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Biodanza

Olympus

22/03/2019

Esta noite subimos ao Olimpo…

Ainda vais a tempo de dar a mão a Poseidon, Dionisio, Afodite ou Artemisa, entre todos os outros…

Um mito, uma danza: Projecto Olympus

Nuno Pinto e Isabel Soares
Geane Bonfim (convidada)
22 de Março, às 19:30, Lisboa

biodanzanunopinto@gmail.com

projeto Olympus – O feminino

20/03/2019
Talvez a rapaziada ache que este é só para mulheres.

Mas, e considerando que os homens têm um arquétipo feminino (anima) na sua psique, tal como as mulheres têm um arquétipo masculino (animus), que projetamos nos nossos relacionamentos, pode ser que encontrem numa destas descrições o tipo de mulher que vos atrai. Ou repele…

E encontrem uma saída para as vossas vidas :)

A cada vez que negamos o nosso poder de sedução, a nossa beleza, a capacidade de ouvir, a sensibilidade. A cada vez que nos envergonhamos do nosso corpo, que deixamos de nos entregar ao prazer, que castramos a nossa liberdade, que escondemos o sorriso,

negamos e traímos Afrodite.

A cada vez que negamos a nossa capacidade de cuidar, nutrir, acolher, o nosso instinto materno,

negamos e traímos Deméter.

A cada vez que nos recusamos a considerar tudo o que vai além da razão, o obscuro que há em nós, a nossa necessidade de cuidado, a sabedoria do inconsciente,

estamos a trair Perséfone.

A cada vez que desconsideramos a importância do casamento, do homem que temos ao lado, da fidelidade. A cada vez que descartamos a nossa capacidade de liderança, que abdicamos do nosso poder, que deixamos de lutar pelo nosso relacionamento,

estamos a negar e a trair Hera.

A cada vez que nos recusamos a ser independentes, a correr por montes e vales, a solidarizarmo-nos com as nossas irmãs, as nossas amigas. A cada vez que damos de bandeja e reconhecemos a primazia do poder ao masculino, por nos acharmos inferiores,

negamos e traímos Artémis.

A cada vez que nos recusamos a ser estrategas. A usar a razão para resolver conflitos. A ir para a guerra caso a razão não chegue,

estamos a trair Atena.

A cada vez que nos recusamos a confiar na sabedoria interna de cada uma de nós. Que consideramos demais o mundo externo e de menos o mundo interno. Que abdicamos dos nossos valores pessoais,

estamos a negar e a trair Héstia.
Um mito, uma danza: Projeto Olympus, sessão de apresentação 22 de Março.

Projeto Olympus – O Self*

19/03/2019

Os arquétipos são padrões inerentes ou predisposições na psique humana. Há diferença entre padrões arquetípicos e arquétipos ativados: um arquétipo é como um padrão invisível, que determina qual a forma e estrutura que um cristal irá adotar quando se formar, algo que só acontece se existirem as condições certas, no momento certo.

Quando o cristal se forma, é reconhecível.

Tal como o crescimento de uma semente depende das condições do solo e do clima, a presença ou ausência de alguns nutrientes, o amor e carinho, ou o descaso, por parte do jardineiro, etc. Em condições ótimas, o potencial total da semente é realizado.

Na psique é um pouco mais complexo, pois há mais variáveis a considerar…

Quando um arquétipo ativo em vez de uma expectativa externa é a base do papel que desempenhamos, há profundidade nessa escolha.

Quando também encontramos significado, o arquétipo ao qual Jung deu o nome de Self também está no processo.

O Self é como um termo genérico para definir o que quer que experienciemos como sagrado, divino ou espiritual.

Tem a ver com valores pessoais e integridade. E com o que é profundamente certo para cada um de nós, em particular.

Há momentos de escolha significativos na vida de cada um de nós. Em que o que escolhemos e a pessoa na qual nos tornamos estão ligados.

Nestes momentos de verdade, damos por nós numa encruzilhada e temos de escolher o caminho a seguir. Há sempre um preço a pagar por cada escolha. O preço que pagamos é o caminho que não escolhemos, do qual desistimos.

Na psicologia junguiana, os arquétipos são padrões humanos potenciais que, uma vez ativados, se expressam pelas nossas atitudes e ações ou são projetados por nós nos outros. Herdamos o pacote completo, masculinos e femininos, novos e velhos.

Jean Shinoda Bolen, tradução minha.

Um mito, uma danza: Projeto Olympus, sessão de apresentação 22 de Março.

Projeto Olympus – Do Arquétipo ao Complexo*

18/03/2019
Os arquétipos são inatos, universais e hereditários.

Contêm experiências partilhadas e o conhecimento da nossa espécie. São reconhecíveis em imagens, ideias, padrões, formas ou estrutura. Estas formas ou estruturas arquetípicas têm um efeito profundo em nós, na nossa psicologia, na forma como o nosso processo cognitivo funciona. São apenas conhecíveis indiretamente, pelas manifestações arquetípicas. Expressam tendências não aprendidas, comandam as nossas experiências e são inconscientes.

Estes arquétipos constelam na nossa psique de uma forma única e pessoal.

Os arquétipos são incrivelmente estáveis, daí a persistência de padrões de comportamento em nós e no mundo.

Cada complexo é a expressão pessoal de uma forma universal. E tem no seu núcleo um ou mais arquétipos à volta dos quais se constitui.

Podemos então dizer que um complexo é a manifestação do arquétipo no inconsciente pessoal.

Como personalidade autónoma

A integração da imagem arquetípica pelo ego leva à sua humanização, torna o ser na sua condição mais humana, uma mistura de amores e ódios, em vez de um só monstro que precisa de ser repelido e reprimido.

No entanto, e no caso das projeções que fazemos do nosso feminino (homens) e do nosso masculino (mulheres), se os aspetos pessoais e coletivos se encontram divididos, o aspeto coletivo por si só não se consegue integrar e permanece uma ameaça a todos os relacionamentos.

Ao reconhecer a presença do arquétipo no nosso mundo interno, na nossa imaginação e na projeção no feminino (no caso dos homens), podemos formar uma imagem mais humana da nossa mãe, da nossa mulher, desenvolvendo uma relação mais equilibrada e afetuosa com elas.

*Stephen Anthony Farah (Tradução e edição minhas)
Um mito, uma danza: Projeto Olympus, sessão de apresentação 22 de Março.

Um mito, uma danza: Projeto Olympus

15/03/2019
Esta poderia bem ser uma definição d’”o que é isso de Biodanza, afinal”:  “esta dança não é orientada para fora; não é para atrair nem seduzir; não é para nos vermos como se estivéssemos a olhar-nos ao espelho; é para nos sentirmos vivos dentro de nós mesmos.”
O próximo Um Mito, uma Danza, e todo o Projeto Olympus na sua essência e na nossa enorme vontade, vai precisamente nessa direção.
Só nos sentimos vivos em nós quando estamos inteiros.
Os arquétipos dos deuses gregos ajudam-nos a identificar e a acolher, e integrar, tudo o que faz parte de nós mas carece de identificação com a nossa história pessoal. O que temos em comum com a humanidade. E que, apesar de coletivo, nos fala de uma forma tão pessoal e tão primordial que é impossível de ignorar. Preenchendo todos os vazios existenciais, conectando-nos com o mais profundo e íntimo de nós, ao mesmo tempo que nos torna parte do todo.

Projeto Olympus*

14/03/2019
Um mito, uma danza: Projecto Olympus – 22 de Março, 19h30 em Lisboa

E se de ‘repente’, pudesses incorporar os Deuses em ti?

Sim, é possível. E, danzando com toda a potência e magnificência do Olimpo! Ou até como diz, António Sarpe: ‘deixemos que o Olimpo dance no nosso coração.’

É essa a proposta deste projecto Olympus:

incorporar, pela força dos arquétipos, a potência dos Deuses no nosso quotidiano. Diz o poeta que os desuses, são deuses porque não se pensam, digo eu que não se pensam, mas dançam…

E dançarão de tal forma que vais poder reconhecer em ti a força, ou a ausência, de Zeus, Demeter, Hades, Perséfone, Afrodite, Dionísio, Ares. Artemisa, Hestia, Hefesto, Hera, Poseidon, entre tantos outros…

E, tal como no Projecto Minotauro transmutamos os Medos e na Identidade e 4 Elementos integramos os Elementos, neste Projecto Olympus o convite vai ser vivenciar a gênese do Olimpo, a transmutação do arquétipo divino e a integração do mesmo, num conjunto de 6 workshops que serão apresentados e dançados, no dia 22 de Março.

Este projecto é um passo em frente no processo de integração proposto pela Biodanza, não só pela riqueza que é dançar os arquétipos, mas também pela metodologia que trará danças desafio, que ajudarão cada um a integrar os arquétipos em sim, num caminho do inconsciente colectivo ao pessoal.

Imperdível!!!! Digo eu que sei do que falo 😉

Evento aberto a todos os que fazem, fizeram ou vão fazer Biodanza!

Programa:
19:30 chegada e acolhimento dos participantes
20:00 apresentação dos mitos: Isabel Soares
20:30 vivência de Biodanza: Nuno Pinto
22:30 fecho

Local:
FEEL2B, Desenvolvimento Humano
R. Rainha Dona Luísa de Gusmão, 4D
1600-686 Lisboa (Lumiar)

Inscrições abertas e vagas limitadas!

Obrigatória, confirmação de inscrição por e-mail biodanzanunopinto@gmail.com

*Pelo meu querido Nuno Pinto

Projeto Olimpus – Universal e Individual*

13/03/2019

Na “A Jornada do Herói”, o “Rei”, a história da donzela, da criação, do que for, em cada mitologia, independentemente das suas particularidades culturais, podemos observar o padrão universal que conecta essa com todos os outros mitos da criação, da jornada do herói, do bem contra o mal, de uma variedade de motivos mitológicos com os quais nos cruzemos.

No arquétipo do Eu unimos o universal ao individual.

No “Eu” todas as nossas experiências se unificam.

É como um ponto que permite que encontremos um sentido, e que leva todas as nossas experiências a convergir, a encontrarem-se num ponto central. Contem a nossa identidade pessoal e a nossa experiência de realidade juntas.

O Processo de Individuação chama-nos a reconhecer não só o que é pessoal mas também o que é arquetípico. Para que a nossa história pessoal e a história universal que vive em nós tenham um sentido.

A individuação é uma experiência pessoal profunda porque o ponto é: a história, os motivos universais vivem em nós.

E vivem em nós de uma forma que não vivem em mais ninguém.

Assim, a forma como experienciamos a presença arquetípica, da mãe, do amante, da némesis, a jornada do herói, o sentido que damos à vida, o nosso entendimento do amor etc, é particular.

A nossa história não tem semelhanças com a história de mais ninguém, mas os elementos da mesma são todos universais.

O facto de sermos subjetivos e pessoais e, paradoxalmente, o  facto de sermos uma forma objetiva e continua de ser, têm de se reconciliar e neles se encontrar um sentido, se a individuação for uma possibilidade real.

A individuação chama-nos para tal

Na consciência, o mundo nasce de novo. Somos co-criadores no sentido em que há uma diferença manifesta entre a existência do mundo no seu estado primevo, não-consciente, e quando ganhamos consciência da sua existência.

O ato de consciência da sua existência é um ato criativo.

Conseguirmos tornar conscientes as verdades universais e arquetípicas na nossa psique e nas nossas almas tem uma significância profunda. Não apenas em termos do que vamos fazer com isso, mas também no curso da história. O facto de nos tornarmos completamente conscientes da verdade que carregamos e suportamos é um movimento profundo em termos de projeto de individuação.

O reconhecimento de quem sou

Na condição transpessoal de ser humano, que transcende o nosso contexto pessoal.

A função da consciência é não só reconhecer e assimilar o mundo externo pelos sentidos. Mas traduzi-lo em realidade visível do nosso mundo.

*Stephen Anthony Farah (Tradução e edição minhas)
Um mito, uma danza: Projeto Olimpus, sessão de apresentação 22 de Março.
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