A Bela e o Monstro – Perséfone e Hades

12/07/2017

Uma das combinações mais improváveis e das mais retratadas no cinema é a mocinha que se apaixona pelo rufia e o rufia que se encanta com ela.

excêntrico

Aos olhos da lógica, não faz sentido algum, mas a mitologia esclarece.

O arquétipo da mocinha é o da Perséfone, filha da mãe e rainha do submundo.

Perséfone é uma das três deusas vulneráveis, o que quer dizer que precisa do masculino para sua realização. É filha de Deméter e Zeus e é raptada por Hades, o príncipe das trevas, que a desposa sem com ela se casar formalmente, tornando-a rainha do submundo, quando está com ele. Quando não, durante a primavera e o verão, está com a mãe, Deméter, e volta a ser Core, a eterna jovem.

Perséfone é dependente, ora de Hades ora da mãe.

A união com Hades é uma tentativa de se livrar da dependência da mãe. E de lutar contra a menininha que há nela. Pelo choque. Desafiando a mãe e relacionando-se com o pior elemento possível, o malandro, o marginal, o desviado social, a sombra. Que vê nela a pureza que lhe falta, a inocência. A possibilidade de sair das trevas.

A psicologia por sua vez diz o que é preciso fazer para as Perséfones da vida se livrarem do encosto.

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