Biodanza, com Nuno Pinto.

11/10/2017

Faz agora dois anos que comecei e durante boa parte do primeiro ano não disse a ninguém que fazia. Achava que as pessoas não iam entender, eu não sabia explicar exatamente o que era e como funcionava. Só sabia que funcionava e que me tinha proporcionado das experiências mais mágicas da minha vida. E não estava para me justificar. Nenhuma explicação racional e lógica me satisfazia, fazia jus. Sequer traduzia exatamente o que sentia quando dançava a dança da vida, como é por muitos conhecida a Biodanza.

Como o próprio nome indica, o que preconiza é a vida no centro. E todo o método gira à volta disso.

O criador foi o chileno Rolando Toro. Por isso se vê muitas vezes Biodanza associada à sigla SRT, Sistema Rolando Toro, que garante que não se desvirtua o princípio que norteia esta modalidade.

Rolando bebeu de várias fontes para criar este que é um dos meios mais felizes de autoconhecimento de que disponho, que não dispensa a terapia, mas que acelera o processo como nenhum outro. Porque permite chegar a pontos onde a conversa intelectual e consciente não consegue aceder. A explicação é simples, o nosso corpo acumula memórias, traumas, não resolvidos, no nosso corpo depositados, e que através da dança se vão libertando, ainda que dificilmente cheguem à consciência e por isso possam ser traduzidos na linguagem do intelecto, proporcionando uma sensação de leveza e bem-estar.

Uma ressalva, a Biodanza não fica muito menos explora o trauma, o medo. Entra em contacto e com os recursos expressivos da dança, transmuta, ajudando a fazer as pazes.

Uma das fontes que inspirou Rolando foi Carl Jung, o pai da Psicologia Analítica e que me salvou e salva todos os dias das agruras da existência.

Jung sugeriu que o movimento expressivo do corpo é uma das inúmeras maneiras de dar forma ao inconsciente. Rolando é bem capaz de se ter inspirado nisto para criar a Biodanza.

Como definir?

Um amigo chama-lhe recreio para adultos. Gosto quando lhe chamam o triunfo dos hippies. Outro amigo costumava dizer que todas as semanas era Natal, por causa do estado de amorosidade em que ficamos, quando entramos em vivência. Que é como quem diz, transcendemos o ego e acedemos ao Self.

Poderia dizer que é a forma mais suave, orgânica, sensível e natural de chegar ao Self.

No entanto, tenho ideia que fico sempre aquém. Por não ter como enumerar o quanto a Biodanza é importante na minha vida, me ajudou e me ajuda, todos os dias.

Por isso, nada como dançarmo-nos.

Que, aliás, é o que digo a toda a gente que me pede para explicar o que é a Biodanza: vão fazer uma aula aberta com o meu facilitador, um dos meus mentores, meu querido e adorado amigo e, em breve, parceiro de crime, Nuno Pinto. Com quem danço desde janeiro deste ano.

Todas as quintas, aulas abertas de grupo regular de integração.

Mais informações na página dele, onde estão todos os contactos. Um Gosto e voilà, todas as informações disponíveis, sem esforço nem espinhas.

biodanza

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