Puzzle

26/02/2017

Atente-se nos quatro tipos de coisas diferentes que foram usadas para pintar este diabo deste material, que não agarra os lápis que comecei por usar e posteriormente também não deixa agarrar mais porra nenhuma, como se vê ali pela parte prata da coisa, ao vivo, pelo menos. O lápis não pega, não agarra e também não me deixa corrigir aquela peça com a caneta glitter prata, que é de ponta fina e por isso me leva uma eternidade a preencher. Como a vermelha, o que me fez atirar-me aos lápis com vigor.

puzzle

As partes a lápis ficaram uma vergonha, apesar de as outras cores pegarem, mais ou menos. Resolvo dar utilidade a umas canetas que achei que podiam fazer as vezes de marcadores e que comprei num dos dates, para ver se andava com isto mais depressa. Têm a ponta em jeito de pincel, bem giras, mas pouco funcionais neste cartão plastificado, ou com goma ou lá que merda é isto.

A tentar salvar  honra do convento, uso umas das minhas preferidas que também não agarram nada.

Foi tirar a foto e deitar fora

Dificilmente alguma coisa que escreva irá envergonhar-me mais do que isto. O objetivo dos dates está cumprido, a exposição ao ridículo é prova mais do que superada. O meu estado de borrifanço generalizado atingiu níveis estratosféricos, inimagináveis.

Estou um bocado farta disto, de publicar, da obrigatoriedade, não dos dates. Mas vou tentar ser uma boa menina e continuar, confiando no processo. Driblando-me, olhando para a coisa como um ritual e não como uma rotina, uma obrigação. Um dia de cada vez. Já só faltam pouco mais de 300…

Artist’s Date 57/365 – Make Your Own Puzzle

Cha Cha

25/02/2017

Quando tiver as pernas assim, faço a minha própria dancinha, com saia de palha e tudo. Até lá, danço em privado e contento-me com estes, Riccardo Cocchi & Yulia Zagoruychenko, que parece que são os reis do cha cha cha e de tudo quanto é dança latina caliente. Não sei por que raio é em amaricano, se a dança é de origem cubana. Bandidos vendidos, é o que é…

Artist’s Date  56/365 – Cha Cha

Muro

24/02/2017

Leio sobre o muro que o Trump quer erguer entre os Estados Unidos e o México e lembro-me de outros muros. O de Israel e o de Berlim, que também foram pensados e erguidos para separar pessoas, privá-las da liberdade, da possibilidade de olharem além deles e, claro, de os transporem.

Volta e meia, esta questão dos muros, e a necessidade de os levantar, vem à tona.

muro

Um dos melhores textos de jornalismo literário que li é de um autor brasileiro que foi cobrir a inauguração de uma loja classe A+ chamada Daslu.

A loja ficava junto a uma favela e era separada da mesma por muros altíssimos, com cerca elétrica e cacos de vidro. Seguranças à porta armados até aos dentes, carros blindados e a mais rica e poderosa elite de São Paulo como cliente.

Em vez de cobrir o suposto acontecimento, o jornalista foi à procura de algo mais interessante sobre o que escrever. E descobriu.

O que se passava entre um lado e o outro do muro

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Humor

24/02/2017

Um livro de piadas não vai dar, mas para o melhor humorista português da atualidade, que ainda por cima é giro, civilizado, culto, inteligente, alto e passa longe de ser um javardolas, aka: Ricardo Araújo Pereira, há sempre tempo. Nomeadamente à sexta-feira, na Visão. Ou ao sábado, no Governo Sombra.

De resto, quando o tema é rir, prefiro mil vezes um humorista a um piadista.

Humor

Artist’s Date 55/365 – Read a Joke Book

Dança

23/02/2017

Há quem lhe chame a turma do abracinho, nos veja como uma seita. Quem faça esgares trocistas quando tentamos descrever o que é, esquecendo-nos nós de que estamos a usar o ego para dar a conhecer algo que só consegue ser visto com o todo, sentido, na verdade.

dança

Durante mais de um ano mantive-me na minha, sem grande necessidade de dizer o que faço ou deixo de fazer. Já dancei Tribal ATS (árabe, indiano e flamenco) em São Paulo e dança do ventre quando cheguei a Lisboa, descontando a aeróbica e o step, que, apesar de movimentos rítmicos de dança, estão noutro patamar da atividade física. Ando há meses para ir a uma aula de Tango, acho a coisa mais sensual do mundo. E sei que qualquer tipo de dança é válido, que o efeito é visível no corpo, na mente e no espírito.

Tenho uma amiga que descobriu a vida nas danças europeias. Outras duas fazem dança moderna, na mesma escola em que as filhas dançam também, e no fim do ano apresentaram um espetáculo, a que fui porque a mãe de um amigo também dançava, e dei por mim a conhecer metade da assistência, tal era a quantidade de gente que frequenta a escola, que fica no meu antigo bairro, onde a maioria dos meus amigos mais antigos fixou residência.

A dança é uma das formas mais criativas e mais saudáveis de nos conectarmos connosco, de nos fazer sentir bem no nosso corpo e na nossa alma. Ritual ou celebração perpetua-se há anos e anos e até hoje não consta que tenha sido prejudicial. Os aditivos que se usam para algumas danças sim, as danças propriamente ditas não.

Não há melhor dança do que a da vida, o triunfo dos hippies.

Os aditivos não fazem falta alguma, tudo de que precisamos é de música e de nos permitirmos. Esta dança tem essa vantagem, enquanto forem umas a seguir às outras. Com pautas de proposta pelo meio, em conjunto, somos alguns 40. É um instante enquanto o ego se distrai e entramos no conhecido estádio: já foste. E é aí que a festa começa.

Iniciei-me em outubro do ano passado, interrompi dois meses porque não aguentava felicidade, descontando agosto. Voltei no início do ano letivo. Em janeiro, troquei de espaço e de líder e não podia estar mais feliz. Os progressos são notórios. Estou no melhor sítio possível, com o melhor facilitador do mundo, que é também o rei disto tudo. E hoje é quinta-feira. Até já :)

Artist’s Date 54/365 – Take a Dance Class