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MBTI

MBTI – Pensamento e Sentimento

09/02/2018

Queixamo-nos muito do quão desagradáveis são as pessoas nos comentários das notícias dos jornais online, dos anónimos nos blogs, dos tuiteiros. Das suas reclamações e agressividade gratuita. Da vontade de discutir ser tão grande que se dão ao trabalho de o fazer com perfeitos desconhecidos. De os cutucar, os provocar, os insultar, até, sem a mínima consciência do que estão a fazer. 

Ontem, num post dos escritores online que falava de Namora, comentei: dêem voz aos vivos. Com um sorriso.

É um desejo, uma vontade legítima, um cansaço extremo desta mania portuguesa oportunista irritante de só elogiar e divulgar quando a pessoa já não precisa, já fez o trabalho todo ou já morreu. Ou não temos de lhe pagar direitos de autor. Queremos desfrutar da sua obra, mas achamos que não precisamos de pagar por isso.  Uma questão de justiça, de reconhecimento em vida, que é quando precisamos dele, inclusive para pagar contas.

Vamos parar com o romantismo de que artista bom é artista morto, que morre na miséria ou se mata.

Houve alguém, que não me conhece de lado algum, nunca me viu, que me pede desculpa pela “ousadia” e me diz que o que eu disse é um rotundo disparate. Aproveitando para dizer o que pensa sobre o assunto.

Eu, do tipo sentimento, não tenho necessidade alguma de insultar ou diminuir a opinião dos outros para valorizar a minha. E, enquanto sentimento introvertido, ofendo-me profundamente que o façam. Sinto-me agredida, desvalorizada. Acho de fraco caráter, pouco inteligente e nada criativo. Começar por tentar diminuir-me não é a melhor forma de obter a minha atenção e disponibilidade para ouvir… Acresce que não me interessa discutir com gente que nunca vi, sequer tenho afinidade. Por isso, apenas comentei: não me qualifique por favor, ainda fui bem educada… E acrescentei:

Na eternidade não precisamos de comer e depois de mortos de nada nos serve o reconhecimento.

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MBTI* – O verdadeiro

12/01/2018

Numa noite de junho mais fria do que muitas de outubro, depois de um show incrível da Elza Soares, fui com o Rafa, guitarrista que a acompanhou na tour em Portugal e meu amigo de São Paulo, encontrar a cantora Susana Travassos, que nos desafiou a ir até ao Tejo Bar. MBTI - esteriótipos

Cá fora, estava a Mariana, amiga da Susana e que conhecemos nesse momento. Sendo de São Paulo, houve logo um ponto em comum, que havia de degenerar em empatia. Perguntei-lhe o que fazia, se era para ficar ou se estava só de passagem. Ao que me respondeu:

– Trabalho com uma coisa que você não deve saber o que é: MBTI.
– Então não sei? O MBTI salvou a minha vida, sou junguiana convicta e o meu tipo é INFP.

Caímos logo no abraço, ela disse que era ENFP e tivemos conversa para a noite inteira.

Por traçar um perfil psicológico de acordo com os Tipos de Personalidade definidos por Jung, o MBTI apazigua a existência e ajuda a encontrar o caminho mais adequado. Seja existencial, familiar, profissional, social. Individual ou criativo. Por estar em sintonia perfeita com a nossa identidade total. Ler Mais…

MBTI – INFP

12/12/2017

Só numa das vezes em que fiz o teste MBTI me deu outro resultado, do qual nem me lembro mais. De resto, foi sempre INFP. Com ele, é enviado um relatório de 50 e algumas páginas sobre este tipo de personalidade. INFP

Ao lê-lo, senti-me finalmente acolhida. Na minha diferença, na minha forma particular de ver o mundo e de entender a vida.

Foi nesse sentido que o MBTI me salvou

Já contei essa história várias vezes aqui. Comecei a seguir algumas páginas e grupos de introvertidos e de INFPs em particular e a apaziguar o espírito inquieto e indomável.

Volta e meia, refazia o teste.

O que aconteceu quando o meu pai morreu. Aí uns dois meses depois. Deu 98% de introversão. Naturalíssimo. Estava em luto profundo e não queria saber de ninguém. Nessa altura, pedi o perfil completo, que é pago. E adorei. Deu-me mais luzes sobre este tipo e ajudou-me no pior momento da minha vida, mais uma vez, a apaziguar-me.

Voltei a fazê-lo mais vezes, as percentagens mudam, o tipo mantém-se.

Nestes grupos, havia coisas com as quais me identificava mas que já me irritavam um bocado. Por já estar devidamente acolhida e apaziguada com o facto de ser uma comum mortal e não um alien e por, ocasionalmente, me perguntar: e agora, o que faço com isso.

Foi quando conheci a Mari…

MBTI*

05/12/2017

A primeira vez que ouvi falar em MBTI estava em São Paulo, prestes a começar uma aula de psicologia analítica, na SBPA.

Já conhecia a teoria dos tipos psicológicos mas não havia chegado a grandes conclusões quanto ao meu. Uma amiga perguntou-me se era do tipo pensamento. Não soube responder-lhe e ela disse que havia de me trazer o teste. Nunca mais se lembrou e eu também não me lembrei de lho cobrar. MBTI

Mas não me esqueci

Não sei se ainda no Brasil ou já aqui, descobri que poderia fazê-lo online.

Jung dividiu-nos entre os Tipos: extrovertido (E) e introvertido (I) e atribuiu-nos quatro funções: sentimento (F), pensamento (T) intuição (N) e sensação (S).

Quase tão bom quanto o Jung são os seus contemporâneos e os pós-junguianos que estudaram a teoria e desenvolveram partes da mesma.

Foi o caso de Katharine Briggs e Isabel Myers, mãe e filha.

Katharine percebeu que o futuro genro tinha uma maneira particular de ver o mundo, o que a intrigou o bastante para se dedicar ao estudo das diferenças de temperamento. Nesse momento, deparou-se com uns ensaios de Jung com o título: Tipos Psicológicos.

Com o desejo de ajudar as pessoas a entenderem-se melhor e a apaziguarem-se, consigo e entre si, Isabel criou um questionário que pudesse identificar os tipos psicológicos de cada um.

Às quatro funções essenciais, juntaram-lhe julgamento (Judgment) e percepção (Perceiving).

E nenhuma destas palavras se encerra na definição que vem no dicionário, pelo contrário. Cada uma é um mundo. Sendo que nós somos tudo. O que não vemos, está na sombra.

O teste fez tanto sucesso que é utilizado em tudo quanto é empresa séria, para pôr as especificidades de cada um ao serviço da corporação. E que para que cada um esteja a desempenhar a função que mais se adequa ao seu tipo psicológico.

Um dia destes venho aqui contar como o MBTI mudou a minha vida.

*Myers Briggs Type Indicator

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