A importância dos sonhos

20/07/2019

As imagens específicas que recebemos dos sonhos trazem com elas uma energia que contem potencial  transformador.

Ao integrar as epifanias ou as mensagens dos nossos sonhos na consciência, a nossa vida vigilante tira o entendimento do sonho do nível puramente abstrato, conferindo-lhe uma realidade imediata, concreta.”

Via: Albedo, Center of Applied Jungian Studies (tradução minha).

cursos@isabelduartesoares.com

JAMMF aka King of Men…

19/07/2019

Sabem aquele sonho de todas as mulheres? Que os homens adivinhem que algo se passa? Tenho uma má notícia para vos dar.

Há um gajo que consegue…

Depois de Claire estar a olhar para ele, convencidíssima de que dorme, vira-se para o outro lado.

Is something troubling ye, Sassenach?” said a sleepy voice at my shoulder.

My eyes popped open.

“No,” I said, trying to sound equally drowsy. “I’m fine.”

There was a faint snort and a rustling of the chaff-filled mattress as he turned over.

“You’re a terrible liar, Sassenach. Ye’re thinking so loudly, I can hear ye from here.”

“You can’t hear people think!”

“Aye, I can. You, at least.” He chuckled and reached out a hand, which rested lazily on my thigh.“

In: Drums of Autumn, Outlander. 

Os Dates preferidos dos Introvertidos

19/07/2019

Se há coisa para a qual os introvertidos não têm muita paciência é para dates. Esta, em particular, muito menos. Com a agravante de ser INFP, gosta da coisa original e nada formal, muito menos convencional. Tudo o que é forçado não me interessa. E, reforçando o clichê, eu sou solteira, tens de ser muito bom para compensar isso…

Tem também a fantasia.

O mundo preferido dos introvertidos INFP. A nossa grande especialidade: sonhar acordados.

Por isso, também é comum apaixonarmo-nos por personagens.

Na sequência de uma semana de happy hours todos os dias, depois do trabalho, estou doida para que sexta feira acabe logo.

Tenciono passar o dia de amanhã inteiro com o Jamie 🙃

Ler e série, ler e série… Acho que até outubro vai ser assim:

Sábados de Jamie Fraser

É que agora é um estudo… Autoenvio-me 3 ou 4 mails por dia com citações do Outlander.

Arquétipo do Jamie, frases do cacete e uma que outra steamy sex scene…

E o primeiro livro, em papel, está sublinhado com canetas de cor diferente: azul para o arquétipo do Jamie, rosa para frases do cacete.

É todo um outro nível de doença…

Outlander Compulsive Disorder: Severe…

🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿

Retorno

18/07/2019
A vantagem da interpretação em relação à tradução é que na primeira temos o retorno que não temos na segunda.
No limite, sabemos que fazemos um bom trabalho porque as duas pessoas que não falam a mesma língua estão a entender-se.
Às vezes, temos retorno verbal e direto.
Ontem foi uma dessas, num caso particularmente difícil.
You did an amazing job.
E, antes de desligar, ouvi-o dizer: o interprete (I get that a lot… O…) had the most Portuguese wicked accent I’ve ever seen.
Não conhecia a versão boa da palavra wicked, que quer dizer: of exceptional quality or degree.
Made my day.
Que terminou numa private session com a Elza Soares, a maior (e a melhor) feminista do Brasil.
Grata ao meu querido amigo Rafa Barreto pelo show, hei de cá vir falar dele, e pelo presentão final:
Elza e copos.

JAMMF – King of Men

16/07/2019

“Only you,” he said, so softly I could barely hear him. “To worship ye with my body, give ye all the service of my hands. To give ye my name, and all my heart and soul with it. Only you. Because ye will not let me lie—and yet ye love me.”

“I swore to you,”

I said. “When we married. I didn’t mean it then, but I swore – and now I mean it.” I turned his hand over in both mine, feeling the thin, smooth skin at the base of his wrist, where the pulse beat under my fingers, where the blade of his dirk had cut his flesh once, and spilled his blood to mingle with mine forever.

I pressed my own wrist against his, pulse to pulse, heartbeat to heartbeat.

“Blood of my blood…” I whispered.

“Bone of my bone.” His whisper was deep and husky. He knelt quite suddenly before me, and put his folded hands in mine; the gesture a Highlander makes when swearing loyalty to his chieftain.

“I give ye my spirit,” he said, head bent over our hands.

“’Til our life shall be done,” I said softly. “But it isn’t done yet, Jamie, is it?”

Then he rose and took the shift from me, and I lay back on the narrow bed naked, pulled him down to me through the soft yellow light, and took him home, and home, and home again, and we were neither one of us alone.”

In: Voyager, Outlander, Diana Gabaldon. 

Prémio – A vida no campo

14/07/2019

O Joel Neto ganhou um prémio com “A vida no campo”, o meu livro preferido de todos os que escreveu.

Senti-o como se fosse meu.

Não por algo que tivesse escrito, publicado. Mas por mim. Senti-me validada, reconhecida e premiada pelo que acredito, pelos meus valores mais sagrados. Por quem sou. No fundo e à superfície.

O que este livro fez por mim e comigo está ainda longe de se extinguir. Apesar de já ter escrito um sem número de palavras sobre ele, aqui publicadas. Li-o todos os domingos no DN e fiz questão de o comprar e o ler todo de seguida. De gravar um vídeo com a minha entrada preferida, de vestido vermelho e 3 meses depois de o meu pai ter morrido. Em luto profundo, no pico da introversão. 

Três anos depois, salva-me outra vez.

Têm sido tempos difíceis, estes. Em que questiono tudo. Não que tenha dúvidas em relação ao facto de precisar de significado para viver, essa é a minha natureza e não existo de outra maneira. Mesmo conhecendo o sentido da vida e o processo de individuação. Mesmo sabendo que é coisa para me ocupar o resto da existência, que, espero, não se prolongue além da sanidade e da mobilidade. Mesmo assim…

Não consigo deixar de me perguntar: para quê…

Poderia ser autocomiseração, talvez seja um bocadinho, incapacidade de lidar com a realidade, odeio-a, com os cabelos brancos, com um corpo que não controlo e uma cabeça que me atormenta dia e noite. Poderia ser isto e tudo o resto, que evito expor.

São incontáveis as vezes que copiosas lágrimas me brotam dos olhos e me escorregam cara abaixo, sem que consiga contê-las, muito menos entender-lhes os motivos. Acho sempre que já chorei tudo o que tinha para chorar em relação a este tema. E surpreendo-me todas as vezes.

Até o Joel ter ganho um prémio. Com A Vida no Campo.

Quando lhe deixei cinco mensagens no whatsapp, uma delas de áudio, só deixo mensagens de áudio a brasileiros, mal conseguia falar de tanta emoção. Mas ele tinha de me ouvir de viva voz.

O prémio do Joel é a vitória do Self. Não está tudo perdido…

“A vida no campo” deu uma peça de teatro de uma coragem inaudita. E o segundo volume saiu este ano: A vida no campo: os anos da maturidade. Que me encantou e comoveu, como da primeira vez. Com direito a dedicatória única e irrepetível. Não poderia estar mais grata pelas palavras de incentivo. Mesmo que tenha desistido de tentar mudar o mundo. Coibindo-me inclusive de dizer o que penso dele, neste momento.

Ler A vida no campo é voltar ao que interessa. Sempre e outra vez.

Não poderia estar mais feliz por, num mundo superficial, consumista, vazio de sentido e demasiado preocupado com poder e estatuto, likes e seguidores, carente de conexão e cheio de gente oca, chata, reclamona, crítica, sem noção, narcisista, autocentrada, carente de referências e de valores, de norte e de sul, a humanização, a simplicidade, a humildade, a vulnerabilidade, a conexão com o que importa de verdade, a coragem, a ousadia, a audácia, ser validada, distinguida e premiada, de forma unanime, pelo júri.

É preciso ser um tipo especial de escritor para o conseguir.

Parabéns, Joel, mais uma vez. Este reconhecimento tem para mim um gostinho especial. E não só por tê-lo sido entre pares… Embora isso seja supremo. Orgulho não chega para o qualificar. Só comoção. Copiosa comoção…

Oeiras

10/07/2019

Caro Isaltino,

Posso chamá-lo caro?

Os munícipes de Oeiras, que têm a felicidade e a inteligência de morar junto ao mar, agradecem o passeio marítimo, construído durante um dos seus mandatos antigos.

Onde se desaconselha andar de bicicleta durante as horas de maior fluxo, e ainda bem. Imagino que seja porque não se pode cobrar licenças a ciclistas para circular na via pública.

O passeio marítimo está cheio de ordens inúteis – ser adulto e maduro é não aceitar que ninguém lhe diga o que fazer, fazer o que quiser e viver com as consequências – uma delas, recente, que nos diz para parar no passeio. Em cujo piso o senhor mandou escrever que é para andar.

Alguém aqui é esquizofrénico e não sou eu…

Acontece que as pessoas frequentam os passeios marítimos precisamente por poderem correr e andar sem terem de respirar monóxido de carbono o tempo todo. Não sei se se deu conta disso, mas é precisamente por isso que as pessoas se dão ao trabalho de os frequentar.

Caso contrário, corriam em casa, ou na segunda circular…

Qual não é o meu espanto, quando me dou conta, ontem, que o passeio marítimo começa a encher-se de veículos de comida.

Ontem era uma motoreta a vender gelados, e a poluir o ambiente. Tanto pelo som do motor, como pelos fumos do tubo de escape.

Hoje era uma van, a vender pizas ou lá o que é, ligada a um gerador. Que fazia um barulho insuportável e que também não deve ser das melhores coisas para o ambiente.

Senhor, acredito que as licenças que esta gente lhe paga lhe dão jeito. E que se os munícipes que o elegeram não protestarem, daqui a seis meses temos de pedir licença aos vendedores de tudo e mais alguma coisa para passar. Ou a feira de Carcavelos ali montada.

Tenha paciência, reveja lá isso.

Não se esqueça, o passeio é nosso.

Melhores cumprimentos,

Acabou o Patricarcado

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