Browsing Category

Biodanza

Este meu romantismo ainda um dia me há de matar…

12/11/2018

Robert A. Johnson, um dos meus autores junguianos americanos preferidos, escreveu, entre outros, três livros. Baseando-se em diferentes mitos e histórias, explora os meandros da psicologia feminina (She), da psicologia masculina (He) e do amor romântico (We). Neste último, servindo-se do mito de Tristão e Isolda, diz-nos que esse mito nos mostra que o amor romântico é um ingrediente necessário para a evolução da psique ocidental. Que só alcançamos a totalidade, deixando-nos prontos para a fase seguinte da evolução da consciência, quando aprendemos a viver conscientemente com o amor romântico, ou seja, com as vastas forças psicológicas que representa. Na evolução da consciência, no nosso maior problema está sempre a nossa mais rica oportunidade.

Este meu romantismo ainda um dia me há de matar… 😍

“O outro traz-nos notícias de nós”, já diria Rolando Toro, criador da Biodanza. Se essas notícias puderem ser adocicadas com amor e romance, e muita dança, nada mais temo nesta vida.

O que é um mito

10/11/2018

À pergunta: o que é um mito, uma criança respondeu: a myth is something that is true on the inside but not true on the outside. O professor não entendeu… 

A vida é muito mais rica nos meandros da criatividade, da imaginação e da poesia. Da sensibilidade.

Faz-me lembrar um episódio com o meu sobrinho mais velho, a quem lhe foi pedido que escrevesse um postal a um amigo. O meu pai tinha morrido há 15 dias. O João resolveu escrever o postal à avó porque ela estava muito triste. A professora baixou-lhe a nota porque era para escrever para um amigo. Fosse eu mãe dele tinha ido tirar satisfações. Não é a nota que está em causa, mas o privilegiar da regra em detrimento do sentimento. E o que isso fará com a cabeça dele. Teria dado nota máxima aos dois miúdos. E chumbado a professora…

Por um mundo [com] mais [professores] INFPs…

No próximo dia 16 de novembro, vamos dançar a paixão, celebrar o amor, conquistar a totalidade, caminhar pelo mundo, sem perder a essência.

Vamos dançar Eros e Psiquê, o mito que inspirou, entre outros, o grande Fernando Pessoa.

Inscrições obrigatórias para: biodanzanunopinto@gmail.com

Um mito, uma danza: Eros e Psiquê

05/11/2018

Certa vez perguntaram a Joseph Campbell, o maior mitólogo americano, para que serviam os mitos. Ao que ele respondeu: os mitos servem para nos conhecermos e nos entendermos melhor.

Pelo poder simbólico que todos os mitos têm, encontramos sempre algo que ressoa em nós. Eros e Psiquê

O mito de Eros e Psiquê, ao qual Fernando Pessoa dedicou um poema, é talvez um dos mitos mais estudados por psicólogos junguianos, dado, precisamente, o poderoso simbolismo nele contido.

É um mito que fala do feminino, e não apenas das mulheres, tendo em conta o conceito de anima, o arquétipo feminino em cada homem, e o de animus, o arquétipo masculino em cada mulher. Da importância de conhecer, de descobrir como se manifestam e de unir estas duas forças arquetípicas na psique de todos nós. Forças estas que estão, na grande maioria do tempo em conflito, em lados opostos dentro da nossa cabeça.

Na Jornada da protagonista desta história, a heroína Psiquê, uma mortal, vamos ver como se materializa a jornada no feminino. Como podemos, homens e mulheres, partir para o mundo, e nele subsistir, sem perder a nossa essência.

É um mito sobre a força do amor, da paixão, sobre a capacidade de receber ajuda do exterior, mostrando que não estamos sós e que nada conseguimos sozinhos.

É um mito sobre a capacidade de dizer não ao que nos desvia do nosso foco, sobre resiliência, sobre paciência, sobre a humanização dos heróis. Sobre a passagem da adolescência, do ego infantilizado, à idade adulta.

Vamos contá-lo, traduzir o seu conteúdo simbólico e dançá-lo.

16 de Novembro, às 19H30. Evento aberto a todos os que fizeram, fazem ou vão fazer Biodanza.

Vagas limitadas! Obrigatória confirmação de inscrição por e-mail: biodanzanunopinto@gmail.com

Guerreira

27/09/2018

Descrevem-me amiúde como Guerreira. Até numa dedicatória de um livro me atribuíram esse epíteto. É o que veem de mim. E eu nem sei bem o que isso quer dizer.

Já para não falar que sequer me revejo nesse papel…

Às vezes, confesso, até me deixa impaciente. Embora lhe reconheça projeção. Por não corresponder à verdade. Por saber da missa toda, não apenas da metade… Conheço o lado obscuro, o lado sensível, o lado criativo, artístico, a dúvida, a auto-cobrança, a desconfiança. Conheço muita coisa que talvez não transpareça. 

Já para não falar na responsabilidade que tamanho atributo acarreta

Felizmente, não vivo para corresponder a expectativas. Ao que os outros esperam de mim, se é que esperam alguma coisa… Há muito tempo. Quem dita quem sou, o que quero, como me posiciono, o que faço, escrevo, digo, sou eu… Embora muitas vezes ainda caia na falácia da provocação. Há botões que persistem em ser acionados a cada vez que estão em causa valores que me são caros.

E ainda bem…

Reconheço-me forte, reergo-me das cinzas com uma força e um entusiasmo de certa forma admiráveis, por não permitir que a minha essência se anule em prol do que me acontece. Não sucumbo perante as dificuldades, há em mim uma vontade férrea de me manter de pé.

Mas não me revejo no atributo de guerreira

Porque o meu lado sensível, emocional, sentimental é muito mais forte e muito mais condizente com a minha verdadeira natureza.

A nossa cabeça pode enganar-nos, iludir-nos, mas o corpo não mente. E a prova inequívoca é o que se me é revelado na vivência das aulas de Biodanza.

Já desconfiava, mas, na última terça-feira tive a confirmação. Vi-me e senti-me a dançar, de vestido vermelho e cabelos longos, indomável, sensual. Numa celebração qualquer. Alheada de tudo, apenas entregue à dança, ao movimento, às sensações, indiferente aos olhares alheios, em volta de uma fogueira, num tempo que não reconheço, numa civilização que me é estranha. E, nessa dança, vi todo o meu potencial. Reconheci todo o meu poder. É esse, que vem de dentro. Que é confiante, sem ser intimidante. E em perfeita sintonia e conexão com a natureza.

Entre Atena e Afrodite, prefiro Afrodite.

Com um bocadinho da natureza selvagem de Artémis. Confiante, mas com um sorriso. Inteira, mas não distante, inacessível, inatingível.

E Atena é alheada do sentimento, que lhe confere poder. Eu não quero o poder per se, não me interessa. prefiro de longe a autenticidade, a espontaneidade, à persona.  I crave connection. Que só se consegue com aproximação, não com distanciamento, isolamento, alienação do que se passa no coração.

Setembro

05/09/2018

Ainda sou do tempo em que as aulas começavam em outubro. Por isso, setembro nunca me disse grande coisa. É um mês que nem é carne nem é peixe, é verão, mas também é outono, mais ou menos. Os dias são visivelmente mais pequenos, o que me deprime sempre imenso. Normalmente nem dou por ele, por me parecer menor do que os outros, apesar de ter os mesmos 30 dias. 

O tempo de estudante já lá vai há muito.

A última vez que o fiz, com calendários, aulas e obrigações, foi em São Paulo, onde o ano começa quando deve começar, em janeiro. E nem o magnífico texto do Joel me convenceu. Independentemente de o achar belíssimo e de me dar vontade de gostar de setembro só por causa dele.

Essa coisa da rentrée foi inventada pela comunicação social para justificar a silly season, as férias do pessoal. E aproveitar para mumificar o espectador mais um bocadinho.

Os meus recomeços são em janeiro.

Em outubro, na verdade, que é quando completo mais um ano de vida. Janeiro serve para renovar a esperança. Que cai logo por terra de tão comprido e frio é esse mês.

Mas agora que pratico uma atividade que se guia pelo ano letivo, mas com muito menos férias, graças a deus, acabo de descobrir uma forma de amar setembro.

Ontem, voltei às aulas de grupo regular de aprofundamento de Biodanza.

Apesar de ter um sentido de humor imenso e de ser engraçada, o que acontece de forma natural com as pessoas espontâneas e expressivas, sou uma pessoa séria. Não tenho a menor paciência para palhaçadas, brincadeiras, perdas de tempo.

Não vim a este mundo a passeio, já disse.

Também me faz impressão a dispersão, a ausência de foco. E desde que descobri o que vim aqui fazer, não perco muito tempo com o que ou quem não me acrescenta. É tempo que me falta para fazer o que realmente me faz sentido, me fala à alma, me descansa, me nutre, me alimenta, a todos os níveis.

Por tudo isso, e muito mais, não aguentava de saudades das minhas aulas de terça-feira. Um grupo pequeno, como eu gosto, comprometido, disponível. Com o melhor dos mestres. Que ontem nos conduziu, com a mestria de que só ele é capaz, por uma viagem pela sombra, em que me senti total como nunca antes havia experienciado. Estava toda, inteira, ali, com a plena consciência do meu corpo, das minhas emoções, dos meus pensamentos, era uma só, uma sensação que quase me tirou o fôlego.

Para, logo de seguida, me sentir e ver como uma fénix.

Foi indescritível, quase saí a bater as asas pela sala fora.

Todas as sensações são absolutamente nossas, apenas induzidas pela música e as consignas, a introdução verbal que é feita antes de cada dança.

Não poderia ter começado da melhor forma. Uma viagem ao numinoso, que passa necessariamente pelo contacto com a sombra. A prometer muito, num ano em que me proponho consumar, em vez de consumir.

Como é bom voltar a respirar…

Obrigada, Nuno, és o rei disto tudo.

Qual o teu momento existencial?

05/07/2018

Estás numa fase de mudança? De casa, de trabalho, de cidade, de país, de relacionamento? Estás numa fase de transição? Estás perante um desafio novo? Estás num momento de tédio, de apatia, de falta de interesse por tudo? 

A jornada do herói é para ti.

Dia 8 de julho, vem descobrir que tema universal está subjacente ao filme da tua vida e qual o teu tema existencial. Vem descobrir-te como nunca antes. Tudo isto dançando, ao ritmo da vida.

Só para iniciados. Inscrições: biodanzanunopinto@gmail.com

Jornada do Herói – Take II*

03/07/2018

Dia 08 de Julho aproxima-se, assim como a próxima etapa da proposta: ‘Um mito, uma danza: a jornada do herói. E, tal como já disse anteriormente, o entusiasmo é imenso, assim como o desejo de concretizar esta proposta já.

Para se viver o Herói seja necessário algum desafio, alguma pressão, algo mais.

Quer vivencialmente, quer no enquadramento teórico, teremos uma abordagem nova, que inclui  um filme (muito breve), associado ao tema do arquétipo do herói, e uma elaboração mais detalhada deste tema tão vivido.

Não por acaso, a arte, do cinema à literatura, usa e abusa desta ‘história’.

Porque ressoa em todos os detalhes do nosso quotidiano. E não é para ser projectada numa tela, ou numa folha de papel, mas para ser gravada na pele!

Ainda vais a tempo de te inscrever e se já manifestaste a intenção, por favor, agora confirma!

Este é o teu chamamento…!

*Por: Nuno Pinto

Inscrição obrigatória para: biodanzanunopinto@gmail.com
error: Content is protected !!