Guylian

16/12/2018

Se me perguntarem, sou das que acha que os melhores chocolates do mundo continuam a ser os suíços. Não quer isto dizer, pra maioria da população bipolar, que não gosto dos belgas. Chocolate é chocolate. 

E eu sou chocolatra 

Nem sei se há esta distinção, mas os suíços são o Cristiano dos chocolates. E os belgas são o Messi… 

Só não gostei de um chocolate na vida e é porque era mesmo muito mau. Branco, preto e de leite. E praliné, o praliné dá cabo de mim. E só ontem é que descobri que praliné é basicamente avelã.

E, dos belgas, não falando dos neuhaus, um dos meus preferidos é o Guylian. Nomeadamente o cavalo marinho, talvez por ser o maior.

E gosto mais do meio leitoso do que do castanho. Apesar de saber que sabem todos ao mesmo. Mas entre qualquer forma do leitoso ao cavalo marinho castanho, escolho o cavalo marinho castanho.

E descobri que nesta paixão também não estou sozinha

A Guylian modernizou-se e tem disponíveis todos os tipos de embalagens, de todos os tamanhos, e só de cavalos marinhos. Comprei uma de dark chocolate, só de cavalos marinhos.

E ninguém me pagou para isto…  

Serviço Público – Coletes Amarelos

16/12/2018

Vídeo disponível só aqui. Coletes Amarelos e o RIC Referendum Iniciated by the Citizens. We’re done. Coletes Amarelos – A Light in the Darkness

E é para ver até ao fim. Aleluia.

Mais vale tarde do que nunca. Consciência sempre. 

Explorers

15/12/2018

De volta ao mundo dos adultos, e ao horror que é a realidade, só tenho uma coisa a dizer:
Free me
Free me
Free me from this world
I don’t belong here
It was a mistake imprisoning my soul
Can you free me
Free me from this world?
(Há de haver poucas músicas mais INFP do que esta…)

Jung, Freud e o masculino.

09/12/2018

Ao voltar de um fim-de-semana em que dancei [com] os meus medos, no domingo passado, vinha eu na A5, ocorreu-me, do nada, o motivo da briga eterna entre Freud e Jung. Que coincide com o tema arquetípico do masculino.

A relação com o pai 

Freud, por algum motivo, certamente narcísico, via Jung como seu discípulo e, na sua fantasia, igualmente narcísica, enfiou na cabeça que Jung haveria de ser o seu fiel seguidor, cuidando-lhe do legado, não querendo deixar espaço para que este decidisse por si o que fazer com a sua vida.

Jung, que tinha mais que fazer, a sua pulsão de vida era mais forte do que tudo o resto, inclusive a ordem estabelecida, atreveu-se a pensar pela própria cabeça. Ouviu a voz que fala baixo, quase em surdina, mas que é mais eficaz do que todas as outras, a do Self. Permanecendo fiel aos seus instintos mais viscerais, manteve-se firme nas suas pesquisas, atendendo pacientes e investigando, até fundar a sua própria linha de psicologia, a analítica.

O complexo de Zeus de Freud não perdoou

E Jung, felizmente, não caiu na armadilha do filho que quer a aprovação do pai e que, para tal, tem de deixar de viver a sua vida, a vida que está à sua espera, para realizar sonhos não cumpridos do pai.

Enfrentou-o, como qualquer filho tem de fazer, mais cedo ou mais tarde…

E qualquer pai tem de aceitar, a bem ou a mal, que o seu filho é uma entidade única que, eventualmente, lhe poderá fazer sombra. Ou que terá sonhos próprios, ideias próprias, que terá de viver.

Não se falaram até ao fim da vida, caíram no mais básico complexo de todos, que também é o tema do masculino. Nenhum cedeu, quem perdeu foi a psicologia. Ganhou o patriarcado, tão ao gosto de Freud, que valorizava o masculino acima de qualquer outra coisa. Negando em absoluto o feminino. O dele e o dos outros. Vendo-o inclusive como algo ao serviço do masculino. Numa busca incessante por poder e autoridade.

E que, por isso, passou à margem da vida.  De uma série de vivências e de experiências.

Anos e anos depois, continua a ser a referência para a psicologia. Anos e anos depois, continuamos a sofrer do mesmo mal, a primazia do masculino sobre o feminino.

Feminino esse que seria a chave para o masculino lidar com o seu complexo de autoridade e de poder. Não só na função de olhar para dentro, como na de ver além disso. Com o amor como motor de mudança.

Jung propõe juntar os dois e aguentar a dinâmica das forças opostas na psique individual. A batalha é dura, mas a luta está longe de ser inglória.

Sigmund Freud: Hmm. I had a most elaborate dream last night. Particularly rich.
Carl Jung: Let’s hear it.
Sigmund Freud: I’d love to tell you. I don’t think I should.
Carl Jung: Why ever not?
Sigmund Freud: I wouldn’t want to risk my authority.

Foi nesse momento que a perdeu…

Citação e imagem do filme: um método perigoso

INFPs

26/11/2018
Das 10 coisas que jamais deve dizer a um INFP, esta é talvez das que mais me irrite. Deixem-nos ser intensos em relação às nossas paixões e à defesa dos nossos valores. Ou deixem-nos em paz. INFPs
 
“Lighten Up!”
INFPs are extremely passionate, idealistic individuals and they believe in making a difference in the world around them. They often have a cause or belief they fight for and they are intensely focused on this cause. They have a hard time enjoying superficial pleasures or ignoring the pains of others. “Lightening up” can feel empty to them. They want to just be allowed to be who they are; whether that’s serious, playful, imaginative, solemn, sad, or exuberant!

Mundo Interno e Mundo Externo

24/11/2018

A importância da ligação permanente entre o mundo interior e o mundo exterior. Reconhecer a preciosidade destas palavras, principalmente o que se diz depois da fala de Jung, é alento suficiente.

Consumar x Consumir

19/11/2018

Num qualquer momento deste ano, incapaz agora de precisar, propus-me substituir consumir por consumar.

Entretanto, nunca mais me lembrei… 

No entanto, o Universo, que tem memória de elefante, não me deixa mentir e tudo faz para que permaneça fiel aos meus propósitos.

Notei-o por causa do tempo.

O tempo de consumar é estendido. É o tempo da literatura, da intimidade, da emoção, do feminino. É decididamente um tempo Kairos. Absolutamente incompatível com o tempo de consumir, medido por Cronos.

Um tempo masculino, agressivo, duro, rígido, implacável.

O tempo que faz que desconhecidos berrem com outros desconhecidos por um lugar de estacionamento, num bairro supostamente chique da Capital. Sem sequer se questionarem sobre a sua atitude. De uma agressividade absolutamente desmedida e desnecessária, ainda mais para um domingo à hora de almoço.

Nomeadamente, quanto ao facto de não ser óbvio que queria estacionar na Av. da Igreja, quando tinha exatamente o mesmo lugar, num sítio proibido e imediatamente antes de uma passadeira, na rua onde estava e de onde queria sair. Mesmo berrando, gesticulando e dando-se ao trabalho de sair do carro, imagino que para me bater, para dizer que estava a fazer sinal. Não se dando conta, outra vez, que esse mesmo sinal tanto poderia ser para indicar que ia estacionar no lugar onde estava, quanto para o fazer num sítio nada lógico -, onde acabou por estacionar, não sem antes me buzinar violentamente -, tendo em conta que era muito mais fácil fazê-lo na rua onde já estava.

Não estivesse eu com a minha mãe e teria saído do carro disparada, aos berros, para lhe dizer que não era óbvio o que queria fazer. E para partir para cima dele a ver se se acalmava. Ou se teria coragem sequer de me levantar a mão. Era da maneira que ia preso e lhe passava logo o nervoso.

Tive mesmo pena…

Mas não quero ser essa pessoa… E foi precisamente nesse momento que me dei conta de que nem morta volto a morar em Lisboa. Sequer a conduzir, a não ser na falta de melhor hipótese. Mesmo trabalhando na cidade e tendo de encarar uma hora de transportes ferroviários para cá, outra para lá.

E que o meu equilíbrio masculino x feminino está muito mais afinado e alinhado do que alguma vez imaginei.

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