Tapetes

19/08/2017

O Date de hoje é com a Leonor, outra vez. Que arriscou a vida em Marrakesh para me tirar fotos a tapetes sem os comprar, enfurecendo um bocadinho os locais. Uma querida, com um child like sense of wonder parecido com o meu, o que faz dela uma artista e uma ótima play mate. O reencontro com ela foi uma das melhores coisas que o facebosta me trouxe. Abençoada. Matriarca de uma família linda e com uma postura na vida invejável. Obrigada, minha querida. Adorei todas as fotos. Diverte-te muito e manda um beijo à tua filha índia, que me inspira tanto. E aos outros :)

tapetes

Artist’s Date 229/365 – Go to an Oriental Rug Store

Sobre os limites do humor

18/08/2017

“Os limites do humor são exactamente os mesmos limites da ética social, que são definidos pelos valores de cada um.
humor

Na história da Humanidade, sempre houve (e continuará a haver) gente sem ética e de fracos, ou nenhuns, valores, bem como os seus seguidores acéfalos.

Por exemplo: O Donald Trump não se elegeu sozinho.” Via

Não é por ser meu irmão, mas eu não diria melhor. Resume a coisa muito bem resumida e mais objetivo e lógico do que isto é difícil.

 

Pedras

17/08/2017

pedrasA criatividade é um lugar feliz, que vem do incentivo, dos amigos que nos estimulam, nos apoiam.

Tendo a esquecer-me deles, mas todos os dias fazem questão de mo lembrar, mesmo sem saber, o quão importantes são neste meu processo. Com a Leonor ainda há de haver outro date, pelo menos. O de hoje é com uma dessas pessoas, que ainda não sabe que lhe roubei a foto. Também ela artista, de mãos, talentosa e criativa, que me apoia e manifesta esse apoio todos os dias. Obrigada, Inês, um beijo dos grandes.

Escolhi pedras em vez de folhas. Estas, muito provavelmente, pintadas pelos filhos dela. Porque não é preciso muito para se ser feliz e as crianças continuam a sabê-lo muito melhor do que os adultos.

Foto e Arte 

Artist’s Date 227/365 – Collect beautiful leaves stones

Zerar

17/08/2017

Haveria de ser possível zerar. Fazer de cada etapa tábua rasa para começar de cabeça limpa. zerar

Não se trataria de apagar memórias, como no filme do Jim Carrey e da Kate Winslet, mas de zerar o cérebro no sentido em que essas memórias seriam apenas memórias, factos, sem emoções que condicionassem as etapas e as pessoas seguintes.

Para que pudéssemos ficar ou partir para uma atividade, um relacionamento, uma viagem, um projeto sem condicionantes, pré-avisos, estojos de primeiros socorros, ligaduras ou compressas. Pensos para bolhas, remédios para o fígado, efervescentes para o estômago. Sequer aspirinas.

Escudos, adagas, armaduras ou capacetes.

Para que uma demora fosse apenas uma circunstância, um impedimento, e não um plano maquiavélico de tortura. Para que um: “não posso” fosse apenas um não posso. E não uma rejeição, um abandono, uma fuga, uma cobardia. Para que um elogio fosse apenas um elogio, e não uma forma subtil e manipulatória de obter qualquer coisa que não daríamos de bom grado e de forma genuína. Sem desconfiança, segundas intenções, tentativa e erro, reflexo de Pavlov, condicionamento, precaução, medo, proteção.

Pára-arranca, avança, recua.

Para que seja apenas o que é e não uma projeção do que queríamos ou temíamos que fosse. Para que pudéssemos acreditar sem temer, ir sem tropeçar ou cair. Agir e falar da cabeça e do coração e não do medo, sem o travão do risco de ficar mal na foto.

Para que pudéssemos ser nós, cada um com o seu cada um e que os cada uns de cada um a si pertencessem em exclusivo, para que conseguíssemos lidar com eles com algum distanciamento, frieza, até. De modo a que não nos tolhessem para que a única reação adequada seja possível, um abraço que tudo contenha.

Haveria de ser possível zerar. E querermos ver-nos sem binóculos…

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