A sombra do feminino

18/05/2019

Quase o que parece um século depois, as questões de identidade de género e respetiva ideologia estão na ordem do dia.

No entanto, biologicamente, continua a ser clara a diferença entre masculino e feminino.

O feminismo voltou em força, mas do jeito patriarcal, querendo poder sobre os homens, de que o #metoo é o mais recente e mediático exemplo.

Não, a gente não quer poder sobre os homens. E homem nenhum aceitaria isso. 

Dinâmicas de casal à parte, onde é frequente a inversão de papéis.

Coletiva e individualmente, o que a gente quer é uma consciência equilibrada e não polarizada no patriarcal ou no matriarcal.

Quer alteridade

A amena convivência entre os opostos. E do que o mundo ocidental precisa é de resgatar o feminino perdido.

Não é à toa que a maior manifestação de trans, drags, cross dressers etc é no masculino. É o feminino farto de estar na sombra a irromper pelo coletivo à força e de maneira a ser notado, pela necessidade urgente de ser integrado na consciência.

Nas mulheres, o feminino vem pela via do poder. Hera, cansada de estar na sombra de Zeus, e de viver o seu poder através dele, mostra que o poder não faz só parte da vida arquetípica do masculino. Quando resolve reclamar para si o poder que lhe pertence, fá-lo pela sombra e a sombra de Hera é destruidora.

Ou da autopunição, da qual a obsessão com a magreza, a idealização do corpo perfeito, sem curvas…, é apenas um exemplo.

Precisamos, sim, de feminino, mas integrado e não dominador. Ou destruidor…

Feminino com Eros.

Como o da ida da primeira-ministra da Nova Zelândia, recentemente eleita, à AG da ONU, com o filho bebé ao colo. Mostrando que uma mulher pode liderar sem perder a conexão com o feminino.

Aliás, é essa conexão com a sua natureza feminina que a impede de ser uma tirana.

O feminino precisa do masculino para se equilibrar e o masculino precisa de Eros, caso contrário torna-se um tirano.

Orientação sexual à parte, psiquicamente, também somos diferentes. Temos temas existenciais diferentes e movemo-nos por coisas diferentes. Sendo que todos temos tudo, masculino e feminino, patriarcal e matriarcal.

Masculino/patriarcal: ação, razão, lógica, ordem, lei, hierarquia, poder, intelecto, autoridade

Feminino/matriarcal: nutrição, relação, passividade, contemplação, criatividade, prazer, gestação, emoção, coração

(Cont.)

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