Quando uma mulher se apaixona

30/03/2017

Quando uma mulher se apaixona, geralmente, se vê pronta a tudo fazer pelo parceiro: acompanhá-lo, cuidá-lo, gostar daquilo que ele gosta, se entregar no sentido mais belo da palavra. É uma forma de devoção que nasce nela e para ela é natural como estado.Quando uma mulher se apaixona

Mas poucos homens receberam uma educação para o amor e é por isso que quando vêem este sentimento nascer na mulher não sabem o que fazer.

Alguns fogem assustados, pensando que serão engolidos por este sentimento. Outros vão tentar manipular a mulher através deste sentimento, lhes provocando insegurança, buscando submetê-la ao seu ego. Outros vão se sentir poderosos, sentindo que podem fazer tudo, perdendo o respeito e cuidado com ela.

Poucos entendem a profundidade e beleza deste estado feminino, poucos sabem acolhê-lo como um dos néctares mais doces que ela irá lhe dar. Este estado é impessoal, ou transpessoal, é uma lembrança, visceral na mulher, do amor divino.

Basta acolhê-lo, apreciá-lo, respeitá-lo.

Ele irá desaparecer depois, o ego voltará a ocupar seu lugar, trazendo crenças, apego, projeções, possessividade, padrões familiares e tudo mais que conhecemos. Só em uma relação que se mantém impessoal, ou seja sem “persona”, personagem, este estado poderia permanecer. Mas no início, quando a mulher realmente se apaixona, a persona perde a força e este amor total, devocional, transparece…. Pode durar um dia, algumas semanas, um ano e é o jardim do paraíso que está de volta. Poucos homens sabem este segredo, poucos podem entrar neste jardim. Via

Estante [com fotografias]

30/03/2017

Fotografias

Esta estante já esteve na vertical, na horizontal e agora voltou a estar na vertical. Quem diz que as estantes do Ikea só se montam uma vez exagera. Esta já rodou várias casas e mantém-se firme e forte.

Numa das vezes, tinha-lhe posto aquelas pantufas nos cantos, para não dar cabo do chão de madeira do meu quarto na casa materna. Quando tirei, saiu tinta. Deixando aquele contra-placado à vista, o que me chateou. Vai daí, espetei-lhe fotografias, que ainda são a minha forma de decoração preferida. De paredes e de estantes. Que também contornam o brancão da lateral da estante, uma superfície enorme, que salta à vista e que deixava a coisa demasiado monótona.

Era com fotos ou com postais, que dividem com as fotografias a minha forma de decoração preferida, de paredes e de estantes.

Artist’s Date 88Paint Decorate a bookcase

1K/1S/1M – Devagar e Sempre

29/03/2017

Depois de ter dito aqui que ia reverter a coisa e tentar correr 3km por dia, para completar os 15 por semana, volto ao plano inicial. O de correr 5km em meia hora, três vezes por semana.

A questão é que o principal motivo pelo qual corro só acontece depois dos três quilómetros. Quando o cérebro consegue desligar e parar de resolver todos os problemas da humanidade, nomeadamente o que tenho para fazer. Isto porque ao fim do primeiro quilómetro as soluções começam a chegar, a criatividade a saltitar. O que é bom, não estou a queixar-me. Mas já não me chega, para isso caminho. O que gosto na corrida só acontece além do cansaço e que descrevo aqui. [Primorosamente, com toda a modéstia.]

Consciência

Ontem, depois de uma semana parada por causa do inverno que chegou de braço dado com o horário de verão, voltei a correr e, claro, pus o temporizador para a meia hora do costume. Não corria há mais de uma semana, não me ia pôr com a mariquice dos três quilómetros em vinte minutos. Tinha saudades de correr, imensas. E constatei exatamente que os três quilómetros só moem. A coisa começa a dar algum prazer depois. A sensação dos músculos a trabalhar, a retesar, adoro, o cansaço a instalar-se, o ego a querer parar, sempre no boicote, sempre a poupar-se, a determinação em seguir em frente.

Devagar e sempre

Mesmo que não chegue aos 5km em meia hora. Que a passada média esteja mais perto dos 7 minutos por km do que dos 5, mas, de preferência, que não os ultrapasse, aos 7 minutos. O que importa é a meia hora. A paciência, a persistência e distração qb.

Preciso de me lembrar de me distrair. É o que me tem faltado e por isso há meses sem fim que não sinto a magia da corrida, e tem-me feito imensa falta.

No pior de todos os lutos era a única coisa que me dava alento

Stones

29/03/2017

You gotta be bad, you gotta be bold
You gotta be wiser, you gotta be hard
You gotta be tough, you gotta be stronger*

Stones

Artist’s Date 87/365 – Make a picture out of Stones

*Gamado à Des’ree

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