As deusas e eu

06/09/2018

A primeira vez que preenchi o questionário sobre as deusas gregas, há uns oito anos, lembro-me que o resultado foi igual, ou seja, que os meus dois arquétipos preferenciais são Artémis, destacadíssima, e Perséfone.

Basicamente, mantém-se tudo. 

Variam as percentagens. Tenho muito mais de Afrodite hoje do que tinha há 8 anos. As duas deusas com quem menos me identifico também se mantêm: Deméter e Hera, pela mesma ordem. Apesar de as percentagens estarem um bocadinho acima. (Há 8 anos, tinha 7 de Deméter e 2 de Hera…) O que quer dizer que, psicologicamente, as características que correspondem a estas duas deusas estão mais integradas na minha consciência.

Um bocadinho, pelo menos…

Não me incomoda a manifesta diferença entre Artémis e todas as outras. Sempre foi o arquétipo com o qual mais e melhor me identifiquei. Muito menos me surpreende que os dois arquétipos que representam a juventude, Artémis e Perséfone, sejam os mais presentes em mim.

Síndroma Peter Pan never ends

Gosto do equilíbrio entre Atena e Afrodite. E mais ainda que Afrodite ganhe por dois a Atena. O que quer dizer que a minha predisposição para os relacionamentos, para o amor, para a vida vivida, é maior do que era. E que os livros, ainda que ocupem sempre um lugar cimeiro na minha vida, estão a ser preteridos em relação à experiência. Revelando uma apetência maior para a vivência da experiência do que para a fantasia.

De resto, nem tudo está perdido.

Há uma forma de equilibrar a presença dos arquétipos na nossa consciência. Pelo método associativo trazido para a psicologia por Carl Jung. O que pode revelar o que nos está a bloquear em relação àquele arquétipo e cujas características não estamos a desenvolver por as considerarmos “más”, desapropriadas, defeitos.

Não condizentes com a ideia que temos de nós.

Este questionário apenas peca por não incluir um dos arquétipos de que mais gosto, Héstia, por ser uma deusa pouco falada e quase nunca lembrada. Era a mais velha de seis irmãos e é caseira, na dela, introvertida e virgem. No sentido em que não precisa de um relacionamento, de um homem, para se sentir completa.

De resto, é um guia excelente de autoconhecimento e de esclarecimento de questões internas.

Se quiser saber quais os arquétipos mais e menos presentes em si, escreva-me para: contacto@isabelduartesoares.com

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