Jornada da Alma

22/01/2018

Resolvi criar o curso Jornada da Alma – Jornada do Herói e Processo de Individuação, uma Jornada de Vida porque o Processo de Individuação, tema central da Psicologia Analítica e que dá sentido à vida, é o que me levou a Jung. A jornada do herói, onde tudo começou, é o tema da minha vida. Há uma carência de Jung em Portugal. A Jornada do Herói é tema de que não se ouve falar muito. Não conheço quem tenha casado os dois, e ainda lhe tenha juntado a jornada da vida, mas é-me tão óbvio e orgânico, e a complementaridade tão gritante, que não me faz sentido um sem o outro. No entanto, dou essa possibilidade. E já em fevereiro.

Quem vamos?

Química

19/01/2018

Está um prato cheio de bolachas com chips de chocolate ainda a fumegar em cima da bancada. O cheiro invade-te as narinas assim que entras na cozinha. Não tens fome. Ninguém está por perto. O que fazes? quimica

Se estás a sorrir, já sei qual é a tua resposta. É a mesma que a minha. E aposto que te faz confusão que as pessoas resistam, passem pelo prato e vão à sua vida como se nada fosse.

Tenho uma novidade para te dar. A culpa não é tua. Não és um descontrolado mental. É uma questão da química do teu cérebro. És, como eu, sensível ao açúcar, e o teu cérebro, e por sua vez o teu corpo, reage e processa-o de forma diferente. Além das alterações no corpo, dá origem a estados psíquicos que oscilam entre: eu sou o maior da minha aldeia ou eu sou a maior merda do mundo. A boa notícia é que há o que fazer.

Inclusive, mandar passear toda a gente que te acusou de falta de força de vontade.

E ainda há quem negue a ciência. Abençoadinha…

É uma merda, mas é bom.

18/01/2018

Certa vez perguntaram ao Tom Jobim como era morar em Nova Iorque. Respondeu que era bom, mas era uma merda. E no Rio, no Brasil? É uma merda, mas é bom.

É mais ou menos como viver. E o sexo, que, mesmo quando é mau, é bom. A gente perde umas calorias, uns quilos, dá e recebe uns amassos, e tal.

E como as aulas de danza, que mesmo quando são menos boas, são boas.

Foi o que aconteceu comigo na última. Fui para um lugar onde não queria ter ido nem gosto de estar, o vazio, o nada do nada, onde estou completamente sozinha, no escuro, o pior lugar do mundo para se estar.

Tinha ido além de mim e tentado vários giros sufi. Para a esquerda, para a direita e de olhos fechados, porque gosto mesmo é da moca, da vertigem, de perder o controlo da cabeça. E, na sequência desses giros, entrei num transe que me levou para o primitivo de mim, o instintivo, o animal selvagem e sexual, daí a alusão.

Senti-me de certa forma poderosa, por ter sobrevivido à vertigem, à tontura, por não ter caído nem sucumbido. E aí veio a surpresa do nada, do vazio, da maior solidão de todas.

Foi uma merda, mas foi bom…

Maré Alta

17/01/2018

Hoje, quando fui caminhar, num dia de uns magníficos 17 graus em janeiro, a maré estava tão alta e o mar tão agitado, Poseidon devia estar de mau humor, que as ondas chocavam umas nas outras e a água chegava, em alguns pontos, a subir os muros e a invadir o paredão. As ondas embatiam com uma força imensa nas rochas, entrando por cima e por todas as frestas das mesmas, numa explosão de água de uma beleza indescritível. A espuma completamente branca contrastando com o mais azul dos céus proporcionou-me hoje um espetáculo irrepetível, como o são todas as manifestações da natureza e por isso fazem dela sublime.

Um dos simbolismos que se atribui ao mar é o do inconsciente.

E hoje senti bem a sua potencia. Inspirou-me tanto que a única coisa que me ocorria era sorrir e pensar, venha ele. O que quer dizer que estou com um ego suficientemente forte para o encarar. Sem ego, não há processo psíquico algum.

Não o temo

Tal como acontece com a água, que fica em cima das rochas quando o mar recolhe, e que é pouca, assim acontece com a consciência. Os conteúdos que ficam são os que são possíveis de integrar no momento. Tudo o resto recolhe ao mar, para fazer parte de outra onda, que voltará a invadir a consciência, quando o todo de nós assim o determinar.

De resto, não sei se já disse, mas este é o melhor país do mundo.

Sem medos

17/01/2018

autoconhecimento

“Os processos inconscientes compensadores do eu consciente contêm todos os elementos necessários para a autorregulação da psique como um todo. […] Quanto mais conscientes nos tornamos de nós mesmos através do autoconhecimento, e agindo de acordo, tanto mais se reduzirá a camada do inconsciente pessoal que camufla o inconsciente coletivo. Desta forma, vai emergindo uma consciência livre do mundo suscetível e pessoal do eu, aberta para a livre participação de um mundo mais amplo de interesses objetivos. Essa consciência ampliada substitui desejos, temores, esperanças e ambições de caráter pessoal, sempre compensados ou corrigidos por contra-tendências inconscientes.” C G Jung

Autoconhecimento é vida, autoconhecimento é poder, autoconhecimento é amor.

 

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