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A Bela e o Monstro – Perséfone e Hades

12/07/2017

Uma das combinações mais improváveis e das mais retratadas no cinema é a mocinha que se apaixona pelo rufia e o rufia que se encanta com ela.

excêntrico

Aos olhos da lógica, não faz sentido algum, mas a mitologia esclarece.

O arquétipo da mocinha é o da Perséfone, filha da mãe e rainha do submundo.

Perséfone é uma das três deusas vulneráveis, o que quer dizer que precisa do masculino para sua realização. É filha de Deméter e Zeus e é raptada por Hades, o príncipe das trevas, que a desposa sem com ela se casar formalmente, tornando-a rainha do submundo, quando está com ele. Quando não, durante a primavera e o verão, está com a mãe, Deméter, e volta a ser Core, a eterna jovem.

Perséfone é dependente, ora de Hades ora da mãe.

A união com Hades é uma tentativa de se livrar da dependência da mãe. E de lutar contra a menininha que há nela. Pelo choque. Desafiando a mãe e relacionando-se com o pior elemento possível, o malandro, o marginal, o desviado social, a sombra. Que vê nela a pureza que lhe falta, a inocência. A possibilidade de sair das trevas.

A psicologia por sua vez diz o que é preciso fazer para as Perséfones da vida se livrarem do encosto.

Deuses Gregos e Arquétipos:

04/07/2017
Como os padrões de comportamento dos Deuses do Olimpo se manifestam em nós, influenciando todas as nossas escolhas.

O que me agrada na mitologia grega e respetivos deuses é o serem muito parecidos connosco, comuns mortais. Têm, como nós, paixões, obsessões, desejos de vingança. Uns dedicam-se mais ao amor e ao prazer, outros ao poder. São quase humanos, mas com dons especiais.

Mesmo que não tenha sido a educação que recebemos em casa, o mito cristão é o que nos identifica enquanto povo. E o que a igreja veicula é que Deus é castrador, mau, vigilante. Temos de nos portar bem para merecer o reino dos céus…arquétipos

Já os deuses gregos têm um historial conhecido de grandes farras, o que lhes dá logo muita credibilidade.

Os deuses são gregos, mas também os há romanos, nórdicos, persas, africanos.

Todos têm os mesmos padrões de comportamento, que são universais.

Jung identificou-os e chegou à conclusão que todos os povos do mundo, de todos os tempos, tinham algo em comum, o inconsciente coletivo. Povoado por personagens a que chamou arquétipos.

Porquê os Gregos?

Por serem o mito fundador da Europa, do inconsciente europeu, estando, por isso, mais próximos de nós.

Os arquétipos dos deuses representam então padrões de comportamento potenciais em todos nós. Já os vi identificados como instintos, mas prefiro a definição que os vê como potenciais.

Todos os deuses têm um lado B, o que em psicologia analítica chamamos sombra. E que os deuses aceitam como fazendo parte deles, com relativa tranquilidade. O que nos diz que é melhor aceitá-la também, à nossa sombra. Quanto mais não seja pelo potencial criativo que esconde. E porque a nossa identidade também passa por aí.

Pegamos então nos 14 Olímpicos mais Héstia, para nos ajudar a identificar e nomear comportamentos e preferências nossos, inconscientes ou não.

Curso: Arquétipos dos Deuses Gregos, vamos?

Hera – vamos de arquétipos?

29/06/2017

A necessidade de ser como Hera vem como realização para algumas mulheres no início da meia-idade; por essa época já tiveram uma série de relacionamentos ou ficaram tão enfocadas em suas carreiras que o casamento não se tornou prioridade. Até esse ponto, atenderam à inclinação de Afrodite de mudar de um relacionamento para outro, ou a tendência de Perséfone de evitar compromissos, ou ao enfoque de Artemis e Atena no alcance de objetivos.  

Diz-lhe qualquer coisa? Viu a luz? Entendeu a sua postura na vida? Identificou amigas?

Pois é, é esta a semelhança que as mulheres do século XXI têm com as deusas gregas da antiguidade. Vai se a ver e são mais próximas de nós do que alguma vez poderíamos imaginar.

As deusas correspondem a padrões de comportamento a que chamamos arquetípicos e que são comuns a toda a espécie humana. De todos os tempos.

A compreensão dos mitos gregos e respetiva tradução simbólica na vida prática e atual é das minhas formas preferidas de autoconhecimento. Por ser criativa e nada, nada julgadora. Por não nos formatar num padrão que dá jeito à sociedade mas que faz de nós um produto do coletivo, frustrando e encarcerando numa jaula a nossa verdadeira identidade e essência. O que faz de nós frustrados e amargos.

A preparar cursos novos: Arquétipos

15/06/2017

Por não costumam ter consciência dos poderosos efeitos que os estereótipos culturais exercem sobre elas, as mulheres podem também não ter consciência das poderosas forças que atuam no seu íntimo. Essas forças influenciam o que as mulheres fazem e a forma como se sentem. Esses poderosos padrões internos – ou arquétipos – são responsáveis pelas principais diferenças entre as mulheres.arquétipos

Por exemplo: algumas precisam da monogamia, do casamento, ou dos filhos para se sentirem realizadas. Afligem-se e encolerizam-se quando não conseguem os seus objetivos. Para elas, os papéis tradicionais são significativos. Tais mulheres diferem notadamente de outro tipo, aquele que dá mais valor à sua independência, focando no alcance de objetivos que são importantes para elas; ou daquele que procura intensidade emocional e novas experiências e, consequentemente, passa de um relacionamento para outro, ou de uma conquista para outra. Ainda outro tipo de mulher procura a solidão, e descobre que a sua espiritualidade significa o máximo para ela.

O que é realização para um tipo de mulher pode não ter sentido para outro tipo, dependendo da “deusa” que estiver ativada na consciência de cada uma.

Além disso, há muitas deusas numa determinada mulher…

O Herói enquanto protagonista

27/04/2017

Desmistificando o conceito de herói

Este é o último vídeo promocional. O curso começa para a semana. Saiba mais e inscreva-se em: cursos@isabelduartesoares.com

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