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Arquétipos dos Deuses Gregos

A vida a repetir os mitos – O rapto de Perséfone

24/05/2018

Fui a dois casamentos na Roménia, de duas romenas com dois alemães. O meu realizador preferido perguntou-me se era o mesmo, tamanha a coincidência. No entanto, parece que não foram só estes, vai saber o que atrai romenas e alemães…

Nestes casamentos, uma das tradições é que a noiva seja raptada durante a cerimónia.

O rapto de Perséfone

Como não tem nada a ver com a nossa tradição, lembro-me de achar estranho. Ninguém soube responder-me de onde vinha tal coisa, quando perguntei o motivo.

Só sabiam que era tradição.

A ler sobre Perséfone, a Rainha do submundo que foi raptada pelo tio Hades, e levada para “o inferno” enquanto jovem, descubro que, na dinâmica de relacionamento entre ela e a mãe, um homem é considerado intruso.

O casamento é um ritual que representa o fim da inocência, da infância, e o início da idade adulta. Que implica um corte do cordão umbilical com a mãe. O que, para mulheres tipo Perséfone, com mães tipo Deméter, é dificílimo, porque ambas estão confortáveis nessa dinâmica.

No outro dia, falava com o Nuno sobre este mito e ele contava-me que, numa apresentação, o António Sarpe, Diretor da Escola de Biodanza de Lisboa, dizia, e concordei, que o rapto de Hades era o masculino, o animus, de Perséfone a tomar uma atitude em relação àquele excesso de feminino. Obrigando Perséfone a contactar com o seu oposto e a relacionar-se com ele. Oposto esse que é masculino e que traz equilíbrio psíquico à jovem Perséfone, ao mesmo tempo que lhe incute um drive de ação, típico do masculino, segundo Jung, que lhe permite sair da passividade de filha para o mundo exterior.

Queres saber mais?

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Pessoa e os Deuses

14/05/2018

Creio nos Deuses como numa verdade e numa salvação, A sua presença adoça e simplifica. Nada lógico me leva a preferir-lhes qualquer outro deus, mais antigo ou mais recente. Ver as fontes e os bosques habitados realmente por entes reais de outra espécie não me parece mais absurdo do que aceitar que tudo derivou do nada, que Deus é a essência disto tudo. E eu tive a felicidade de tal nascer que naturalmente sinto a presença de entes reais nos bosques e nas fontes, que, sem preconceitos clássicos, Neptuno (Poseidon) é para mim uma personalidade real. Vénus (Afrodite) um ente verdadeiro e Júpiter (Zeus) o pai terrível e existente dos calmos deuses todos. 

Nada me interpreta a natureza melhor, nem me faz amá-la mais. A presença de uma nereida alegra-me quando me encontro ao lado de uma fonte. E é grata a companhia dos silenos quando atravesso humanamente sozinho o sossego sóbrio dos bosques frescos.

Os amores dos deuses, a sua humanidade afastada não me dói nem me repugna. Repugna-me a morte de um Deus, Cristo na cruz, vítima de seu próprio pai numa religião que pretende ser enternecida.   

Fernando Pessoa e os Deuses, pela pena de Ricardo Reis, nesta edição magnífica da Tinta da China.

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Mulheres – Última Chamada

30/04/2018

Aparente falta de solidariedade entre as mulheres? Mesmo quando correm o risco de encobrir crimes contra outras mulheres, protegendo homens abusadores? Os arquétipos explicam:

A mulher com o arquétipo de Atena zanga-se frequentemente com uma mulher que se queixe, expondo o comportamento de um homem poderoso, pondo-o em xeque. Homem esse que tira proveito da sua posição dominante para intimidar sexualmente, seduzir ou desarmar mulheres vulneráveis. A sua fúria é maior em relação à vítima do que ao homem contra o qual é apresentada a queixa. Pode culpar a vítima por provocar a situação. Ou, mais frequente, ficar furiosa porque a mulher torna pública uma ação que submete o homem poderoso à crítica.

Atena

A mulher Atena passa a rejeitar os atributos do feminino, como a ternura ou o carinho, e tem pavor de ser abandonada. Confunde independência com distância emocional, vulnerabilidade com intimidade e fraqueza com dependência. Nathalie Durell

Saiba mais e aproveite a oportunidade de preço de lançamento. Inscreva-se em:

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A vez das mulheres

26/04/2018

Mulheres, e não só… Em semana de feriados e com a primavera a querer espreitar no meio das flores, relembro que ainda vens a tempo de te juntar ao curso de deusas gregas, a decorrer online, e que promete abrir-te uma perspetiva nova, diferente, criativa e psicológica da tua verdadeira identidade. Para além de te dar sugestões de como podes viver o teu mito e incorporar outros arquétipos que farão de ti mais inteira.

É como se de repente toda a tua vida fizesse finalmente sentidoarquétipos

Vamos oficializar a coisa para 2 de maio.

É aproveitar e inscreveres-te, não perdendo o preço de lançamento, que não durará para sempre… E que torna o curso quase dado… Tal a capacidade e a quantidade de ensinamentos que traz para a vida.

PS: Relembro que está também disponível a versão masculina, uma preciosidade…

Artémis, sua linda…

18/04/2018

Artémis é a responsável pela identificação que algumas mulheres sentem com a natureza. Quando saem para caminhar numa praia deserta, agarram numa mochila e vão para as montanhas, olham para o deserto, ou o mar, e sentem-se em plena comunhão e conexão com o espaço que as envolve. Sozinhas.

Deusas, segunda-feira, quem vamos?

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Deusas e donas do nosso desejo

17/04/2018

deusas

Conhecer os arquétipos das deusas gregas, e respetivo significado psicológico, permite às mulheres reencontrarem-se com as suas deusas interiores e assim viver os desejos e as necessidades inerentes às mesmas.

Garantindo que não irão permanecer dominadas por um arquétipo nem serão obrigadas a vivenciar todas as deusas.

O objetivo é que descubram o seu próprio mito, construam a sua própria história e privilegiem a sua escolha interior. Fazendo que sejam, finalmente

Donas do seu desejo.

Pois os padrões de comportamento associados a cada arquétipo de deusa grega também influenciam as escolhas e a estabilidade dos relacionamentos.

Uma mulher não pode opor-se a viver um padrão determinado por um arquétipo subjacente de deusa até que seja consciente de que tal padrão existe e procura realizar-se através dela. Por isso, estes padrões também afetam o relacionamento com os homens. Ajudam a explicar algumas dificuldades e afinidades que determinadas mulheres têm com determinados homens. Que deusa é o ímpeto invisível que impulsiona a mulher para um determinado homem? Com poder, bem sucedido, criativo, infantil…

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Um casamento perfeito

13/04/2018

Partilhamos intenções, neste casamento perfeito que une psicologia, mitologia e Biodanza.

O Nuno pela via da Biodanza, um excelente instrumento para o autoconhecimento e a autoperceção do que é nosso, urge viver e expressar, por não deixar dúvidas. E eu pela via do intelecto, da elaboração psicológica, que permite a ação.

Em plena harmonia com o coletivo

Mas cada um com o seu método, sem que nos atropelemos mutuamente. Pelo contrário, combinando valências para conseguirmos chegar ao maior número de pessoas possível, considerando diferentes tipos de aprendizagem, sensibilidades, vontades.

Colaboramos, em vez de competirmos.

Já que ambos queremos o mesmo: que cada um encontre o seu caminho, se sinta confortável na sua pele, viva a sua vida de acordo com o que quer para si, de verdade.

Ambos se complementam

Os arquétipos dos deuses e respetivos padrões de comportamento universais dão-nos permissão mental e emocional para viver em toda a nossa plenitude e vontade, validando opções. A Biodanza fá-lo pelo corpo. E pela emoção associada.

Sem emoção não há evolução. Pois só após a integração emocional dos conteúdos podemos dizer que nos “resolvemos”.

Duas vias, cheias de retas, curvas, contra-curvas, múltiplos sentidos, para chegar ao mesmo lugar. E uma ponte que nos une: essa vontade louca de contribuir para um mundo melhor.

Têm-me inspirado os: Biodanza é…  E não consegui resistir a este.

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