Aniversário

25/10/2017

Mantenho uma relação esquizofrénica com o meu aniversário. Não gosto de ser o centro das atenções. Por isso, cantarem-me os parabéns é como quem me mata. Fico sempre sem saber o que fazer. Não me dou ao ridículo de me cantar os parabéns e tenho sempre a sensação que a cantoria nunca mais acaba. Não gosto de festas de aniversário por esse motivo. Também acho chato obrigar as pessoas a gastar dinheiro comigo, não me dou ao desplante de me sentir ofendida por não virem a um eventual jantar de anos que fizesse, mas talvez ficasse triste se não comparecessem a algo que oferecesse. E não o reconhecessem, aparecendo sem presentes. Não necessariamente materiais.

Como acho uma estica pagar um jantar e ainda ter de oferecer um presente. A minha ida já é o presente…

Uma vez, quando morava no Bairro Alto, recebi o pessoal todo em 50m2 e ofereci copos a toda a gente. Faz-me mais sentido do que obrigar o pessoal a jantar fora e a pagar por isso.  aniversário

Tenho ideia de ter feito um jantar de anos quando os casei, 25, no dia 25. Acho banais os jantares, não gosto de comemorar os meus anos como toda a gente.

Se é um dia especial, que se fizesse algo diferente.

Por isso, e para evitar ter de dizer que não ia fazer nada, viajei muitas vezes. De tal maneira que nem me lembro da quantidade de vezes que o fiz e de todos os sítios por onde passei.

De há uns tempos para cá, enquanto aqui morei, e para evitar maiores chatices, acabava por jantar com a família, em casa. No ano passado, o primeiro em que o meu pai não esteve, recusei-me.

Este ano, volto a fazê-lo. Vai me custar, mas paciência.

Artist’s Date 295/365 – Plan a Birthday Party

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