À integração masculino e feminino psíquicos** Rolando Toro deu o nome de Identidade

12/01/2019

A psique vê a nossa capacidade para o relacionamento e o amor como uma qualidade “feminina”, proveniente do lado feminino da psique. Contrastando com a capacidade para o poder, o controlo das situações e a defesa do território, como forças que encontramos no departamento “masculino” da psique. Para nos tornarmos homens e mulheres completos, cada um de nós precisa de desenvolver ambos os lados da psique. Temos de ser capazes de lidar tanto com o poder como com o amor, exercendo controlo e fluindo com espontaneidade, valorizando um e outro, no momento específico de cada um. 

Quando falamos de “feminino” neste sentido, não queremos dizer obviamente que se “relaciona com as mulheres”.

Estamos a falar de qualidades psicológicas internas que são comuns a homens e mulheres. Quando um homem desenvolve as forças do seu lado feminino, completa, na verdade, a sua masculinidade.

Torna-se um homem mais inteiro à medida que vai sendo cada vez mais humano.

O homem mais forte é o que é capaz de mostrar genuinamente amor aos seus filhos. Ao mesmo tempo que trava as suas batalhas no mundo do trabalho, durante o dia. A sua força masculina é aumentada e equilibrada pela sua capacidade feminina de se relacionar, de expressar afeto e sentimentos.

Em cada um de nós há potencialidade para a totalidade. Para unir as partes em conflito dentro de nós num todo. Temos um nome simples para esta totalidade do indivíduo: Jung chamou-lhe Self.*

(Rolando Toro chamou-lhe: Identidade)

*Robert A. Johnson, in: We (tradução minha)

Um mito, uma danza: Tristão e Isolda, 18 de janeiro, inscrição obrigatória por mail: biodanzanunopinto@gmail.com

**Entre outros princípios que compõem a totalidade psíquica…

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