Browsing Category

Livros

Pulitzer – Message in a Bottle em Italiano

09/09/2017

E à semelhança do que havia acontecido em espanhol, francês e inglês, o meu primeiro livro, Message in a Bottle, foi traduzido para italiano e já está disponível no iTunes e noutras plataformas digitais. MIB IT

Por este andar ainda chegamos a Pulitzer

Diz o tradutor da versão italiana: “Queria dizer que o livro me apaixonou muito e espero que tenha um grande sucesso também nessa versão italiana! Mas tenho quase certeza disso! Espero também podermos continuar a nossa colaboração nesse sentido.”

Resta-me agradecer à plataforma pela oportunidade incrível, nem nos meus sonhos mais megalómanos imaginaria uma coisa destas. E aos tradutores que se apaixonaram pelo livro e quiseram traduzi-lo. A saber: Maria* (Espanhol), Christa (Inglês), Isa (Francês) e Federico (Italiano).

Pela paciência, a dedicação e acima de tudo por me fazerem apaixonar pelo livro a cada vez.

Muito obrigada. Foi um prazer imenso trabalhar com cada um de vós.

*Uma palavra especial à Maria que, para além de ter traduzido os meus dois livros para espanhol, é a responsável pelas capas deste, nas versões traduzidas. Vale ouro.

O meu Freud

22/08/2017

E de repente, estás tu muito bem largada no sofá a jiboiar, quando te salta um mail destes. Tendo a queixar-me de falta de retorno, que a vida de artista é o diabo. Mas quando recebo um testemunho assim sobre o meu rico Freud constato, mais uma vez, que se andasse na vida para ficar rica, dedicava-me antes ao negócio das apps. Ou da publicidade.

Muito obrigada, Paulo Falcão, pelas palavras tão incríveis.

Comprei o livro do Sr. Freud, gosto de Freud e gosto de psicanálise, comprei, li meia dúzia de páginas disse-te que era um bom livro, não menti ao menos, bom natal para ti também, uma dedicatória gira no livro, e adeus boa sorte. Eu e o Sr. Freud

Nessa altura não valia a pena ter lido o livro, o pequeno ditador que vive em mim estava no auge, ele que sempre foi dominador do mundo estava nessa altura ainda mais intragável, tinha, vê lá tu, sido espicaçado no seu orgulho. Sabia tudo, muito bem para onde ia.

Vivia no fundo na agonia, cada inspiração uma tortura, mas aceitar algo dos outros, ser humilde, agradecer, perdoar, isso…

O que eu pensava ser o auge do domínio da situação era afinal o início de uma caminhada longa, dura , tortuosa, aliás não era uma caminhada, era uma travessia.

Não sei sequer por onde andei, por onde me perdi ou encontrei. Dois anos de lutas, aprendizagens e finalmente a catarse.

Decidi praticar a catarse, da forma mais catártica (existe?) possível.

Hoje na viagem de regresso com a sensação de dever cumprido (e ia lá o pequeno ditador admitir uma falha…) lá bem no alto, tiro da mala o famoso Sr. Freud. E… Em duas horas percebi tudo…sobre mim, o que me aconteceu, como, porquê. E também o outro lado da história…os seus comportamentos, decisões e atitudes.”

O meu olhar para a literatura mudou e a culpa é do Joel

31/07/2017

Nos livros como na vida, depois de Clarice, apetecia-me continuidade. Literatura da boa numa história. Estive com O Casamento, Nelson Rodrigues, na mão e optei pelo Manual das mulheres de limpeza. Pela história pessoal da autora, podia ser que me inspirasse e me desse esperança. Literatura

Tempo perdido e dinheiro mal gasto

A vantagem dos 40 é não mais ficarmos onde não vamos para lado algum. Não tenho vida que chegue para perder tempo com livros mal escritos. Agridem-me como punhaladas.

Li 110 páginas numa hora, isto só pode ser um péssimo sinal, e desisti. É um livro que não vai para lado nenhum, atabalhoado, escrita sofrível, ruidoso. E arrependi-me amargamente por ir na conversa do comum mortal, do sucesso. A resenha do New York Times induziu-me em erro, achei que ainda nele se podia acreditar. Pelos vistos não.

Depois d’A Vida no Campo apercebo-me consciente e finalmente do que faz de um livro um bom exemplar dessa nobre arte que é a literatura.

É o lugar a partir de onde se escreve e o tempo que se leva a fazê-lo. É a capacidade de maravilhamento que nos gera. O deixar-nos de boca aberta e respiração sustida pela magnitude da prosa. A beleza poética do que é dito, do que toca sem chocar, de um jeito orgânico, que é a única forma de nos chegar.

A brutalidade gera rejeição e resistência

Clarice é crua e ainda assim sublime. Porque escreve de um lugar sofrido mas rendido. É a rendição, sem submissão, que a torna magnífica. É decididamente onde quero chegar.

Nesse lugar o tempo é outro

Não há pressa, atropelos, manobras de diversão, acima de tudo ruído. Há Kairos, o estritamente necessário e todo o tempo do mundo para se chegar a algum lado, como se impõe com o que psiquicamente nos desafia. Há ritmo sem que se lhe sinta a velocidade, solavancos ou paragens abruptas.

De nada adianta o ter de ser, a brutalidade, o forçar. Nada gera.  A literatura, como tudo o resto, tem de ser orgânica, fluir, como se diz na modernidade.

E o que faz de alguém escritor e dos bons há de ser o olhar que tem sobre a vida e a forma como escreve sobre a mesma. Que tem muito de paixão pelo ofício. E algum fascínio pela própria vida e seus mistérios.

 

Me and Mr Freud

22/05/2017

E, à semelhança do que aconteceu com o meu primeiro livro, e do que aconteceu em francês e espanhol, também o segundo, Eu e o Sr. Freud, foi traduzido para inglês. E está disponível nas plataformas digitais do costume. Tradução da Teresa De Gruyter, numa colaboração de que me orgulho muito e a quem estou infinitamente grata*. Freud

A primeira livraria a chegar-se à frente é sempre, sempre, a Barnes & Noble. O que me deixa particularmente feliz. Depois a Apple, a Kobo e por aí vai.

Foi um prazer trabalhar no seu livro e agora aguardo com antecipação a publicação. Espero que o meu trabalho tenha correspondido às suas expectativas. Pelo meu lado posso dizer que gostei muito do desenvolvimento do tema – interessante, cativante, por vezes hilariante, introspetivo, reflexivo e até motivacional – identifiquei-me frequentemente com as personalidades e com a maneira como vivo (ou tento viver) a minha vida. Gostei particularmente da comunicação aberta entre nós. Ajudou muito! Obrigada. Desejo muito sucesso e, já sabe, sempre que precisar, disponha. Teresa de Gruyter.

Colaborar não é impor

*Aliás, neste processo de rever as minhas palavras noutras línguas das coisas que mais me dá prazer é constatar o compromisso com o texto por parte das tradutoras, dando-lhe primazia. E esse é o único tipo de colaboração em que acredito, o que privilegia o resultado, a criação, e não o que dá prioridade à vontade, ao ego, à teimosia, ao orgulho. O que dá espaço à expressão e não o que quer vingar pela imposição.

Grata a vós, Maria Carda (Message in a Bottle e Eu e o Sr. Freud Espanhol); Christa Parish (Message in a Bottle Inglês); Isa Magalhães (Message in a Bottle Francês); Alexandra Lúcio (Eu e o Sr. Freud Francês) Teresa de Gruyter (Eu e o Sr. Freud inglês).

Mr. Freud and I II

05/04/2017

Proud and Moved:

The reconstruction works are already underway, the scene is gradually changing, the buildings, which I imagine colourful, begin to take shape, the building contractors are following my plans to the letter, the spaces for the windows are already defined, they will be huge, so that I can look out on to the parks and gardens that will one day bloom. The grass begins to grow, slowly, its green almost dazzling me, and the flowers wait for spring to show its smiley face. The trees remain intact, their secular trunks have not been shaken by the actions of Man, its roots are strong and are firmly suck in the ground, more fertile than ever. Its lush and huge canopies being the only sign of life left from the original scene, and are eager for nature to fulfil its role and return to its natural habitat, the park, which soon will blossom, in time, without hurrying, respecting the cycle and the natural order of things.

The mornings already toast me with the first early rays of sun; soon everything will be flowery, full of colour, movement, life.

In: Mr. Freud and I, a book originally written in Portuguese.
error: Content is protected !!