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Biodanza

Tristão e Isolda – o feminino*

15/01/2019

Quando aprendermos a caminhar ao sol e a ver as cores da terra, a respeitar o nosso corpo físico, a acordar a música na vida, a ouvir os nossos sonhos, a mostrar afeto às pessoas que amamos, faremos a paz. 

Uma das grandes forças do feminino interno é a capacidade de deixar pra lá, de desistir do controlo do ego, de parar de tentar controlar pessoas e situações, de entregar ao destino e esperar pelo fluxo natural do universo.

Abandonar a espada significa parar de tentar entender pelo intelecto ou a lógica, parar de tentar forçar as coisas.

Pegar na harpa significa esperar pacientemente, ouvir uma voz suave que vem de dentro, pela sabedoria que não vem da lógica ou da ação, mas do sentimento, intuição, do irracional e do lírico.

*Robert A. Johnson, in: We (tradução minha)

Um mito, uma danza: Tristão e Isolda, 18 de janeiro, inscrição obrigatória por mail: biodanzanunopinto@gmail.com

Tristão e Isolda – A Espada e a Harpa

15/01/2019

Para o homem ocidental, o ego precisa de ser heróico. Só o espírito heróico nos eleva acima do egocentrismo, pondo-nos ao serviço de um ideal maior que nos traga para a nossa tarefa individual. 

Duas coisas são exigidas a um herói: a espada e a harpa

Tristão precisa da espada para derrotar os inimigos, a espada simboliza a precisão, a agressividade do poder masculino. Com a espada, o herói aborda o mundo com agressividade, controla a situação, assume uma posição de força e derrota o adversário. É o intelecto discriminado, que divide e analisa, corta problemas e ideias para os entender, é a faculdade lógica da mente.

Todos precisamos do poder da espada, de ser lógicos e analíticos, assertivos e fortes. Mas, noutros momentos, nem a lógica nem a força servem. Aí, temos de nos voltar para a harpa.

Com o poder da harpa, Tristão mostra sentimentos e expressa amor e estabelece relacionamentos. É com ela que conquista o tio. E outros. A harpa representa o poder de desenvolver um senso de valores, de afirmar o que é bom e verdadeiro, apreciar a beleza, a harpa permite a um herói por a espada ao serviço de um ideal. Precisa dos dois. Sem a espada, a harpa perde o seu efeito. Mas sem a harpa, a espada fica resumida a força bruta e egoísta… A espada não constrói um relacionamento… para tal, precisamos de aprender a linguagem da harpa.

*Robert A. Johnson, in: We (tradução minha)

Um mito, uma danza: Tristão e Isolda, 18 de janeiro, inscrição obrigatória por mail: biodanzanunopinto@gmail.com

 

Tristão e Isolda – Brancaflor**

13/01/2019

São as qualidades femininas que trazem significado à vida: a conexão com outros seres humanos, a capacidade de suavizar poder com amor, o reconhecimento dos nossos sentimentos e valores internos, o respeito pelo ambiente, o deleite em relação à beleza da Terra e a busca introspetiva por sabedoria interna.

Com estas qualidades em défice, não encontramos muito significado.

Com as nossas espadas e lanças, construímos impérios, mas estes não nos dão um senso de significado ou de propósito. 

A morte, num mito ou num sonho, significa que algo abandonou a mente consciente; mas permanece no inconsciente, à espera de renascer na consciência.

Vemos, hoje, pessoas a tentar trazer Brancaflor do inconsciente de volta à consciência. Pessoas a tentar aprender a expressar sentimentos, a mostrar afeto, a acordar para o lado intuitivo da vida. Algumas destas coisas falham, tornam-se modinha, são reduzidas a abraços autoconscientes e a espontaneidade forçada, mas, pelo menos, as pessoas estão a tentar encontrar Brancaflor.*

*Robert A. Johnson, in: We (tradução minha)

Um mito, uma danza: Tristão e Isolda, 18 de janeiro, inscrição obrigatória por mail: biodanzanunopinto@gmail.com

**Brancaflor é a mãe de Tristão

À integração masculino e feminino psíquicos** Rolando Toro deu o nome de Identidade

12/01/2019

A psique vê a nossa capacidade para o relacionamento e o amor como uma qualidade “feminina”, proveniente do lado feminino da psique. Contrastando com a capacidade para o poder, o controlo das situações e a defesa do território, como forças que encontramos no departamento “masculino” da psique. Para nos tornarmos homens e mulheres completos, cada um de nós precisa de desenvolver ambos os lados da psique. Temos de ser capazes de lidar tanto com o poder como com o amor, exercendo controlo e fluindo com espontaneidade, valorizando um e outro, no momento específico de cada um. 

Quando falamos de “feminino” neste sentido, não queremos dizer obviamente que se “relaciona com as mulheres”.

Estamos a falar de qualidades psicológicas internas que são comuns a homens e mulheres. Quando um homem desenvolve as forças do seu lado feminino, completa, na verdade, a sua masculinidade.

Torna-se um homem mais inteiro à medida que vai sendo cada vez mais humano.

O homem mais forte é o que é capaz de mostrar genuinamente amor aos seus filhos. Ao mesmo tempo que trava as suas batalhas no mundo do trabalho, durante o dia. A sua força masculina é aumentada e equilibrada pela sua capacidade feminina de se relacionar, de expressar afeto e sentimentos.

Em cada um de nós há potencialidade para a totalidade. Para unir as partes em conflito dentro de nós num todo. Temos um nome simples para esta totalidade do indivíduo: Jung chamou-lhe Self.*

(Rolando Toro chamou-lhe: Identidade)

*Robert A. Johnson, in: We (tradução minha)

Um mito, uma danza: Tristão e Isolda, 18 de janeiro, inscrição obrigatória por mail: biodanzanunopinto@gmail.com

**Entre outros princípios que compõem a totalidade psíquica…

Um mito, uma danza: Tristão e Isolda

11/01/2019

O amor romântico é a máscara por detrás da qual um poderoso conjunto de novas possibilidades se esconde, à espera de ser integrado na consciência. Mas o que começou como um gigantesco surto coletivo de energia psíquica tem de ser aperfeiçoado a nível individual. É sempre papel do indivíduo cumprir a tarefa, concretizar o processo divino dentro do microcosmo da nossa própria alma.

Cabe-nos a nós, indivíduos, tomar esta energia inconsciente e bruta do amor romântico, este conjunto confuso de impulsos e possibilidades, e transformá-los em conhecimento e racionalização.

Cada grande mito é o registo simbólico desse estádio de crescimento na vida das pessoas. O que explica porque estas poderosas histórias nos prendem por completo e nos tocam emocionalmente a um nível tão profundo.

Tristão e Isolda é o anteprojeto simbólico da nossa psique ocidental, num ponto de viragem crítico do nosso desenvolvimento psicológico. Mostra-nos o conflito e as ilusões, mas também as potencialidades, inerentes à situação.

Robert A. Johnson, in: We (tradução minha)

Um mito, uma danza: Tristão e Isolda, 18 de janeiro, inscrição obrigatória por mail: biodanzanunopinto@gmail.com

Um mito, uma danza: Tristão e Isolda

10/01/2019

Um mito é o “sonho” coletivo de um povo inteiro, num determinado momento da sua história. É como se a população inteira sonhasse em conjunto e esse “sonho”, o mito, florescesse através da sua poesia, música e histórias. Mas um mito não vive só na literatura e na imaginação, encontra imediatamente eco no comportamento e atitude da cultura, na vida prática das pessoas.

O mito de Tristão e Isolda é uma expressão profunda da psique ocidental.

Diz-nos muito sobre o que nos motiva. […] o nosso mito mostra-nos que o amor romântico é um ingrediente necessário na evolução da psique ocidental. Atingiremos a totalidade e passamos à fase seguinte da nossa evolução de consciência apenas quando aprendemos a viver conscientemente com o amor romântico, isto é, com as vastas forças psicológicas que representa. Na evolução da consciência, o nosso maior problema é sempre a nossa oportunidade mais rica.

Robert A. Johnson, in: We (tradução minha)

Um mito, uma danza: Tristão e Isolda, 18 de janeiro, inscrição obrigatória por mail: biodanzanunopinto@gmail.com

 

Um mito, uma danza: Tristão e Isolda

06/01/2019

A lenda do amor de Tristão e Isolda é um dos mitos fundadores e que mais perduram na cultura ocidental. As origens exatas da lenda são difíceis de apontar, já que, apesar das referências geográficas se cingirem à Irlanda e à Cornualha, a história aparece nas tradições Celtas, Persas, Irlandesas, Francesas, Alemãs, Britânicas e Galesas. Com o tempo, estendeu-se até Itália, Península Ibérica, Escandinávia e Europa Oriental. 

Por isso o escolhemos

Apesar de não se inscrever na categoria de mito puro e duro.

E pelo seu papel arquetípico em relação a diversos temas comuns a toda a humanidade: o masculino e o feminino, a relação entre os dois, a traição, a relação pai e filho, entre outros.

Também por isso escolhemos dançá-lo

Depois da Jornada do Herói, no que se refere à estrutura e ao arquétipo do Herói masculino, e de Eros e Psiquê, a Jornada do Herói no feminino, unimos os dois, em: Tristão e Isolda, numa tentativa de entender a psicologia do Amor Romântico.

E dançá-la, dia 18 de janeiro, 19h30, em Lisboa.

Inscrições obrigatórias por email: biodanzanunopinto@gmail.com

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