MBTI – Sensação Introvertida

22/06/2018

Uma das coisas mais frustrantes que nos podem dizer, pelo menos a partir de uma certa idade, em que já somos maduros o suficiente para saber que há coisas que não conseguimos fazer e ser, é:

Só tens de…

Há motivos emocionais pelos quais não fazemos determinada coisa. E não dizemos uma série delas.

Por isso, a auto-ajuda e outros métodos e meios que implicam que tudo é uma questão de força de vontade têm tanto sucesso. Entre quem acha que basta querer, que se pode tudo, que basta acreditar.

Mesmo que nada mude…

É uma pretensão do Ego – que entra em pânico perante a possibilidade do desconhecido – achar e convencer-se de uma série de coisas. Por isso esses métodos têm tantos adeptos… E geram uma enorme frustração, apatia e muitas vezes depressão, entre quem tem um pouco mais de consciência.

Um dos medos associados a esses motivos emocionais é o de deixarmos de ser aquela persona na qual nos revemos. Com quem nos identificamos, que nos dá, aparentemente, segurança. Que faz de nós acolhidos e aceites pelo exterior. Ou nos protege dele, no caso dos introvertidos. É só o que conhecemos, o que temos consciência de que faz parte de nós… Ler Mais…

Mariana Portela

21/06/2018

A delicadeza da prosa, as metáforas mais improváveis, o casamento de palavras inesperado, narrativa a fazer lembrar Eça de Queiroz em alguns momentos. Voz originalíssima, uma coragem imensa, a vulnerabilidade exposta com uma mestria poética invejável. Consegue o portento de me fazer querer demorar nas palavras, como se as saboreasse, as eternizasse, como à mais bela melodia, nos meus ouvidos, no meu palato, nas pontas dos meus dedos. Tal é a vontade de cravá-las no cérebro. Na verdade, tudo acontece à revelia do meu ego, o impacto é subtil e numinoso.

É o primeiro livro de Mariana Portela Mariana Portela

Numa edição primorosa, que dá vontade de agarrar para sempre, pelo toque da capa, que  ainda conjuga as minhas cores preferidas: azulejo português e vermelho. A divisão por temas, os azuis que os ilustram, um primor do princípio ao fim.

Extasiante

Tem de haver um nome que ilustre a forma como escreve, ainda o desconheço. Faltam-me as palavras para qualificá-lo. Não chegariam, talvez até o limitassem. Inibo-me então de continuar. Deixo um excerto, difícil é escolher, são umas atrás das outras…

Agora, quando o cheiro de finitude das velas invade as reminiscências de nós dois, coloco-me à disposição do Universo para receber as respostas do que está enclausurado há tantos anos na minha carne. Existe algum pedaço de vida que nos é amputado, pelas coisas que fazemos?

Com os olhos inchados de tamanha realidade, sinto-me pequena, frente àquilo que não vivemos nós. De todas as dores, essa, mais clichê, é a que mais dilacera uma alma bipolar: o lado que sonha.

E a foto de capa, belíssima…

Lançamento de “Viver é fictício”, de Mariana Portela, em Lisboa, ainda este mês.

Espírito Cristiano Ronaldo

20/06/2018

Já perdi a conta aos textos que escrevi sobre o Cristiano. Deveria ter uma categoria só para ele. É a figura pública que mais me inspira. Um verdadeiro herói, como os dos gregos.

E ainda há tanto para dizer… Ou o que mais se pode dizer? Só parafraseando o Guardian:

É beyhond comprehension.

No artigo, chamavam-lhe força mental e diziam que era o cérebro dele que deveria ser estudado. Eu chamo-lhe força emocional. E digo que, apesar de ficarem no mesmo sítio, a cabeça, cérebro e psique são coisas diferentes. O cérebro é objetivo, a psique subjetiva, embora haja uma série de coisas que se podem provar cientificamente. Ou, como diz Carl Jung numa frase belíssima:

It proved itself to me

No dia em que ia enfrentar o primeiro e mais decisivo jogo da fase de grupos do Mundial de 2018, sai uma notícia que diz que alegadamente concordou numa pena de 2 meses de prisão, que obviamente não cumprirá, e o pagamento de 18 milhões de euros ao fisco espanhol.

E ele vai e marca três golos a Espanha

Já para não falar na atitude durante todo o jogo, exemplar e manifestamente diferente da do Cristiano de 20 e poucos anos, com uma bola de ouro e o mundo inteiro a seus pés. É preciso ter uma grande cabeça para não se perder. Porque ele não se perde. e seria tão, tão fácil… Quantos aguentariam no top of his game, aos 33 anos, a bater records uns atrás dos outros, num desporto fisicamente exigente como o futebol, com a exposição mediática que ele tem? Planetária? Para além de estar a preparar-se para sair. Motivando a equipa, fazendo acreditar e lutar até ao fim, como faria um grande líder, um grande capitão. Que é o que ele é.

Ainda mais ajuda a foto que escolheu para ilustrar o jogo contra Espanha. E a legenda que lhe deu: Vamos família.

Só um verdadeiro herói para perceber que nada consegue sozinho

O que é inédito. A saída do individualismo puro e duro para uma coisa mais coletiva. Além de fisicamente não ter para ninguém, porque não tem, é o jogador mais completo que alguma vez se viu, ainda evoluiu psiquicamente, considerando a sua dimensão planetária e tudo quanto é dito e feito para o desmoralizar.

A ver se conseguimos, todos nós, absorver só um bocadinho daquela força emocional.

Esta força emocional, esta capacidade inacreditável de concentração, de não se deixar ameaçar por ninguém, muito menos se deixar levar por tudo quanto é feito e dito, vai, lá está, além de tudo o que é possível compreender. É escolher a voz certa para ouvir, de entre todas as que gritam na nossa cabeça. Um fenómeno. Como nenhum outro, tendo em conta todas as variáveis. E só não vê quem é completamente ceguinho…

Ainda por cima, e mais importante e inspirador que tudo, é nosso, o gajo. Que nunca, nunca renegou o país onde nasceu e o representa mais e melhor do que qualquer outro português. Ou os dez milhões de portugueses juntos…

“Your love makes me strong, your hate makes me unstoppable”. É possível:

Há que manter o espírito Cristiano Ronaldo, o nosso Magnificent 7,

“Até ao fim, c…”

MBTI – NF x ST

19/06/2018

Como o MBTI explica as diferenças entre as pessoas, a forma como avaliam a vida, como apreendem conhecimento, como tudo e mais alguma coisa:

– As stories de hoje são o jornal que embrulha o peixe de amanhã…  MBTI

– É igual, a mesma coisa, nada mudou – ST (Pensamento-Sensação) diz.

– O ponto de partida é o mesmo, mas a consequência é diferente. A propagação é maior, o facto de ficar na rede pode perpetuar a notícia. – NF (Sentimento-Intuição) responde

– É igual… – ST diz

Só quando cheguei a casa percebi o que a minha querida amiga ST queria dizer. E não discordo, mas não estou totalmente convencida. Não da capacidade de esquecimento, dessa não duvido. Mas da possibilidade de se recorrer à rede para decidir sobre a contratação ou não de alguém, por exemplo. Em oposição ao jornal, meio físico, que não resiste à passagem do tempo.

A diferença entre ST e NF é que os primeiros atendem a factos e dados, a um raciocínio objetivo e lógico. E os segundos à abstração, à subjetividade, ao valor emocional.

Tive outra situação parecida. Falávamos em fazer exercício físico depois de fumar e eu contava que, aqui há anos, quando nadava, se por acaso fumava antes de ir nadar, fazia duas piscinas e ficava a morrer. Se não fumava, fazia umas 5 ou 6 e ficava na boa.

O André, Sensação, apreende conhecimento por factos e dados, com toda a certeza, respondia-me: eu medi e não alterava em nada o tempo de corrida, fumasse ou não fumasse.

Insistia… Já que para mim, os sinais físicos de cansaço eram evidentes e nem por um segundo arredo pé das minhas convicções. Ele, por sua vez, insistia, exatamente com as mesmas palavras, não fosse eu surda…

MBTI explica…

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