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Os chineses da Europa

19/02/2020

Não há muito tempo, o atual presidente da AR disse, já não sei a que povo, talvez à China, e aos microfones de todos os canais de TV e rádios relevantes em Portugal, vinde para Portugal, invistam aqui, onde a mão de obra é barata. Os portugueses são os chineses da Europa…

Sendo a precaridade no trabalho a maior causa das dívidas das famílias portuguesas, surpreende como tantos de nós têm orgulho nesta mentalidade. Que pega pelo ego e se manifesta de várias formas. Por isso tanta gente lhe diz amen, sem sequer pensar que se prejudica.

E a milhares de outras pessoas.

Por precaridade no trabalho, entenda-se, falamos de salários que não chegam para cobrir despesas, quanto mais investir em educação, entretenimento, formação pessoal, terapia, sequer despesas de saúde, incluindo consultas e remédios. Dentista? Só para ricos. 

Ou no que quer que seja que queiramos fazer. Também temos esse direito, ninguém prometeu uma vida monástica. O que se torna praticamente impossível num sistema capitalista como o do mundo ocidental.

Melhor do que nazismo, comunismo e ideologia de género.

Gosto de acreditar que ainda me resta um mínimo de liberdade de escolha e de decisão em relação ao que é melhor para mim. Gastei fortunas e um tempo incontável até descobrir.

Se temos de consumir, é bom que tenhamos dinheiro para tal.

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Tenho outro problema, que é motor.

18/02/2020

Depois tenho um outro problema, que é motor.

Quem me viu a voar em cima de um Step* não diria. Uma coordenação digna de atleta de natação sincronizada. Ao dobro da velocidade das músicas normais, que já são rápidas, porque apanhava sempre professores mais loucos do que eu.

Era muito viciada.

Entre cantar e voar, acabava cada música com o coração colado ao esterno, quase sem bater, de tão rápido.

Mas isso é nas aulas de Step. E de aeróbica. E de aquecimento pré localizada. Que saudades, loucos anos 2005.

No piso normal, tropeço a cada relevo.

Mesmo no piso liso, como em casa, ou no trabalho.

Como é que se tropeça num piso liso, perguntam vocês, incrédulos.

Antes de explicar, digo que uma vez tropecei cinco vezes seguidas debaixo do viaduto em frente à churrasqueira do campo grande. E não estava bêbada. Nem caí. Mas às tantas já estava um bocado farta. A amiga que ia comigo não queria acreditar. Distanciava-se cada vez mais.

E olhava para mim, de alto a baixo e boca aberta, como se eu tivesse vindo de outro planeta.

Certamente impressionada com a minha capacidade de equilíbrio perante todos aqueles tropeços.

Outra vez, tropecei nuns três ou quatro daqueles triângulos que sustentam as grades que a polícia põe a servir de baias. Aí estava bêbada, era para ir ver um concerto dos Xutos e Pontapés, se não me engano.

Também não caí.

Uma vez em que caí, escorreguei, apesar de todos os cuidados, foi no Elevador da Bica. Mas o gin, que tinha na mão direita, ficou intacto.

Um prodígio digno de pessoa que sabe das suas prioridades.

Tenho um problema motor, mas não de inteligência…

Também sei que tenho um anjo da guarda e dos grandes pelas vezes que tropecei em degraus e não caí.

O mais admirável nisto tudo é a minha capacidade de reagir como se não tivesse acontecido nada. Eu, que tenho zero cara de pau e jeito para o teatro.

É fascinante.

Bom, tropeça-se em chão liso quando, dependendo do tamanho da passada, a minha é grande, talvez com passadas pequenas isto não aconteça, o pé trava antes do que é suposto, dando assim meia passada. O outro tem de avançar mais rápido do que espera e isso pode causar desequilíbrio. Acontece-me amiúde no trabalho, onde o chão é de carpete daquelas de pelo rijo.

Daí que correr ou caminhar a trote num piso que não seja completamente liso está absolutamente fora de questão.

Levanto os pés apenas o estritamente necessário para me movimentar.

*Que o RAP descreve da maneira mais engraçada: alguém estava a ver outra pessoa completamente bêbada a tentar subir uma escada e resolveu inventar um desporto a partir daí.

The worst kind of loneliness

17/02/2020

The worst kind of loneliness is not the one who’s not there to warm up our feet during the winter. Not even the one that prevents us from killing ourselves during Christmas holidays. The one that does not measure our temperature, goes to the pharmacy and gets us pills. The one that keeps us late in the office to avoid getting into a dark, quiet, and cold home, no scent of fresh baked cookies in the oven. A moistless bathroom mirror, without funny faces.

It is not the one of the lonely passions, sometimes platonic, almost always impossible.

Not even that of the elusive hearts

Not the one that does not surprise us on our special day, doesn’t take us a picture during a trip, not even picks us from the airport. Cooks us dinner, pours us a glass of wine. It is not the first morning kiss we don’t get, or even the one we don’t give before going to sleep.

The hand that does not rest at the back of our head

Or lingers on our shoulder, on the curve of our neck.

It is also not the one that makes our whole body ache with the lack of human touch. Not even the one not resting our souls at peace, when awaken from nightmares and the undeniable truth of reality. The one not bringing us home after a medical procedure. Not soothing us when we face death and suffering. Or shuts us off from our beloved’s loss and sorrow. Not even the devastating solitude of not having an emergency contact.

The worst kind of loneliness is existential

Sentido

16/02/2020

A propósito de excertos* bons e do tema do post anterior: felicidade x sentido.

Eu busco o sentido, muito pouca gente o faz.

What Gives You Meaning Concept

E responsabilizo-me pela minha vida, as minhas circunstâncias, os meus delírios, fantasias, sombras, monstros psíquicos. Não sem antes os projetar nos outros, só depois posso e consigo reconhecê-los em mim.

E isto ninguém quer.

Descobrir por exemplo que o nosso maior inimigo é o arquétipo do género oposto que vive dentro da nossa cabeça. Que é o responsável por uma série de comportamentos auto-destrutivos e o grande castrador da função principal do feminino.

A da relação 

E é fácil entender porque ninguém quer. Porque a parte de mim que já não é assim tão confortável – mas é a única que conheço bem e que me tem protegido do mundo e ajudado a viver nele – é para ignorar por completo.

Sequer combater, ignorar.

Obrigando-me a ser daquelas mulheres que fogem das merdas. Vão à volta. Isto é muito difícil para mim. Vai totalmente contra achava eu que era o meu ego mas agora desconfio que não.

Talvez só assim a forma de me relacionar mude.

Ontem li, pela terceira ou quarta vez, um texto sobre o animus. A verdade nua e crua. E acho que só me escapei a uma das características das mulheres possuídas pelo animus.

É assustador 

Além disso, a responsabilidade é toda minha. Apesar de ser sempre mais fácil pedir aos outros para mudar do que adaptarmo-nos a eles. Ou querer mudá-los, que é o mais frequente.

O sentido da vida é o processo de individuação.

Da minha, pelo menos. O da sua pode ser a maternidade. O sucesso. O poder…

Doutor da alma é um grande epíteto 

“Why do you want to shut out of your life any uneasiness, any misery, any depression, since after all you don’t know what work these conditions are doing inside you? Why do you want to persecute yourself with the question of where all this is coming from and where it is going? Since you know, after all, that you are in the midst of transitions and you wished for nothing so much as to change. If there is anything unhealthy in your reactions, just bear in mind that sickness is the means by which an organism frees itself from what is alien; so one must simply help it to be sick, to have its whole sickness and to break out with it, since that is the way it gets better.”[19]

By one of the greatest doctors of the soul, the poet, Rainer Maria Rilke.

*E o artigo que deu origem ao texto da solidão

A pior solidão

14/02/2020

A pior solidão não é a que não nos aquece os pés no inverno. Nem a que nos impede de nos matarmos no mês do Natal. Também não é a que não nos mede a febre, vai por nós à farmácia, nos leva comprimidos. A que nos faz trabalhar até mais tarde para evitar encontrar uma casa sem luz, calor e cheiro a bolos a sair do forno. Ou a água do banho, com vapor ainda a acumular-se no espelho. Sem caretas. A das paixões solitárias, às vezes platónicas, quase sempre impossíveis.

Sequer a dos corações inatingíveis

Nem a que não nos faz uma surpresa no nosso dia, nos tira uma foto em viagem, nos vai buscar ao aeroporto, nos faz o jantar, nos serve um vinho. Não é a do primeiro beijo que não recebemos de manhã nem a do que não damos antes de dormir.

A da mão que não nos pousa na nuca.

Nem no ombro, na curva do pescoço.

Também não é a que nos dói no corpo por ausência de contacto físico. Nem a que não nos sossega dos pesadelos e da realidade. Que não nos traz para casa depois de um procedimento médico. Nos conforta da morte e do sofrimento dos nossos. Nos deixa do lado de fora deste. Não é sequer a de não ter contacto de emergência.

A pior solidão é a existencial.

Ontem, estava a ler um texto do Stephen Farah, um excerto mais excelente do que o costume, apeteceu-me tuitá-lo, ainda fiz o copy, mas pensei: não vale a pena, ninguém quer saber. Sequer tenho a certeza de que entenda. E senti-me a pessoa mais sozinha do mundo. Uma solidão interna, psíquica e física. Uma escuridão e um vazio. O cosmos inteiro dentro da minha cabeça.

Aquela parte que não tem planetas, estrelas ou auroras.

Como, num outro tempo qualquer, o meu cérebro deve ter trabalhado em equipas de resgate em condições adversas não demorou muito a lembrar-se das pessoas que estão a fazer os três cursos de psicologia que frequento neste momento. Pessoas essas que, se não entendem tudo, estão pelo menos no mesmo barco existencial e psíquico. O de lidar com sombras e monstros heróis e feras. Deuses e homens. Os escombros da identidade. E percebeu que talvez não estivesse assim tão sozinho, afinal.

Raramente participa nos grupos de Facebook criados para o efeito. Não lhe apetece exposição e que aquela informação, partilhada de forma espontânea num momento de fragilidade e alguma fé, possa ser usada contra si  num futuro próximo ou longínquo.

Afinal, fica tudo na net.

Fê-lo uma vez, além das apresentações básicas, e não em todos os cursos. Uma vez de grande exposição de fantasias várias, sombras indizíveis e mitos a viver. Tudo exposto, como se estivesse esventrada debaixo dos holofotes de um bloco operatório. Não obtive qualquer resposta decente a não ser: é um bom começo. Sem qualquer tipo de retorno. Quando ainda por cima pensei que tinha chegado ao tutano da coisa. Pior que isso, a tinha exposto.

Nunca mais…

Principalmente porque só chateio quando estou no limite. Fora isso, não incomodo os outros com minudências e carências infantis. E, quando estou no limite, e me dou de facto ao trabalho de falar, espero, no mínimo, um sinal de que fui ouvida e acolhida. Sempre que isso não acontece, a concha vai fechando.

Cada dia mais.

É muito rara a pessoa que percebe quando tem diante de si um momento de partilha de intimidade e de vulnerabilidade. O privilégio que isso é. A confiança que é precisa. E que o aguenta e por isso lida com ele da única forma possível, ouvindo.

Muito rara

Porque também o momento tem de ser sincrónico. A disponibilidade para ouvir sem resolver, a empatia para se imaginar na pele do outro, um gesto e um toque quando as palavras são vazias, inúteis e sem grande sentido.

São muito especiais as pessoas que aguentam ficar caladas nos seus desconfortos.

Na verdade, há uma ou duas pessoas que entenderiam perfeitamente o excerto do texto do Stephen. Mas a intimidade faz-se da presença também, e muito. Sem presença, perde-se a coragem de ser espontâneo, não queremos incomodar, cair de para-quedas, interromper o momento do outro com um balde de água fria no inverno. O mais provável seria cair em saco roto. E não aguentamos mais vazios verbais.

Abençoado mundo interno…

Nunca cansa

11/02/2020

Ainda dizem que o trabalho dignifica. Um homem talvez, já uma mulher é o diabo, salvo seja…

Desde que voltei ao mundo dos adultos, nunca mais corri ou caminhei. Consegui uns dias no verão, mas muito pouco.

É impressionante a capacidade criativa de um cérebro preguiçoso.

A desculpa que me dava era a de que estava farta do mesmo percurso. Não me apetecia pegar no carro para ir correr, parece-me um contra-senso. E faz-me impressão fazer esforço físico e inspirar monóxido de carbono ao mesmo tempo. Pelo que ir a pé até ao próximo paredão disponível, o que se faz tranquilamente, está fora de questão.

Porque o acesso só se faz pela Marginal.

Voltei há uma semana. Pouco de cada vez, mas nunca menos do que os 30 minutos criativos recomendados. É um bocado esse o objetivo, desentorpecer o corpo para libertar a criatividade.

E depois, quem sabe num futuro próximo, voltar a fazer da corrida uma rotina.

A preguiça espreita em cada esquina. No entanto, dou por mim a ter comportamentos obsessivos.

Pulsões de vida, desta vez.

Ao mesmo tempo que o monstro da preguiça tenta convencer-me de todas as formas a ficar quieta, visto-me o mais rápido que posso. Procuro o velho iPhone 5S com os podcasts da Amote rádio todos descarregados, para não ter de precisar de dados, e, já com a música a bombar, é todo um outro alento, calço os ténis e saio de casa.

Os agarrados só percebem que o monstro obsessivo compulsivo tomou conta deles quando acordam com um maço de cigarros na mão. Ou um chocolate. Começa com um monólogo interno de conversa mole e suficientemente convincente, tão automático que nem damos por isso. Uma mão pousa suavemente entre as nossas omoplatas, e, quase sem nos tocar, nos guia até ao local do crime, fala e paga por nós, abre o produto do vício em causa, para não dar para devolver, e só nesse momento acordamos. Demasiado tentados para voltar atrás.

Eu acordo com o beat da amote radio.

Até ao paredão, os primeiros 5 minutos, é para aquecer. Quando chego ao passeio de tijolos amarelos, já o ritmo acelera um pouco.

Mas, assim que ultrapasso o muro que me separa do mar, que antevejo pelos quadrados recortados na pedra, lembro-me porque o meu preguiçoso cérebro é vencido pelo monstro obsessivo compulsivo que mora em mim. Ajudado pela memória muscular e criativa, que se lembra de que aquilo é bom, me faz sentir bem durante e depois.

Estava eu preocupada com o facto de o percurso ser sempre o mesmo. 

As pessoas não são, o que é bom, não porque fale com elas, mas porque me distraem das muitas de mim.

Mas o que muda todos os dias, e por isso nunca cansa, é o cenário.

Mesmo quando está nublado, quando não há nuvens, quando Poseidon está irritado como ontem e as ondas estoiram contra as rochas, num festival de água e espuma, que às vezes invade o paredão. E, nos dias de tormenta, a própria Marginal.

O pôr-do-sol nunca é igual, as nuvens nunca têm as mesmas formas, o céu nunca é riscado com as mesmas cores, da mesma maneira, à mesma hora.

Nem aqui, nem do segundo andar da nossa senhora do monte. O céu, apesar de o ser, nunca é o mesmo. Como as nuvens, o sol, a lua, as estrelas e o mar. Nem as marés…

É um espetáculo gratuito e sempre original.

E inspirador. Podia fazer disto vida, ler a poesia do céu, das estrelas, dos mares, das nuvens e da Lua, que ontem se refletia, cheia, no Tejo, iluminando-o como a um caminho.

Sabes que ainda é Inverno

06/02/2020

O mar, tal como o rio, está um espelho e cheira a maresia. Em Lisboa, hoje, cheirava a primavera. No Inverno.

Um rapaz, sentado no degrau de uma escada escondida no meio do muro, só quem olhasse o veria, passando despercebido pela maioria, leave me alone, ou give me a break, algo assim, escrito nas costas da camisola. Livro entre as mãos.

Um introvertido será sempre um introvertido.

A falta que faz horizonte…

Foi o que me ocorreu no dia 1 de volta à atividade física diária, nem que sejam caminhadas de meia hora, na natureza. O objetivo é voltar a correr.

Hoje é o #Dia3 e

Sei que ainda é Inverno porque o ar nas coxas e no nariz é frio.

Sente-se bem, naquela curva da prainha, onde raramente o sol chega.

Esta semana, depois de duas de agonia tal que pareceram todo o Janeiro, tive uma grande conquista laboral. Voltei ao mundo corporativo há pouco mais de um ano, no primeiro trimestre ganhei um prémio de assiduidade perfeita e hoje estou como quero.

Home office, horário incrível, trabalho santo. Dá para voltar a estudar e tudo.

Vi e venci.

E dei mais um passo gigante no processo de Individuação.

Eu mereço

Individuation: o sentido da vida

03/02/2020

Individuation. A process of psychological differentiation, having for its goal the development of the individual personality.

In general, it is the process by which individual beings are formed and differentiated; in particular, it is the development of the psychological individual as a being distinct from the general, collective psychology. [“Definitions,” CW 6, par. 757.]

Somos todos palhaços

16/01/2020

Há muito tempo que andava para escrever sobre o Joker, mais coringa que palhaço. Acaba de ser nomeado 13 vezes, para os Oscars deste ano.

Parece-me uma boa hora.

Por falar em Oscars, nos Oscars dos pobres, o discurso de Ricky Gervais nos Globos de Ouro também cabe aqui.

Igualmente atrasadito.

O papel magistralmente interpretado por Joaquin Phoenix, que merece todos os prémios para os quais se encontra nomeado, e para os outros também, nada mais é do que o poder finalmente nas mãos do povo.

Do anónimo que, vítima de bullying, de agressão e de abandono, resolve não ceder mais à força, bruta ou não, dos poderosos endinheirados. Posto isto, acaba com a vida de três filhinhos de papai e de outros tantos poderosos. Um deles em direto, o seu ídolo…

Sofria de problemas mentais, chega a matar a própria mãe.

A maioria de nós não vai tão longe, alguns vão, os que entram em escolas e matam mil. Os comuns mortais escusam é de se acomodar tanto.

Uma dessas vozes, mundialmente famosa, falou por todos os palhaços do mundo ocidental inteiro. Ao expor as elites de Hollywood, as grandes marcas conhecidas e famosas no mundo todo, quase monopólios, como grandes exploradoras do mercado chinês, sendo que toda a gente sabe o que isso significa, a dar liçõezinhas de política e moral. A quem?

Ricky Gervais expôs e bem toda aquela gente.

A internet é o meio ao dispor da grande maioria de nós para denunciar abusos de gente que acha que o poder é eterno e lhes falta a visão de um morcego…

Vão cair todos, um por um…

E nem vamos precisar de sujar as mãos. Sujos já os intocáveis são, mais do que pau de galinheiro. Basta expor. Parar de esconder.

E o cinema, como sempre, a adiantar-se, contemporâneo, ao espírito dos tempos.

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