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Artist Date

Artist’s Date* – The End

30/12/2017

Foi um desafio e tanto e estou muito contente por tê-lo cumprido. À minha maneira, subvertendo as regras, como compete a qualquer artista digno desse nome. A imagem abaixo reflete o que este desafio me trouxe: o compromisso de tentar conviver com os opostos, unindo-os. Para que a magia aconteça e nenhuma parte de mim fique a gritar por clemência.

arte

Aqui ficam os últimos: Ler Mais…

With a good help from my friends

25/12/2017

Porque os amigos são a família que escolhemos, os últimos Dates são com, e dedicados a, eles.

Este é com o meu afilhado Vicente. Não quero alongar-me muito porque pretendo escrever-lhe no dia dos seus 21 anos. Mas quero dizer que a primeira pessoa com quem temos de nos apaziguar em primeiríssimo lugar é connosco. Só depois vêm os outros. E que se há coisa com a qual todos os artistas precisam de se apaziguar é com a sua forma particular de ver o mundo. O seu olhar para a vida. Por isso te digo, meu querido: não, tu não és maluco, só diferente das massas. E mais mentalmente são do que elas. E são as pessoas que reconhecem essa diferença, e a apreciam, se encantam com ela que tens de considerar.

It is important to remember that at first flush, going sane feels exactly like going crazy  

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Corte e Costura

22/12/2017

O que mais me custa no processo de escrever um livro, e de o declarar pronto para revisão por uns olhos novos e emocionalmente distantes, é o de corte e costura.

É um processo demorado, chato, pouco estimulante e quase nada criativo. Leio-os tantas, tantas vezes que acabo por já nem poder vê-los.

Dou o sangue, a alma, o corpo e a cabeça por eles.

Os meus livros são o mais eu que me é possível em cada momento em que os escrevo. E há partes de mim que me custa ver materializadas num papel. Ou que me assustam, por causa da exposição.

Todos os livros, toda a arte, são autobiográficos.

Mesmo que os seus conteúdos sejam inconscientes, produto da nossa imaginação e fantasia. Que nos escudemos em personagens para nos ilibarmos da culpa, da vergonha, do medo, do julgamento. Ler Mais…

Alma de poeta

19/12/2017

O mais recente filme do Woody Allen passa-se em Coney Island, tem uma fotografia primorosa, uma atuação da Kate Winslet de se lhe tirar o chapéu (e cujo marido opera um carrossel, daí a alusão).

Não sei qual poderia ser o critério para determinar o que seria um bom ator, além de convencer. Mas alguém que se permite fazer um papel que desconstrua a imagem de bonitinho é certamente um critério a considerar. O caso em apreço.

A ideia de que não podemos fugir de nós mesmos, ainda que tenhamos um affair com o mais bonito nadador salvador do pedaço.

E a identificação total com o personagem interpretado pelo Justin Timberlake.

Não é todos os dias que nos vemos validados por um dos grandes mestres do cinema. Se dúvidas ainda houvesse quanto à escritora que há em mim, foram totalmente dissipadas neste filme. Cheers, Woody. 

Artist’s Date 350/365 – Ride a Carousel

Beleza poética

18/12/2017

Na minha ida semanal às compras com mamãe, tenho-me encantado com as flores expostas à saída do Pingo Doce. Ao contrário da fruta, que, independentemente da época, podemos encontrar a que que quisermos num qualquer supermercado de esquina, é a modernidade, as flores permanecem fieis à sua essência e só despontam quando é a época delas.

Estou cada vez mais convencida de que as coisas podem não vir como as esperamos, queremos que viessem, mas vêm certamente da forma que têm de vir. Se não formos rigorosos, de vistas curtas, se soubermos render-nos a uma sabedoria maior do que o ego, a sabedoria total.

E não é uma questão de positivismo, de tentar tirar o maior partido, de ver coisas onde não existem. Mas de plenitude.

Um olhar artístico que se sobrepõe à rigidez e ao olhar crítico do ego

Mesmo numa experiência que aparentemente não satisfaz, nos perturba de alguma forma, há sempre alguma coisa que a faz valer a pena e que está longe do racional, do tentar não lidar com a perturbação, do podia ser pior, que é argumento que me tira do sério.

I began to notice that each moment was not without its beauty

Artist’s Date 346/365 – Visit a Plant Store (15 Dez.) Ler Mais…

Late Dates

14/12/2017

Este date tem o patrocínio do meu querido BFF, que me mandou esta foto de Bruxelas, quando lhe disse que adorava mercados de Natal. A Grand Place fica ainda mais bonita nesta época do ano. E esta foto faz-lhe jus. Mesmo que nenhum de nós tenha pendurado as luzes de Natal na árvore.

Artist’s Date 342/365 – Hang some X-mas lights   (11 Dez.) Ler Mais…

Sonhos

10/12/2017

Just say (H)I…

sonhosMy dreams come from God (os meus vêm do Self, que é o nosso eu divino.)
Artist’s Date 341/365 – Sew Bells on the toes of your sleep socks

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