Browsing Category

Artist Date

Sonhos

10/12/2017

Just say (H)I…

sonhosMy dreams come from God (os meus vêm do Self, que é o nosso eu divino.)
Artist’s Date 341/365 – Sew Bells on the toes of your sleep socks

Óculos cor-de-rosa

09/12/2017

O conceito de sombra e projeção resumido numa frase só, numa só imagem: tu és o teu único rival. E as tuas ações dependem diretamente da cor de lentes que pões nos óculos. Com os quais vês o mundo e de vês. sombra

Caution: rose-colored glasses may not obscure vision
Artist’s Date 340/365 – Plant some Bulbs

Perfeição

08/12/2017

A perfeição é uma pretensão do ego. Que é medrosinho, tem pavor do julgamento, da crítica. Ajudado pela persona, que não concebe uma série de coisas para si, bloqueia o canal da criatividade e da ousadia. 

Be willing to paint or write badly while your ego yelps resistance
Artist’s Date 337/365 – Gild pinecones (6 Dez.)

Estar à espera de criar o quadro perfeito, o livro perfeito, a música perfeita, o desenho perfeito, à primeira, é um desejo do patriarcal, um delírio de grandeza que encaixa bem no ego, mas não passa disso mesmo.

Nem da ideia

E ficar na ideia é meio caminho para a frustração, embora possa parecer um lugar seguro. Enquanto ficamos na ideia e não nos chegamos à frente podemos criticar à vontade. Já que não há dedo que se nos possa apontar. Afinal, não temos nada para mostrar.

perfeiçãoA perfeição, ou o mais que nos consigamos aproximar dela, já que esta não existe, é subjetiva, vem com a prática. A posterior exposição é uma validação que o ego e a persona dão ao criativo em nós. Que faz o melhor que pode e sabe por amor à criação, à arte.

O ego vem depois.

Diz-se dos artistas que são egocêntricos. Todos somos. E antes egocêntrico do que falso modesto. É mais autêntico. (São mais ou menos sinónimos, a falsa modéstia é um sinal de narcisismo).

A criação vem de outro lugar, outra necessidade, outro desejo, mais visceral. Já que é parte do criador. Nela está a alma, o sangue, as horas acordado. O medo, a vergonha, a coragem, a determinação. Está tudo o que o criador tem de melhor e de pior. É o risco que se corre. Se o trabalho é sério, são as suas vulnerabilidades que estão a ser escrutinadas. Está tudo quanto o criativo tinha para dar naquele momento, naquele contexto. É isso que dói. Ler Mais…

Fantasia

06/12/2017

Vinha discorrer sobre a fantasia, que, mais até do que a projeção, é a responsável pelas grandes desilusões amorosas, profissionais, pessoais, a todos os níveis. Que talvez precisasse de parar de ser tão emocional, tão crente no amor e nos afetos, no desejo de ligação e de conexão. Que precisava de deixar de ser tão coração e passar a ser um pouco mais dura, impenetrável, impermeável, implacável, firme e forte. Corresponder então à imagem que uma série de pessoas têm de mim, a de durona, porque tenho um vozeirão, sou expontânea e sacudida. fantasia

Que não teremos sempre Paris

Vinha dizer que a culpa é de todas as comédias românticas que vi, devo ter sido quem mais viu comédias românticas no mundo. Amaldiçoar as séries americanas e a fantasia de que tudo se resolve e todos sabem sempre o que dizer e o que fazer a todo o momento. E que nos deixam um vazio de vida imenso quando acabam. E os romances da Jane Austen, apesar de não gostar de bailes e de já não ter idade para dar beijos à chuva.

Que talvez tivesse chegado a hora de adotar o cinismo, o distanciamento e a amargura da idade adulta.

Que não se encanta com nada e se acha ridícula quando se deixa levar pelo entusiasmo.

Vinha dizer que, apesar de nunca ter tido tanta saída e tanto sucesso como agora, pior do que a idade, na minha cabeça continuo a ter 30 anos e menos dez quilos, são os rituais de passagem. Os biológicos e os sociais. Que nos dizem que não há como voltar atrás, viver o que não vivemos aos 20 anos, conquistar o que é suposto conquistar aos 30 e aos 40. Que não podemos abdicar das escolhas que fizemos, nem trocá-las por outras, como quem vai à loja e pede para substituir um eletrodoméstico que não funciona. Que não temos garantia de dois anos. Que mesmo que a escolha tenha sido consciente, é possível a nostalgia do que não vivemos e não temos mais hipóteses de viver nos enevoe os olhos e nos deixe uma cicatriz no coração. Ler Mais…

Celebração

04/12/2017

Tenho a sensação de que em Portugal se celebra pouco. Que as coisas boas que nos acontecem não são mais do que a nossa obrigação e que as ocasiões de celebração são assinaladas mais para cumprir protocolo do que propriamente para festejar. É quase uma vergonha, comparativamente com o Brasil, onde nem sequer é precisa uma desculpa para comemorar. Arranjaram até um verbo para isso: bebemorar…  celebração

Talvez esteja ainda impregnado no inconsciente coletivo português que é no sofrimento que está a virtude. E a celebração seja pecado…

Eu, em particular, apesar de não cultuar o sofrimento, gosto pouco de festa. E gosto menos ainda quando sou a protagonista, apesar de estar muito mais confortável do que já estive quando é à minha volta. Ainda que bem disposta, sou mais intimista, gosto da coisa mais privada.

Mas às vezes tenho pena

Principalmente quando vejo as pessoas todas felizes a fazer grandes festas, com grandes comemorações, como quando assinalam passagens de décadas.

Tinha um tio que era assim, gostava dos prazeres da vida e não se furtava ao melhor do mundo quando se tratava de celebrar. Apostava na qualidade e jamais faltava em quantidade.

No dia em que celebramos a vitória contra os espanhóis enquanto nação, a mulher dele, irmã do meu pai, completou 80 anos. Os meus primos resolveram convidar a família toda para uma almoçarada. A família toda são mais de 50 pessoas e vem de todos os cantos do país. Éramos 45, faltaram muitos, por contingências da vida, por não morarem em Portugal e por já cá não estarem. Foi uma surpresa, a minha tia com cara de menina só sabia que ia almoçar com os filhos e netos.

Sentimos e chorámos a falta dos ausentes, foi a primeira vez que reuni com a família do meu pai sem ele cá estar e achava que já tinha chorado tudo o que havia para chorar. Ledo engano. Mas, com uma família destas, jamais estarei só.

Celebrámos à grande

O convite havia chegado por whatsapp e de viva voz. Eu comecei a beber à uma da tarde e só parei às três da manhã. Chorei, ri e cantei.

O Ouriço, dizem que a discoteca mais antiga do país, nunca mais será o mesmo… Percebi, entre outras coisas, onde, como e quando posso estar em público sem que a minha introversão se encontre ameaçada. Estava entre os meus, queria lá saber do resto das pessoas. E os nossos pais estão muitíssimo bem representados por três belas divindades.

As fotos, e principalmente os vídeos, estão proibitivos. Acordei assim, com esta vista deslumbrante.

Artist’s Date 335/365 – Make Party Invitations

error: Content is protected !!