A Importância do Inconsciente*

24/06/2019

“Tudo no inconsciente procura manifestação no exterior. E a personalidade também deseja evoluir além das suas condições inconscientes e expressar-se como um todo.”

Jung viu o inconsciente como parte da mente que contém tudo o que não está imediatamente disponível na consciência vigilante de todos os dias. Mas que afeta o nosso pensamento, os nossos sentimentos e o nosso comportamento.

É o nosso inconsciente, feito de milhares de programas armazenados, que:
  • Rege as nossas funções corporal, respiração, batimento cardíaco, hepática, etc.
  • Determina os nossos padrões de comportamento instintivo.
  • Sustenta as crenças e padrões do nosso pensamento.
  • Apaga, distorce ou filtra informação do exterior para que a consciência só se concentre na informação de que precisa no momento.

O nosso inconsciente faz tudo isto sem ajuda ou supervisão.

E sem que a nossa mente consciente se aperceba.

A sensação de fragmentação que nos toma, a perda de sentido, a sensação de que perdemos parte de nós, que algo que nos pertenceu, nos falta…

Jung descobriu que a maioria das neuroses da vida moderna resulta do isolamento da consciência face ao inconsciente.

Todos nós precisamos de consultar o inconsciente e cooperar com ele, por forma a realizar o potencial total que nos é inerente.

Quando estamos equilibrados, a mente consciente e o inconsciente vivem em relação; há um constante fluxo de energia e de informação entre estes dois níveis da nossa mente,

que se cruzam na dimensão do sonho, da visão, do ritual e da imaginação.

Começamos a viver em parceria com o inconsciente, em vez de vivermos à sua mercê ou numa guerra constante com ele.

*Créditos: Copyright © The Centre of Applied Jungian Studies

Tradução, edição e adaptação minhas.

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