Ainda sobre a Ideologia de Género

27/08/2019

No seguimento do texto anterior, são imperiosos mais esclarecimentos…

O ego de uma criança, ego esse que é o centro da consciência, começa a formar-se aos dois anos. Quando ela diz: sou eu, em vez de se referir a si mesma na terceira pessoa, como os demais. Vão se formando pequenas ilhazinhas que se unirão numa só. Até então, e psiquicamente, a criança é apenas inconsciente coletivo.

Os conteúdos inconscientes vão sendo integrados na consciência (ou reprimidos e atirados para a sombra, inconsciente pessoal) à medida que o ego se forma.

A ilha torna-se uma só por volta dos 3-4 anos. O que não quer dizer que a psique esteja completamente formada, com todos os componentes.

Um deles a Persona, que se forma com a idade patriarcal da consciência.

Por volta dos 8 anos

Antes disso, 6/7, vivemos a fase mitológica da consciência, durante a qual transitamos e coabitamos relativamente bem com o matriarcal e o patriarcal.

Esta palavra não se pode usar hoje em dia sem corrermos o risco de sermos taxadas de feminazis ou militantes da esquerda radical. Longe disso, naturalmente…

Além de que de falamos de ciência, de psicologia.

Não se trata de achismo nem de opinião. Muito menos de neurose. (Todos as temos, nada temam).

E, por mais que não pareça, a opinião não se sobrepõe aos factos. Goste-se ou não, e obrigada ao patriarcal, a ciência ainda é o único método que valida se é crença, ou qualquer outro fenómeno psíquico, (nunca mais saíamos daqui) se realidade.

Só aos dois anos uma criança se apercebe de que é um ser distinto da mãe.

Não dá para negar a biologia, é visível quem é do sexo masculino e do sexo feminino. E, se isto não for suficiente, caso a pessoa padeça de cegueira, é fazer um exame genético. Que diz que quem tem cromossomas XX é do sexo feminino e quem tem cromossomas XY é do sexo masculino.

O género não é uma construção social, não é uma questão de opinião e não deve nem pode ser confundido com orientação sexual.

É preciso negar a biologia e a genética e provar bem provadinho que ambos não passam de delírios de cientistas.

Também não dá para negar 20 volumes de obras completas de um senhor chamado Carl Jung, que estudou a psique até à exaustão e provou cientificamente TUDO o que descobriu, as conclusões a que chegou.

A criança é um ser humano, não é propriedade de ninguém…

Mas, enquanto criança, depende dos pais ou tutores legais para tudo, inclusive a sua saúde física, emocional e psíquica.

E os pais que permitem que as suas crianças sejam usadas por partidos políticos para levantar bandeiras ideológicas deveriam pensar duas vezes.

Uma coisa é não discriminar, nem negativa nem positivamente.

Outra é negar anos e anos de investigação científica.

Não existem crianças em transição, existem crianças a viver símbolos e a integrar ou não conteúdos inconscientes. E pais a querer pôr rótulos, porque só assim conseguem lidar com isso. Em vez de simplesmente deixá-las ser. Observando sempre. E impondo limites.

Vão estudar

E parem de tentar manipular toda a gente, implicando que quem se recusa terminantemente a engolir, a aceitar, isto é má pessoa, um monstro, um insensível, porque coitadinha da criança.

E de usar crianças inocentes e em formação para promover bandeiras ideológicas e partidárias. É isso que é torpe, desumano e repugnante.

E de uma irresponsabilidade atroz.

Como é que um jovem de 16 anos não pode fumar, beber, guiar, votar (tudo isto é proibido por lei), mas pode mudar de sexo?

Não sei o que uma mãe tem de fazer com um filho de três anos que diz que é menino, mas é menina, ou ao contrário. Mas ela é adulta, e quis ter filhos. Haveria de estar preparada para lidar com eles.

Se não consegue, peça ajuda. E proteja a criança.

Mas se está a querer que o Estado intervenha na educação, na criação dos seus filhos, tenho a dizer-lhe que não terá muita margem de manobra para decidir mais nada em relação à vida deles.

Está, implicitamente, a declarar-se incapaz.

E se esse for o caso, a questão é outra. Caso contrário, daqui a bocado, tem o Estado a dizer-lhe o que o filho come, bebe, veste, em que escola anda, o que vai estudar e o que vai fazer com a vida dele.

Parem com isso já. Façam-se adultos. Peçam ajuda, mas não permitam tal coisa.

Eu não quero o Estado a meter-se na minha vida. E vocês também não…

E eu tenho é medo de um governo, que sequer foi eleito, usurpou o poder, que aprova um decreto-lei destes em Agosto, decreto esse que afeta diretamente a vida de milhares de crianças e de pais, sem os consultar. Sabendo-os de férias e o mais possível alheados de tudo.

E que pretende impor uma ideologia no sistema público de educação, à força.

Trump, Bolsonaro, Johnson (UK) e todos os partidos de extrema direita que veem subir as suas percentagens em cada eleição do parlamento europeu estão a mostrar que são precisos limites.

Que isto não é o legalize.

Estes três exemplos são o extremo do patriarcal. Como o é o militarismo. Mas as pessoas admiram-se muito como é possível elegê-los. É o mesmo povo. O mesmo. Analisem e pensem o que é que estas pessoas querem, sentem falta, ao ponto de eleger Trump e Bolsonaro…

Tal como referi no texto Woodstock e Christiania, é preciso equilíbrio. Matriarcal E patriarcal. Conviver com os opostos, e não andar de radicalização em radicalização. Como se um fosse melhor do que o outro. Como se um não precisasse do outro para, lá está, se conter.

É pensar num rio e suas margens. Sem margens, a água não tem direção, controlo, alaga e destrói tudo.

É assim que funciona a psique.

Sem ego, os conteúdos inconscientes afloram sem controlo. E a pessoa obedece simplesmente a todas as vozes que ouve…

Artigo excelente escrito por um psiquiatra que inclusive faz a devida distinção entre género e sexo. Obrigatório.

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