Arquétipos na ficção

13/05/2019

Os Arquétipos também estão na ficção, óbvio, por isso nos identificamos tanto com personagens de séries e filmes.

A propósito do feminino e do feminismo na ordem do dia, há duas séries sobre o tema a passar neste momento na TV.

Uma na RTP 2, espanhola, chama-se: um olhar diferente. Se não me engano, ao fim-de-semana, dois episódios. Um num dia outro noutro.

Dá perfeitamente para identificar Heras, Atena, Afrodite, Perséfone, naquelas personagens.

Na ficção, é fácil saber que arquétipo está na nossa sombra, é o personagem que nos irrita e/ou nos fascina…

Outra chama-se Gentleman Jack.

Na HBO. Confesso que já me andava a entediar o personagem gay obrigatório em todas as novas séries. Na grande maioria delas, o protagonista.

Não me enfiem a homossexualidade goela abaixo, porque eu também não enfio a minha heterossexualidade goela abaixo de ninguém.

Discriminação positiva não deixa de ser discriminação.

E paternalismo. E condescendência…

Em Gentleman Jack faz todo o sentido que a personagem principal seja homossexual. Não dá a sensação: agora vais ter de levar com isto porque está na ordem do dia e é assim que se vendem produtos televisivos.

Na primeira série, os arquétipos do feminino; na segunda, o feminino em todas as suas dimensões, incluindo a mais masculina, a da protagonista.

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