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MBTI

Validação

31/08/2018

Procuramos validação externa, quando o que deveríamos fazer, para ter a certeza de que a decisão que tomamos é a mais acertada de acordo com a nossa personalidade e o que queremos para nós, é olhar para dentro.

Não descuro a importância dos mestres, dos sábios que vamos encontrando pelo caminho. E que são fundamentais para que assumamos com convicção as nossas valências. Os sábios, os mentores – pessoas em quem confiamos plenamente, com provas dadas nas suas áreas de expertise – refletem a projeção do nosso Self (Jung). validação

O nosso eu divino, total, o nosso Master eu, como gosto de lhe chamar.

Por isso, no mundo patriarcal e racional em que vivemos, é importante ir além do que sentimos.

E, quando somos reconhecidos pelos mestres, os sábios, a sua validação funciona como uma confirmação externa do nosso valor. De que o que sentimos não é coisa da nossa cabeça. Por ser vista por outro que não nós, sem manipulação ou qualquer intenção de obter vantagem.

No entanto, mesmo para as pessoas do tipo pensamento, muitas das suas decisões, ainda que baseadas na lógica, têm por base uma raiz emocional.

Tudo é emoção

A diferença dos tipo pensamento para os tipo sentimento é que estes últimos têm consciência da raiz emocional de todas as suas decisões. Encontram maior conforto interno se as basearem na forma como se sentem em relação a um tema ou situação.

Ainda assim, e muito por conta da nossa raiz grega, isto é, racional, e das exigências do coletivo ocidental, é frequente, mesmo para os tipo sentimento, que uma decisão baseada no que sentimos não seja suficiente para convencer o resto do mundo a aceitá-la.

Quem diz o resto do mundo diz, obviamente, o pessoal que mora na nossa cabeça.

Daí que a única forma de validarmos uma decisão, uma escolha, é verificar se se encaixa nos nossos três centros de decisão: pensamento, mental, emoção, coração, e instinto, corpo, aquela coisa não provável ou verificável, mas que, muitas vezes, tem mais poder do que o pensamento e a emoção juntas.

É a única forma de não ficarmos à mercê do julgamento alheio

E de não nos deixarmos iludir pela vontade. Que tem o poder de nos impedir de ver uma série de coisas. Ficando-se apenas pelo que acolhe uma decisão já tomada emocionalmente.

Por outro lado, é muito engraçado como tentamos convencer-nos tantas vezes de que uma relação com determinada pessoa é possível. Mesmo que as campainhas de alarme na nossa cabeça não parem de tocar. Argumentamos com o resto do pessoal que mora na nossa cabeça melhor do que um advogado americano de topo.

De resto, dependendo no nosso nível de ligação emocional a determinado tema, é interessante verificar, numa situação de tensão, para que lado pendemos. O patriarcal, masculino, racional, rigoroso, que quer proibir, impor regras, fazer cumprir leis à risca… O matriarcal, feminino, emocional, mais benevolente, voltado para o prazer, mais compassivo, empático, sensível.

Mesmo para os tipo sentimento, o patriarcal tem influência e muita na forma como reagimos a algo que nos perturba. Se bem que a decisão final seja quase sempre feminina, emocional, baseada na forma como o resultado final nos faz sentir.

Conheça o seu tipo psicológico, saiba mais.

Intuitivos

21/08/2018

Quando se trata de escolher uma profissão, uma área de estudos, o que pesa muitas vezes é o tipo de saída que tem no mercado. Bem como a possibilidade de ser bem pago, entre outros fatores externos. Cingimo-nos ao que existe e desconsideramos muitas vezes os nossos valores pessoais, excluindo-os da equação. O que representa…

A morte, para os intuitivos.

O tipo sentimento introvertido, por exemplo, não se prende com estados emocionais, mas com valores.

Perante um estímulo externo, como nos sentimos, com base nos nossos valores?

intuitivos

Já dei por mim vezes sem fim aos gritos e a passar-me sempre que os meus valores mais preciosos e vitais estão em risco. Sempre que alguém tenta prender-me, impedir-me de me expressar, é injusto, quer me controlar, me ofende.

Sempre que os meus valores são ameaçados, não importa quem tenho pela frente, não tenho medo de nada nem de ninguém. E faço o que for preciso para não passar por cima deles.

Para os intuitivos, a escolha da carreira prende-se muito mais com valores pessoais do que com valores externos. Na verdade, qualquer decisão, opinião, questão, a tomar, expressar, resolver tem essa premissa. Assim, pode ajudar muito pensar quais os valores que nos são vitais. E escolher o que fazer, de acordo com eles.

O autor deste artigo sugere fazer uma lista de valores, quatro ou cinco, por ordem de prioridade, do mais importante e vital em diante, e escolher a profissão e a área e meio pelo qual pode ser exercida, com base nesses valores.

Acho que está certíssimo.

A imagem representa as palavras-chave para Intuitivos (N) e Sensoriais (S). Que correspondem às funções psicológicas definidas por Jung como Intuição e Sensação.

Saiba qual o seu tipo psicológico. 

MBTI – Sensação Introvertida

22/06/2018

Uma das coisas mais frustrantes que nos podem dizer, pelo menos a partir de uma certa idade, em que já somos maduros o suficiente para saber que há coisas que não conseguimos fazer e ser, é:

Só tens de…

Há motivos emocionais pelos quais não fazemos determinada coisa. E não dizemos uma série delas.

Por isso, a auto-ajuda e outros métodos e meios que implicam que tudo é uma questão de força de vontade têm tanto sucesso. Entre quem acha que basta querer, que se pode tudo, que basta acreditar.

Mesmo que nada mude…

É uma pretensão do Ego – que entra em pânico perante a possibilidade do desconhecido – achar e convencer-se de uma série de coisas. Por isso esses métodos têm tantos adeptos… E geram uma enorme frustração, apatia e muitas vezes depressão, entre quem tem um pouco mais de consciência.

Um dos medos associados a esses motivos emocionais é o de deixarmos de ser aquela persona na qual nos revemos. Com quem nos identificamos, que nos dá, aparentemente, segurança. Que faz de nós acolhidos e aceites pelo exterior. Ou nos protege dele, no caso dos introvertidos. É só o que conhecemos, o que temos consciência de que faz parte de nós… Ler Mais…

MBTI – NF x ST

19/06/2018

Como o MBTI explica as diferenças entre as pessoas, a forma como avaliam a vida, como apreendem conhecimento, como tudo e mais alguma coisa:

– As stories de hoje são o jornal que embrulha o peixe de amanhã…  MBTI

– É igual, a mesma coisa, nada mudou – ST (Pensamento-Sensação) diz.

– O ponto de partida é o mesmo, mas a consequência é diferente. A propagação é maior, o facto de ficar na rede pode perpetuar a notícia. – NF (Sentimento-Intuição) responde

– É igual… – ST diz

Só quando cheguei a casa percebi o que a minha querida amiga ST queria dizer. E não discordo, mas não estou totalmente convencida. Não da capacidade de esquecimento, dessa não duvido. Mas da possibilidade de se recorrer à rede para decidir sobre a contratação ou não de alguém, por exemplo. Em oposição ao jornal, meio físico, que não resiste à passagem do tempo.

A diferença entre ST e NF é que os primeiros atendem a factos e dados, a um raciocínio objetivo e lógico. E os segundos à abstração, à subjetividade, ao valor emocional.

Tive outra situação parecida. Falávamos em fazer exercício físico depois de fumar e eu contava que, aqui há anos, quando nadava, se por acaso fumava antes de ir nadar, fazia duas piscinas e ficava a morrer. Se não fumava, fazia umas 5 ou 6 e ficava na boa.

O André, Sensação, apreende conhecimento por factos e dados, com toda a certeza, respondia-me: eu medi e não alterava em nada o tempo de corrida, fumasse ou não fumasse.

Insistia… Já que para mim, os sinais físicos de cansaço eram evidentes e nem por um segundo arredo pé das minhas convicções. Ele, por sua vez, insistia, exatamente com as mesmas palavras, não fosse eu surda…

MBTI explica…

Um introvertido e um extrovertido entram num bar…

20/04/2018

À partida, a relação entre um introvertido e um extrovertido tem tudo para dar certo. Não por oposição, mas por compensação. Um extrovertido, normalmente, fala muito, o que poupa o introvertido, mais atreito a ouvir, de falar sobre si, coisa que, aliás, acha ótimo. 

Se o introvertido for um INFP, com tendência a ver o melhor das pessoas e a possibilidade em cada experiência, o extrovertido está, em princípio, nas 7 quintas. Para um introvertido, a experiência com o outro só existe quando é verdadeiramente boa. Os introvertidos estão e ficam lindamente consigo mesmos. Quando se dão ao trabalho de se relacionar é porque, de alguma forma, a experiência promete ser significativa. E vão manifestá-lo.

Introvertidos com intimidade entre si, principalmente se forem mulheres, em princípio, não se calam, só para se ouvirem. O que é estranho para um extrovertido, que dificilmente consegue ouvir alguém sem estar distraído com uma coisa qualquer.

Introvertidos são focados, extrovertidos tendem a ser dispersos.

Se a interação entre introvertidos implicar um homem e uma mulher, que, de preferência, se querem embrulhar, a coisa pia mais fino. A minha intuição extrovertida leva-me a falar desalmadamente, temendo silêncios constrangedores, de falta de assunto, afinidade e consequente intimidade. Nada pode ser pior para um INFP. Mas os homens, que tendem a falar menos do que as mulheres, à partida, não se importam com a minha incontinência verbal. É-me mais desconfortável do que a eles. Que, sendo introvertidos, estão tranquilos. Também por saberem intuitivamente que, quando quiserem falar, vão ter quem os há de ouvir. Com atenção total. Pois tudo o que [um INFP] quer é entrar no mundo do outro, que abra essa porta, confie o suficiente, para que a magia se dê…

Voltando ao bar e à dupla: introvertido-extrovertido

IntrovertidoA questão põe-se sempre na forma de comunicar. Principalmente quando chega a vez do introvertido se expressar. E não tem a ver com o barulho, a música alta, o excesso de proximidade entre desconhecidos. As interrupções permanentes da empregada. Se a companhia for boa, um introvertido tem a capacidade incrível de não ver mais ninguém, de mais ninguém existir, de tudo em volta ficar desfocado.

Tem olhos apenas para o interlocutor

E é precisamente o que exaspera um introvertido, que se limita a encolher os ombros, a baixar a cabeça e a ficar na sua. Até se cansar de tentar e seguir com a vida. A atenção dividida. A não concentração. A sensação de não estar a ser ouvido, considerado, desejado, até. A irrelevância. O descaso. A falta de interesse.

É como quem nos mata…

É-nos difícil falar, confiar, partilhar intimidades, vulnerabilizar. Para um INFP, que têm uma sensibilidade exacerbadíssima, é ainda mais difícil abrir mão do mundo interno e partilhá-lo com o outro. O nosso mundo interno é o que temos de mais precioso. É o que nos salva da selva que é o mundo real. Quando alguém tem a sorte e o privilégio de ser convidado a entrar nesse mundo maravilhoso que é a nossa cabeça, o mínimo que se exige, se pede, um INFP é, antes de tudo, amante da liberdade, de cada um ser como é, é atenção, dedicação, consciência do que ali está a passar-se. E que é raro, raro…

*Aguardemos o contraditório, se a minha querida ENFP não se perder pelo caminho e mo mandar entretanto. Publicarei na próxima sexta, o dia do MBTI cá em casa.

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