Dedos

27/05/2017

As mãos são as minhas, faz agora um ano. Não volto a meter-me noutra.
Artist’s Date 146/365 – Do a Finger Painting

Hallelujah Brothers

26/05/2017

Maravilhoso Salvador enquanto convidado de Júlio Resende, um dia destes, no Braço de Prata. Dava tudo para ter lá estado.

Artist’s Date 145/365 – Listen to Gospel

Rock & Roll

25/05/2017

Filme fabuloso sobre um pardieiro infecto chamado CBGB, em Nova Iorque, pelo qual passaram os Talking Heads, a Patti Smith, o Iggy Pop, o Lou Reed, Ramones, Blondie… no início das carreiras.

Putaria bravia, onde se diz que nasceu o punk (sempre pensei que tivesse sido em Londres).

Para quem só conhece os sucessos e a notoriedade, é bom lembrar que toda a gente começa da mesma maneira, pobre e f*dido.

A história é engraçada e Hilly Kristal a prova viva e provada de que a jornada do herói é pessoal, única, intransmissível e absolutamente improvável.

Depois de dois bares falidos, resolve apostar neste espaço, localizado num bairro nada frequentável. A ideia dele era que lá se tocasse Blues… Ao mesmo tempo que achava que o country ia ser a next big thing. “E foi, em Nashville”…

Foi levando, com um jeito para a gestão como eu tenho para o ballet clássico, sem cobrar entradas nem bebidas, com rendas em atraso e nem aí. Apostou todas as fichas nos Dead Boys, dizendo que os Ramones jamais chegariam a algum lado. Apostas erradas atrás de apostas erradas. Pronto a desistir de tudo, o padrão a repetir-se, valeu-lhe a filha, boa gestora, e um dos parceiros, que apostou nela. Ambos fizeram uma série de telefonemas e conseguiram o dinheiro para sustentar o bar.

As pessoas que tu ajudaste resolveram ajudar-te agora.

E todas as bandas lhe agradeceram, reconhecidas, o que o bar e Hilly Kristal havia feito, proporcionando-lhes um espaço para tocar. CBGB faz parte da História do Rock e do Punk graças à generosidade de Hilly Kristal.

O David Byrne é um dos génios do nosso tempo

Os Talking Heads, uma das bandas da minha vida, estrearam-se com Psycho Killer, que extasiou os presentes.

Embora com umas cenas bem decadentes, deve fazer parte, adorei o filme. A história deste herói, supostamente loser, cuja jornada talvez fosse perceber que não estava sozinho. Apenas que tinha de fazer a cena dele, sem tentar controlar o processo, confiando nele e independentemente dos resultados anteriores.

Artist’s Date 144/365 – Listen to Rock & Roll

Flores

24/05/2017

Sou mulher o suficiente para não me ofender quando me oferecem flores. Estas foram-me deixadas no banco do carro que comprei em novembro passado, política do stand que mo vendeu: oferecer um ramo de flores a todas as clientes mulheres. Achei lindo, o ramo e o gesto. Tanto que guardei estas, as secas, até hoje.
flores

Artist’s Date 143/365 – Collect flowers to dry

Anúncio

23/05/2017

anuncio Continuidade sem cobrança, ligação sem dependência, colaboração sem imposição, disponibilidade sem anulação, comunhão com individuação, vulnerabilidade sem humilhação, permissibilidade com conexão, crescimento sem castração, voo sem prisão, sustentabilidade sem ansiedade, contenção sem retração, proteção sem controlo, apoio sem oportunismo, ou transferência, independência sem distanciamento, rendição sem submissão.

Se não se identifica com alguma das duplas, nem se dê ao trabalho de responder. Não tenho vida que chegue para nada menos do que isto. Sou introvertida, não me faça perder o meu tempo. PS: indique o seu MBTI na resposta.

Artist’s Date 142/365 – Write a Singles Ad for yourself
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