Sobre os Globos de Ouro

22/05/2018

Eu não curto o César Mourão, que apresentou os Globos de Ouro no passado fim de semana. Tem um tom revisteiro e popularucho que bule com os nervos da burguesinha que há em mim. Aquele povo que acha que tem de gritar para ter piada tira a introvertida que há em mim do sério.

Mas Mourão foi corajoso nas piadas, das quais ninguém riu. A diferença entre ele e o Gervais é que o público do Gervais sabe rir de si próprio. Num país de gente co-dependente, ninguém ri do que tem piada, mas põe o dedo na ferida da realidade de terceiros. humor

Um exemplo foi o da maçã e do açúcar em pó para o pessoal da moda. Toda a gente sabe, mas ninguém fala. É a cultura do segredinho, das aparências. Só que enquanto a coisa não se falar, não se resolve. Ainda temos todos muito medinho.

E a co-dependência ainda um dia nos há de matar.

Seja como for, Mourão fez as piadas que tinha de fazer, segundo ele, algumas censuradas, mas foi ao mesmo tempo bajulador. O que talvez retire força à piada e o proteja. É assumido, mas pouco. Conhece bem o país em que vive e vendeu-se ao sistema. O pior que pode acontecer a um humorista.

Como dizia Somsen, é o Gervais dos pobres

Gervais, por sua vez, exagera, é praticamente um animal. Mas há muito que defendo que não há certo nem errado, correto nem incorreto. Há circunstâncias, ações e consequências. Individuais e sociais. Há a gente fazer e dizer o que pode aguentar.

Podemos dizer o que quisermos dos EUA, mas, apesar do politicamente correto e de agora podermos ofender-nos com tudo para manipular e controlar massas, em vez de fazermos terapia e resolvermos o problema que é individual, a 1ª e a 5ª emenda salvam a humanidade.

De resto, uma gala que premeia sempre os mesmos é uma gala preguiçosa e que não arrisca. Só trabalha e vive em cima do que já deu certo. O que também diz muito do país que temos…

Anos Felizes

22/05/2018

Os anos dividem-se entre anos bons e anos assim assim. Os anos bons são os que nos trazem livros novos do Joel Neto. Este é um deles. Um ano bom. E eu estou doidinha para lhe pôr as mãos em cima. O agarrar fervorosamente. Ao livro. E ao Joel também, vá…

É hojemeridiano 28

Foto gamada ao próprio.

Um mito, uma danza.

21/05/2018

Com o evento: Um mito, uma danza, esgotado, recomendamos que vejam este vídeo, uma contextualização para o tema da Jornada do Herói, antes de sexta-feira.

Não está escrito o quanto a Jornada do Herói já fez por mim e o quanto me inspira.

Espero poder fazer o mesmo para quem for. Até lá :)

O meu método é melhor do que o teu

21/05/2018

Porque, sendo a psicologia o estudo da alma, além do absoluto respeito, quase veneração, que tenho pela mesma, e pela complexidade da psique de cada um, dificilmente algo pode ser mais contraproducente e fundamentalista do que o diagnóstico, o rótulo.

É querer fechar pessoas em caixinhas, para conforto egóico pessoal. Quando o que deveria estar debaixo de foco é quem nos procura, em toda a sua dimensão psicológica.

Acima de tudo, estamos aqui para o ajudar a ir além do que o que o bloqueia, o limita. Para lhe dar cada vez mais autonomia sobre a complexidade da sua existência. Jamais para ter razão ou exercer qualquer tipo de poder sobre o analisando.

Jung Forever

Analyst and Analysand: The relationship between patient and doctor is very unique in the method devised for Jungian psychotherapy. All Jungian Analysts are required to undergo years of training, supervision, and most importantly a personal analysis in order to practice Jungian Analysis. One of the primary differences between Jungian Analysis and other forms of depth psychology is the degree of openness and the sharing of personal reactions on the part of the therapist. In Jungian Analysis, the Analyst will typically develop a very active role and be open to discussing reactions and reflections on the material brought to the analytic frame. Each Jungian Analyst may practice in slightly different ways as there is no orthedox method or prescribed set of rules to follow.

Jung himself was know to be very unorthedox and flexible in his approach to patients. Therefore, he never set out a strict protocol of how to engage in an Analysis of a patient.

The primary focus of an Analysis is on the unconscious material being explored in a dialectic process between the Analyst and Analysand where each is working together toward the goal of understanding the unconscious. 

Um mito, uma danza: ESGOTADO

18/05/2018

É com enorme alegria que comunico que o evento: um mito, uma danza está esgotado. Que, no próximo dia 25, dançaremos o herói que há em nós. Seremos os protagonistas das nossas vidas. E vai ser apenas o início de uma epopeia pelo maravilhoso mundo dos mitos gregos, e respetivos arquétipos, com todas as potencialidades e possibilidades de crescimento que proporcionam.

Grata ao meu querido mestre, parceiro, amigo e cúmplice desta grande aventura, Nuno Pinto. Palavras são de menos para expressar tudo o que sinto.

A não ser: é nóis. 

E pronto! Esgotaram as pré-inscrições para ‘Um mito, uma danza…’

Dia 25, danzaremos o Herói e seremos protagonistas, em papel próprio, do maior épico de sempre: a tua vida!

Através da Biodanza, faremos a Jornada do Herói e inauguramos uma epopeia, que trará muito mais propostas: danzar, na vida, os grandes arquétipos, os grandes Deuses e Deusas!

Tens de estar! Vai haver de certeza desistências de última hora e ainda estas a tempo de reservar a tua vaga :) 

Tudo isto danzando, ao ritmo da vida…

Aulas abertas, todas as 5as feiras – Informações: biodanzanunopinto@gmail.com

Outra vez a intimidade

16/05/2018

Há de haver poucas coisas mais comoventes do que o encontro connosco mesmos. Mariana Portela falando por mim, me vendo e me reconhecendo, uma e outra vez. Obrigada, querida, por sempre me distanciares da morte e me aproximares da vida, que insiste em me pulsar nas veias.

“O artista como alguém que pode sonhar, transcender os dados da realidade e enxergar nos entes intramundanos outras formas de ser, além das concretas.

“O poeta é um escravo da verdade.

Alguém que necessita, acima de suas forças, falar ao mundo. E sempre existe algum leitor que o acolha, que também se sinta daquela forma. O encontro entre o leitor e o poeta não é simplesmente entrar em contato com as dimensões mais esquecidas de nós mesmos, mas dar a elas uma morada, um lugar de intimidade”  Via

Jung e os Heróis

16/05/2018

O indivíduo, porém, é, em regra geral, de tal modo inconsciente, que não percebe suas possibilidades de decisão; por isso procura ansiosamente as regras e as leis exteriores às quais possa ater-se nos momentos de perplexidade. Abstração feita das insuficiências humanas, a educação é em grande parte culpada por esse estado de coisas: ela procura suas normas exclusivamente no que é normal, e nunca se refere à experiência pessoal do indivíduo. Ensina-se frequentemente um idealismo que não pode ser satisfeito, e as pessoas que o defendem são conscientes de que nunca os viveram, nem jamais os viverão. 

Quem, por conseguinte, desejar encontrar uma resposta ao problema do mal, tal como é colocado hoje em dia, necessita em primeiro lugar de um conhecimento de si mesmo, isto é, de um conhecimento tão profundo quanto possível de sua totalidade. Deve saber, sem se poupar, a soma de atos vergonhosos e bons de que é capaz, sem considerar a primeira como ilusório ou a segunda como real. […]

Mas pode acontecer que alguém, por motivos importantes, se sinta constrangido a procurar o seu caminho, por seus próprios meios, em direção a horizontes mais largos, porquanto não encontra em nenhuma forma, em nenhum molde, em nenhum dos envoltórios, em nenhum dos meios de vida que lhe são oferecidos, aquele que lhe convém.

E então irá só, representando sua própria sociedade. […] Estará em estado de dúvida em relação a si mesmo […] Em regra geral, essas pessoas significam sua meta individual à necessidade da adaptação social, encorajados por todas as opiniões, todas as convicções e todos os ideais do ambiente.

E quando achava que era livre…

Precisava de seguir uma lei interior que me era imposta, sem liberdade de escolha. Naturalmente, nem sempre obedecia a ela. Mas como toda a personalidade criadora, não era livre, mas tomada e impelida pelo demónio interior. Vergonhosamente, uma força arrebata-nos o coração. A falta de liberdade causava-me grande tristeza. Tinha às vezes a impressão de encontrar-me num campo de batalha.

In: Memórias, Sonhos e Reflexões. Carl Jung

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