o trabalho e os relacionamentos.

São potenciais (universais) e estão ou não ativados. Caso em que estão presentes especificamente em nós, funcionando de forma consciente ou inconsciente (à nossa revelia).

Conhecer os arquétipos, a forma como atuam e o que os caracteriza, é uma oportunidade que nos damos de melhorar a autoestima e o sentido de adequação às necessidades do coletivo. Sem violarmos, matarmos ou castrarmos a nossa essência. O mais profundo e autêntico de nós. Que, quando negado ou reprimido, é grande causador de dor e conflito.

É, portanto, uma das abordagens possíveis para resolver conflitos.

Sendo padrões de personalidade universais, falam todas as linguagens, criativa, simbólica (visual), emocional, intelectual, e por isso o entendimento é acessível a todos os tipos de aprendizagem e interiorização de conteúdos. arquétipos

Um dos mitos que simboliza o conflito que advém da aparente incompatibilidade entre os desejos e necessidades individuais e os estereótipos em conformidade com o coletivo é o de Procusto. Que, às portas de Atenas e em jeito de portagem, obrigava todas as pessoas que quisessem entrar na cidade a deitarem-se numa cama, que tinha sempre o mesmo tamanho. Se acaso sobrasse espaço, seriam esticadas até corresponderem exatamente ao tamanho da cama. Se fossem maiores, veriam as suas pernas cortadas para na cama caberem.

Isto é o que o coletivo faz com o indivíduo. Não me ocorre simbolismo mais poderoso do que o cortar de pernas para caber no que alguém decide que é aceitável, correto, certo.

Mais óbvio só cortarem-nos as asas…

Se tomarmos por exemplo o tema da traição, dependendo do arquétipo que nos rege, a nossa reação é diferente.

Assim:
Zeus iria querer matar o homem;
Apólo a mulher;
Hermes iria querer saber os detalhes;
Hefesto optaria por expor os dois amantes ao escrutínio da sociedade.

Conhecer os arquétipos ativados em nós, e nos outros:

  • proporciona melhorias nos relacionamentos, já que nos entendemos melhor e aos motivos pelos quais reagimos como reagimos;
  • é um meio que nos permite fazer escolhas mais conscientes, de acordo com a nossa verdadeira personalidade e essência;
  • torna-nos mais autênticos ao dar-nos uma liberdade maior para desenvolver traços e potenciais que são predisposições inatas e por isso completamente fieis à nossa natureza, diminuindo assim os conflitos internos.

Vacas

19/09/2017

Bem sei que é a segunda, mas qualquer date que sugira desenhar é para esquecer. E o resultado é diferente. Assim, perante a sugestão: vê-te com 80 anos e escreve uma carta para a tu atual. O que te dirias?
Faz. Vai.
Com amor,
Tu, com 80 anos.
Artist’s Date 259/365 – Design Stationary
vacasNa impossibilidade de me deslocar aos Açores, a nossa Nova Zelândia particular, para ver vacas felizes, gordas e boas ao vivo, e para não ter de comer um milka em dois segundos para poder ficar a olhar para vacas fictícias e roxas, opto por estas, que são lindas. Um orgulho de vacas. As vacas felizes dos Açores.
Artist’s Date 258/365 – Go look at cows

Mais humanismo por favor

18/09/2017

Um dia destes estive a ver este documentário sobre o George Michael no qual se falou, entre outros assuntos, da condenação por ato sexual ilícito numa casa de banho pública, na sequência de um esquema montado e nojento para o apanhar.

À época, o Sun, esse lixo que se denomina jornal, fez uma chamada de capa sobre o caso, com este título. humanismo

Criativamente, um estouro. Nada a apontar, tudo a elogiar. Tenho até alguma inveja. Adoro trocas de palavras, melodia e poesia na escrita, qualquer que seja. Os textos exclusivamente técnicos, sem sal, frios, cheios de credibilidade validada por estudos, prendem-me apenas um milésimo de segundo.

Sou mais sentimento do que pensamento

O problema é a absoluta ausência de humanismo.

Ao longo do filme, vários foram os entrevistados que testemunharam sobre a vida de George Michael. Entre os quais uma jornalista loura de quem não lembro o nome nem a publicação para onde trabalha, que não deu duas para a caixa, numa altivez verdadeiramente repugnante. Para além de se arrogar o direito de determinar o que uma pessoa pode e não pode esperar do comportamento de um jornalista. Justificando basicamente que se pode tudo porque aos 18 anos, quando estava no início de carreira, o cantor procurava a imprensa para se promover e divulgar o seu trabalho.

Jamais para falar da vida privada

Aproveitando-se de forma abjeta da inocência de alguém para justificar o ganha pão que se resume a chafurdar na vida íntima dos seus pares.

O limite do jornalismo deveria ser condizente com o princípio básico do humanismo. Dever de informar não é direito de chafurdar, de invadir, de profanar a intimidade.

A primazia do humano em detrimento da vaidade

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Coraçõezinhos no facebook

18/09/2017

Sobre o rol de coraçõezinhos que desfilam pelas TL e murais do facebook, tenho uma má notícia para vos dar: não serve para nada, não alerta para nada, não resolve nada, não adianta de nada. Serve apenas para alimentar o ego do infeliz que teve essa brilhante ideia. Deve ser filho do gajo que criou as chain letters, essa praga. coraçõezinhos

Uma desgraça não irá abater-se sobre vós se não puserem um coraçãozinho no facebook e mandarem 50 mensagens às vossas amigas para fazer o mesmo; não curam o cancro, nem o apanham, pelo menos por esse motivo, não ganham o euromilhões, a lotaria, o totoloto. Não acontece nada. Rigorosamente nada. A única coisa que acontece é menos poluição, menos lixo no facebook e menos ainda nas caixas de mensagens.
 
Também não iremos pensar o pior de vocês se não pactuarem com a disseminação da idiotice. Ficam desde já avisados, comigo morre tudo aqui. Não vale a pena incluirem-me.
 
Não vejo homens a pactuar com este disparate. Onde estão as Capazes quando precisamos delas? Porque não um coraçãozinho por cada próstata em perigo?
 
Sejamos razoáveis, pensemos 5 segundos. E vamos tentar dar menos palco aos imbecis, por favor.
Grata ♥️
PS: Não matem o mensageiro…
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