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Livre

Fantasy*

15/01/2020
“Fantasy therefore seems to be the clearest expression of the specific activity of the psyche.

It is pre-eminently the creative activity from which answers to all unanswerable questions come. It is the  mother of all possibilities where, like all psychological opposites, the inner and outer worlds are joined together in living union. Fantasy it was, and ever is, which fashions a bridge between the irreconcilable claims of subject and object, introversion and extraversion. It is fantasy alone in which the worlds are united”.

*Stephen Farah

A fantasia é válida em termos de conteúdo psíquico e por isso considerada “real” para os junguianos.

Sobre os gurus e o sentido da vida

14/01/2020
The whole point of individuation, he emphasizes, is for one to follow one’s own path:

There is only one way and that is your way.  You seek the path?  I warn you away from my own.  It can also be the wrong path for you.  May each go his own way.  I will be no savior, no lawgiver, no master teacher unto you.  You are no longer little children…May each seek out his own way.  The way leads to mutual love in community.  Men will come to see and feel the similarity and commonality of their ways.

C. G. Jung in: The Red Book

Clearly, Jung was aware of the dangers of blind hero worship and cult formation. He is not himself a prophet, hero or messiah figure. Reflecting on his life and career to this point, he concluded that he had been inflated with the hero archetype (a universal unconscious impulse or instinct that takes on a particular form, in this case, the impulse that all cultures feel to create a superhuman individual, a hero).

Unconscious*

12/01/2020

“The unconscious is fair with us. It allows our egos to do exactly what they insist on doing, so long as we take responsibility for our choices and accept the consequences. Even when we take the wrong turn, as we frequently do, we gain consciousness and learn from the experience—again, provided we accept responsibility for it and face the results honestly.

Even something that seems “wrong” turns out to be of benefit if we are able to learn from it.

But the one thing that our unconscious will not tolerate is evasion of responsibility. The unconscious pushes us into one suffering after another, one impossible mess after another, until we are finally willing to wake up, see that it is we who are choosing these impossible paths, and take responsibility for our own decisions.”

Robert A. Johnson, Inner Work.

Um dos meus autores junguianos preferidos. E o mais acessível de todos.

 

Mind the Gap

09/01/2020

“an attitude of finger pointing, is designed, consciously or unconsciously, to displace personal responsibility. It is the oldest psychoanalytic and ideological tool in the book. If we locate the enemy out there and focus our criticism on him, we can divert our gaze from our own folly.”

Stephen Farah, cada texto deste senhor é uma aula.

Cada vídeo também

Lisbon Sunset, from a room with a view*

07/01/2020
Another day in Lisbon

People down there and me here, at the terrace, in silence, over the city. Which drums and horns down below.

At a certain point, only human eye can capture it.

The sun sinking behind the red bridge. A vortex of light from orange to yellow mingling into the light blue. The clouds follow the degradé of colours into the still whitish blue sky.

As if it has been drawn.

And now, it changes very fast, purple is the first colour resisting behind the bridge, down in the valley. It is beautiful. They should have sent a poet, says Judy Foster, in: Contact.

One of the movies of my life.

We can see the yellow turning into light green blending in the light blue sky. A ray of golden light crosses the air. A plane.

Man’s work ripping nature.

And you can hear the bells ringing shyly every quarter of an hour. The sky still resists keeping all colours, and the city lightens its own lamps. Like stars sparkling amongst humans.

Out of the purple comes the red, colour of the earth red; orange, light yellow, light green, and the blue getting darker and darker.

On the other bank of the river, Cristo Rei erupts, man’s work, disguised as Jesus, the saviour, a ray of light coming from within Him.

The red bridge, once Salazar now 25th of April, forms two triangles, just like the golden gate in SF. The edges of the triangles touching the thin line separating the purple from the dark red, and the lines of the triangle sparkling with golden little stars.

Or maybe it is just Christmas dismissed lights…

The sky is black but not enough to see the stars, only the lights coming from the city, at our feet.

*Thank you for inspiring, the absence of your eyes made me describe it to you.

Jung sobre masculino e feminino

04/01/2020

You, man, should not seek the feminine in women, but seek and recognize it in yourself, as you… You, woman, should not seek the masculine in men, but assume the masculine in yourself, since you possess it from the beginning. But it amuses you and is easy to play at femininity, consequently man despises you since he despises his femininity…But if you pay attention you will see that the most masculine man has a feminine soul, and the most feminine woman has a masculine soul. The more manly you are the more remote from you is what woman really is, since the feminine in yourself is alien and contemptuous.

But if you remain with yourself, as a man who is himself…

then you will remember your humanity. You will not behave toward woman per se as a man, but as a human being, that is to say, as if you were of the same sex as her. You will recall your femininity…It is bitter for the most masculine man to accept his femininity…

You are a slave of what you need in your soul.

The most masculine man needs women, and he is consequently their slave. Become a woman yourself, and you will be saved from slavery to woman….It is good for you once to put on women’s clothes: people will laugh at you, but through becoming a woman you attain freedom from women and their tyranny. The acceptance of femininity leads to completion. The same is valid for the woman who accepts her masculinity. p.263-64

Desistir

28/12/2019

Há uma altura na vida em que, se tudo correr bem, começamos a desistir. De uma série de sonhos, de ilusões, de fantasias. Não por sermos fracos, cobardes, medrosos. Mas por essas ilusões e fantasias não passarem de adornos da persona. De tirania do ego.

Desistir de impressionar, passar ser fiel à verdade do Self.

Sonhos, ilusões, fantasias, desejos de grandeza que pertencem ao ser mais frágil que habita em nós e que apenas quer ver o seu valor reconhecido pelos mais velhos, pelos seus heróis e ídolos, como quem mendiga garantia de qualidade.

Como as crianças que chamam constantemente a atenção dos pais para as suas pequenas conquistas.

Dou por mim a desistir de uma série de futilidades, com um desapego surpreendente, uma leveza nunca antes vivida.

Até então, o desapego havia sido apenas material, apesar de este, por ser sempre símbolo de alguma coisa, arrastar uma série de passados, de ilusões desfeitas e de estilhaços de conhecimento inútil.

Agora, talvez com a aproximação aos 50, vou mais fundo.

Pode ser a isto que chamam liberdade e que vem com a maturidade. As amarras da persona voam em todas as direções. Não para dar voz ao Hulk, mas para o libertar, o deixar voltar para a selva, livre para atormentar outras almas que não a minha.

Não desisti de escrever. Nem do autoconhecimento.

A desistência, quando não verdadeiramente sentida, soa amarga. A frustração, na verdade. Desisti por não ter conseguido, e por isso desprezo ou desvalorizo todos quantos o conseguiram. Não deixarei que as rugas se me afundem no canto da boca, a maledicência faz pessimamente à pele.

Mais do que desistir, abandonar. Deixar…

Deixar pelo caminho os sapatos que já me magoam, as roupas que me apertam, as embalagens vazias e os restos de comida que já não vou ingerir. Largar desejos infantis, fantasias de adolescente, delírios de grandeza. No fundo, livrar-me da necessidade de impressionar, de ser admirada, a armadilha perfeita para, junto com a vaidade, me queimar as asas de cera. Não quero acabar como Ícaro.

Desistir dos outros, também. De esperar por eles.

Sobra muito pouco. O pouco que me acompanhará no resto do caminho. A voz da alma. Da razão. E do coração.  O pouco que me preenche. Só o que me preenche.

Desisto de tudo, só não desisto de mim.

Patriarcado e Matriarcado

18/12/2019

Pior do que a apropriação indevida e abusiva de símbolos universais, como a estrela, no caso, a vermelha, fazendo deles símbolos políticos, poucas coisas contribuem mais para a ignorância generalizada, prestando um péssimo serviço ao indivíduo e à comunidade, do que a apropriação de palavras, que encerram em si mesmas conceitos, usadas indevidamente por gente que não faz a mínima ideia do que está a falar.

E que, apesar de ignorante, as propaga de forma neurótica.

Contribuindo assim para associações erradas e, dessa forma, criando, nas pessoas que não se identificam com elas, medo de as usarem para não serem mal interpretadas.

Falta autoconhecimento. Se eu sei quem sou, quero lá saber do que os outros pensam a meu respeito, muito menos o que dizem de mim baseado nos símbolos que ostento.

A apropriação de um símbolo e o seu uso indevido, é, como diz Bernardo Soares no Livro do Desassossego, como se nos roubassem bocados exteriores da alma.

Depois de me ver com um novo símbolo ao pescoço, que substitui a estrela vermelha, ao despedir-se de mim, o meu BFF disse:

ainda vou conseguir que deixes de usar a palavra: patriarcado.

Prometi a mim mesma que não dava mais aulas de psicologia de borla. Nem aqui nem em lado algum. Na grande maioria dos casos, são pérolas a porcos e eu tenho mais que fazer. Mas não posso nem devo, em sã consciência, ceder à ignorância e à pressão coletiva.

Resistirei, no meu espaço, fazendo a minha parte.

Não por me sentir responsável pela propagação da verdade, mas por respeito pelos anos  e o dinheiro que gastei a investigar, estudar e até vivenciar a psicologia junguiana. Por algo que é maior do que eu.

Portugal tem um problema acrescido, o Bruno Nogueira falava disso um dia destes no Alta Definição. A capitalização das pessoas que dão audiências ou são populares, tenham ou não capacidades e conhecimento para falar sobre determinado tema, convidadas para falar sobre tudo e mais alguma coisa. Pessoas essas que, sem um mínimo de noção, apenas movidas pelo ego, e o dinheiro, aceitam.

Contribuindo de forma completamente irresponsável para a propagação da ignorância.

Depois da demonização do ego, da banalização e esoterização da palavra arquétipo, é cada barbaridade que até aflige, o patriarcado é a palavra que se segue.

Tem sido abusivamente usada por gente que não faz ideia do que está a dizer.

O patriarcal, por si só, foi e é muito benéfico para a humanidade em geral. Foi o que permitiu o avanço da ciência, o estudo das coisas, o ir além da crendice.

O problema nunca é o patriarcal, ou o matriarcal, por si sós. É a sombra dos mesmos.

E não há maior e pior exemplo de possessão pela sombra do que a tentativa de domínio, de controlo, dos outros.

O matriarcal, sozinho, já é conhecido e a volta ao mesmo é um retrocesso civilizacional incomportável. É essa gente que diz que a Terra é plana, que ignora a ciência com base no que Deus diz, no eu sinto/acho que, porque a energia flui desta maneira.

É essa gente que fala do que não sabe, sem um mínimo de base ou conhecimento científicos. 

A palavra patriarcado tem hoje uma conotação feminazi e, por mais que eu queira falar sobre o tema com seriedade, a verdade é que só o facto de a mencionar levanta defesas por parte de quem ouve, precisamente por causa dessa conotação com o feminismo radical, que nada mais é do que uma das piores manifestações do patriarcado, o domínio pela força. Que pode não ser física, mas emocional, mais difícil de detetar e, por isso, de combater.

Dada a natureza dual da psique, é natural que, ao livrarmo-nos de uma coisa, tendamos para o seu oposto. O que não contribui para qualquer tipo de avanço pessoal muito menos civilizacional, mas para ainda mais retrocesso.

O patriarcal por si só e sozinho é abusivo, demasiado rígido. Tal como o matriarcal, demasiado emocional. Um não funciona sem o outro. Ambos precisam um o outro para se equilibrar.

As dicotomias, todas, servem apenas para nos sentirmos melhor, menos perdidos.

Mas a identidade é completa, não dual.

A convivência amena entre os opostos é a chave. Chama-se alteridade. E é mais um conceito da psicologia junguiana que anda a ser mal usado e pior interpretado.

Gente com problemas de ego sérios e que apenas quer dominar os outros usa e abusa da dicotomia. Mas se há coisa que tenho por certa é que a psique não desiste até que se veja equilibrada, na amena convivência entre masculino e feminino. E faz o que for preciso para tal, se nos mantivermos presos na armadilha do ego, com consequências dramáticas.

Acredite-se ou não, concorde-se ou não. É facto e ciência, resultante de anos de estudo e de obras de 20 volumes publicadas. Não é mera opinião. Muito menos achismo. E está bem longe da neurose.

Questionar

14/12/2019

Desde quando passou a ser proibido questionar? Tudo? Mesmo sobre os temas que incomodam?

Que nos põem a persona em causa

Questionar é o princípio básico da filosofia, do autoconhecimento, do pensamento livre, do conhecimento em geral? Da construção da identidade, da personalidade, da vida, até…

Desde quando questionar passou a incomodar meio mundo?

Sim, questionar sem ser chamado fascista, racista, misógino, Xfóbico, xenófobo, preconceituoso?

Vamos por um lindo caminho, vamos…

Nó Celta

25/11/2019

Símbolo celta para a Eternal life – que me atraiu sem lhe conhecer o significado, ao ponto de ignorar que dizia julho.

Mas não de me passar ao lado a palavra rubi.
Sinal de símbolo inconsciente constelado na consciência.
O mesmo símbolo ficou-me atravessado numa pregadeira que eles usam nos lenços. Não aquela dos kilts, linda, que deixa um pouco de tecido preso e a ver-se, que usam perto do ombro.
É uma de pescoço.
Um nó celta que me prendeu os olhos. Sendo que papai tem com certeza ascendência celta. O inconsciente coletivo não perdoa. E o poder dos símbolos e a relação direta com temas arquetípicos está aí para prová-lo.
Muito menos brinca em serviço.
A minha cara. Para substituir a estrela vermelha que o meu bff insiste em dizer que é coisa de comuna.
Malditos os que se apropriam de símbolo universais e fazem deles seus. 
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