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Me and Mr Freud

O meu Freud

22/08/2017

E de repente, estás tu muito bem largada no sofá a jiboiar, quando te salta um mail destes. Tendo a queixar-me de falta de retorno, que a vida de artista é o diabo. Mas quando recebo um testemunho assim sobre o meu rico Freud constato, mais uma vez, que se andasse na vida para ficar rica, dedicava-me antes ao negócio das apps. Ou da publicidade.

Muito obrigada, Paulo Falcão, pelas palavras tão incríveis.

Comprei o livro do Sr. Freud, gosto de Freud e gosto de psicanálise, comprei, li meia dúzia de páginas disse-te que era um bom livro, não menti ao menos, bom natal para ti também, uma dedicatória gira no livro, e adeus boa sorte. Eu e o Sr. Freud

Nessa altura não valia a pena ter lido o livro, o pequeno ditador que vive em mim estava no auge, ele que sempre foi dominador do mundo estava nessa altura ainda mais intragável, tinha, vê lá tu, sido espicaçado no seu orgulho. Sabia tudo, muito bem para onde ia.

Vivia no fundo na agonia, cada inspiração uma tortura, mas aceitar algo dos outros, ser humilde, agradecer, perdoar, isso…

O que eu pensava ser o auge do domínio da situação era afinal o início de uma caminhada longa, dura , tortuosa, aliás não era uma caminhada, era uma travessia.

Não sei sequer por onde andei, por onde me perdi ou encontrei. Dois anos de lutas, aprendizagens e finalmente a catarse.

Decidi praticar a catarse, da forma mais catártica (existe?) possível.

Hoje na viagem de regresso com a sensação de dever cumprido (e ia lá o pequeno ditador admitir uma falha…) lá bem no alto, tiro da mala o famoso Sr. Freud. E… Em duas horas percebi tudo…sobre mim, o que me aconteceu, como, porquê. E também o outro lado da história…os seus comportamentos, decisões e atitudes.”

Me and Mr Freud

22/05/2017

E, à semelhança do que aconteceu com o meu primeiro livro, e do que aconteceu em francês e espanhol, também o segundo, Eu e o Sr. Freud, foi traduzido para inglês. E está disponível nas plataformas digitais do costume. Tradução da Teresa De Gruyter, numa colaboração de que me orgulho muito e a quem estou infinitamente grata*. Freud

A primeira livraria a chegar-se à frente é sempre, sempre, a Barnes & Noble. O que me deixa particularmente feliz. Depois a Apple, a Kobo e por aí vai.

Foi um prazer trabalhar no seu livro e agora aguardo com antecipação a publicação. Espero que o meu trabalho tenha correspondido às suas expectativas. Pelo meu lado posso dizer que gostei muito do desenvolvimento do tema – interessante, cativante, por vezes hilariante, introspetivo, reflexivo e até motivacional – identifiquei-me frequentemente com as personalidades e com a maneira como vivo (ou tento viver) a minha vida. Gostei particularmente da comunicação aberta entre nós. Ajudou muito! Obrigada. Desejo muito sucesso e, já sabe, sempre que precisar, disponha. Teresa de Gruyter.

Colaborar não é impor

*Aliás, neste processo de rever as minhas palavras noutras línguas das coisas que mais me dá prazer é constatar o compromisso com o texto por parte das tradutoras, dando-lhe primazia. E esse é o único tipo de colaboração em que acredito, o que privilegia o resultado, a criação, e não o que dá prioridade à vontade, ao ego, à teimosia, ao orgulho. O que dá espaço à expressão e não o que quer vingar pela imposição.

Grata a vós, Maria Carda (Message in a Bottle e Eu e o Sr. Freud Espanhol); Christa Parish (Message in a Bottle Inglês); Isa Magalhães (Message in a Bottle Francês); Alexandra Lúcio (Eu e o Sr. Freud Francês) Teresa de Gruyter (Eu e o Sr. Freud inglês).

Mr. Freud and I II

05/04/2017

Proud and Moved:

The reconstruction works are already underway, the scene is gradually changing, the buildings, which I imagine colourful, begin to take shape, the building contractors are following my plans to the letter, the spaces for the windows are already defined, they will be huge, so that I can look out on to the parks and gardens that will one day bloom. The grass begins to grow, slowly, its green almost dazzling me, and the flowers wait for spring to show its smiley face. The trees remain intact, their secular trunks have not been shaken by the actions of Man, its roots are strong and are firmly suck in the ground, more fertile than ever. Its lush and huge canopies being the only sign of life left from the original scene, and are eager for nature to fulfil its role and return to its natural habitat, the park, which soon will blossom, in time, without hurrying, respecting the cycle and the natural order of things.

The mornings already toast me with the first early rays of sun; soon everything will be flowery, full of colour, movement, life.

In: Mr. Freud and I, a book originally written in Portuguese.

Mr. Freud and I

04/04/2017

Quando te comoves com as tuas próprias palavras escritas noutra língua:

“I’ve found myself a renegade ever since my younger brother took onto himself everything that was considered valid in the Western civilization, Dr Freud. Voted to darkness, me and my other brother, the most emotional one of us, and that’s where I live. I’m part of the inner world and I’m not very good at relating to the external one. Nevertheless, I need to take charge of the helm whenever I find myself threatened, in other words, every time I’m not recognised as a part of a whole.

I want nothing more than a little attention, the consideration that I’m owed, the respect that I deserve. I keep many secrets that need to be unveiled. I also want the light, even though I cannot stand it for too long.” Mr. Freud and I, o meu segundo livro, em breve, também em inglês.

I’m lovin’ it

A psicologia [analítica] e eu

20/03/2017

Cá vamos nós outra vez… Depois do Filipe Nunes Vicente, e de amiga psicóloga que, depois de ler o Eu e o S. Freud, me disse que sonhava com pacientes assim, foi o meu mestre de dança: tu que és psicóloga… Neguei prontamente. Explicando que não estava para ser acusada de me afirmar como algo que não sou. Tão simplesmente porque não sou licenciada em psicologia.

No dia em que fez um ano que o meu pai se foi embora para sempre, havia sido a mulher de um colega dele, psicóloga, a chamar-me: cara colega. Sabendo, ao contrário do meu querido mestre de dança, que eu não era licenciada na área.

psicologia

Na semana passada, um amigo do meu pai estava impressionadíssimo como eu tinha acertado o motivo pelo qual uma conhecida dele que morava em Londres não mais se imaginava a morar aqui. Conhecida essa que, provavelmente, apenas intui, não tem disso consciência. Acontece-me com frequência, desde sempre.

Sou boa nisso, sempre fui. Até mesmo antes de sequer saber da existência de Jung. Com a Psicologia, só aprimorei o que já era meu. Uma intuição fortíssima que se direciona para esta área. Talvez por ser das coisas que mais me fascina e desperta a curiosidade nesta vida: a cabeça das pessoas, como funciona, o porquê deste comportamento, daquela escolha, daquela vida.

Achava que era por causa da minha conversa, por explicar muita coisa com a psicologia. É mais forte do que eu, quando dou por mim, já foi. Quero fazê-lo o mínimo possível, pelo menos em conversas informais, embora me procurem muitas vezes para isso. Prefiro guardar esse tipo de abordagem para o atendimento, o aconselhamento, com hora e dia marcados. Mas estou cada vez mais convencida de que é natural em mim, faz mesmo parte da minha identidade, é verdadeiramente meu…

E preciso de o assumir com toda a propriedade e honra que tal nobre ciência me merece.

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