Browsing Category

MBTI

MBTI – Sensação Introvertida

22/06/2018

Uma das coisas mais frustrantes que nos podem dizer, pelo menos a partir de uma certa idade, em que já somos maduros o suficiente para saber que há coisas que não conseguimos fazer e ser, é:

Só tens de…

Há motivos emocionais pelos quais não fazemos determinada coisa. E não dizemos uma série delas.

Por isso, a auto-ajuda e outros métodos e meios que implicam que tudo é uma questão de força de vontade têm tanto sucesso. Entre quem acha que basta querer, que se pode tudo, que basta acreditar.

Mesmo que nada mude…

É uma pretensão do Ego – que entra em pânico perante a possibilidade do desconhecido – achar e convencer-se de uma série de coisas. Por isso esses métodos têm tantos adeptos… E geram uma enorme frustração, apatia e muitas vezes depressão, entre quem tem um pouco mais de consciência.

Um dos medos associados a esses motivos emocionais é o de deixarmos de ser aquela persona na qual nos revemos. Com quem nos identificamos, que nos dá, aparentemente, segurança. Que faz de nós acolhidos e aceites pelo exterior. Ou nos protege dele, no caso dos introvertidos. É só o que conhecemos, o que temos consciência de que faz parte de nós… Ler Mais…

MBTI – NF x ST

19/06/2018

Como o MBTI explica as diferenças entre as pessoas, a forma como avaliam a vida, como apreendem conhecimento, como tudo e mais alguma coisa:

– As stories de hoje são o jornal que embrulha o peixe de amanhã…  MBTI

– É igual, a mesma coisa, nada mudou – ST (Pensamento-Sensação) diz.

– O ponto de partida é o mesmo, mas a consequência é diferente. A propagação é maior, o facto de ficar na rede pode perpetuar a notícia. – NF (Sentimento-Intuição) responde

– É igual… – ST diz

Só quando cheguei a casa percebi o que a minha querida amiga ST queria dizer. E não discordo, mas não estou totalmente convencida. Não da capacidade de esquecimento, dessa não duvido. Mas da possibilidade de se recorrer à rede para decidir sobre a contratação ou não de alguém, por exemplo. Em oposição ao jornal, meio físico, que não resiste à passagem do tempo.

A diferença entre ST e NF é que os primeiros atendem a factos e dados, a um raciocínio objetivo e lógico. E os segundos à abstração, à subjetividade, ao valor emocional.

Tive outra situação parecida. Falávamos em fazer exercício físico depois de fumar e eu contava que, aqui há anos, quando nadava, se por acaso fumava antes de ir nadar, fazia duas piscinas e ficava a morrer. Se não fumava, fazia umas 5 ou 6 e ficava na boa.

O André, Sensação, apreende conhecimento por factos e dados, com toda a certeza, respondia-me: eu medi e não alterava em nada o tempo de corrida, fumasse ou não fumasse.

Insistia… Já que para mim, os sinais físicos de cansaço eram evidentes e nem por um segundo arredo pé das minhas convicções. Ele, por sua vez, insistia, exatamente com as mesmas palavras, não fosse eu surda…

MBTI explica…

Um introvertido e um extrovertido entram num bar…

20/04/2018

À partida, a relação entre um introvertido e um extrovertido tem tudo para dar certo. Não por oposição, mas por compensação. Um extrovertido, normalmente, fala muito, o que poupa o introvertido, mais atreito a ouvir, de falar sobre si, coisa que, aliás, acha ótimo. 

Se o introvertido for um INFP, com tendência a ver o melhor das pessoas e a possibilidade em cada experiência, o extrovertido está, em princípio, nas 7 quintas. Para um introvertido, a experiência com o outro só existe quando é verdadeiramente boa. Os introvertidos estão e ficam lindamente consigo mesmos. Quando se dão ao trabalho de se relacionar é porque, de alguma forma, a experiência promete ser significativa. E vão manifestá-lo.

Introvertidos com intimidade entre si, principalmente se forem mulheres, em princípio, não se calam, só para se ouvirem. O que é estranho para um extrovertido, que dificilmente consegue ouvir alguém sem estar distraído com uma coisa qualquer.

Introvertidos são focados, extrovertidos tendem a ser dispersos.

Se a interação entre introvertidos implicar um homem e uma mulher, que, de preferência, se querem embrulhar, a coisa pia mais fino. A minha intuição extrovertida leva-me a falar desalmadamente, temendo silêncios constrangedores, de falta de assunto, afinidade e consequente intimidade. Nada pode ser pior para um INFP. Mas os homens, que tendem a falar menos do que as mulheres, à partida, não se importam com a minha incontinência verbal. É-me mais desconfortável do que a eles. Que, sendo introvertidos, estão tranquilos. Também por saberem intuitivamente que, quando quiserem falar, vão ter quem os há de ouvir. Com atenção total. Pois tudo o que [um INFP] quer é entrar no mundo do outro, que abra essa porta, confie o suficiente, para que a magia se dê…

Voltando ao bar e à dupla: introvertido-extrovertido

IntrovertidoA questão põe-se sempre na forma de comunicar. Principalmente quando chega a vez do introvertido se expressar. E não tem a ver com o barulho, a música alta, o excesso de proximidade entre desconhecidos. As interrupções permanentes da empregada. Se a companhia for boa, um introvertido tem a capacidade incrível de não ver mais ninguém, de mais ninguém existir, de tudo em volta ficar desfocado.

Tem olhos apenas para o interlocutor

E é precisamente o que exaspera um introvertido, que se limita a encolher os ombros, a baixar a cabeça e a ficar na sua. Até se cansar de tentar e seguir com a vida. A atenção dividida. A não concentração. A sensação de não estar a ser ouvido, considerado, desejado, até. A irrelevância. O descaso. A falta de interesse.

É como quem nos mata…

É-nos difícil falar, confiar, partilhar intimidades, vulnerabilizar. Para um INFP, que têm uma sensibilidade exacerbadíssima, é ainda mais difícil abrir mão do mundo interno e partilhá-lo com o outro. O nosso mundo interno é o que temos de mais precioso. É o que nos salva da selva que é o mundo real. Quando alguém tem a sorte e o privilégio de ser convidado a entrar nesse mundo maravilhoso que é a nossa cabeça, o mínimo que se exige, se pede, um INFP é, antes de tudo, amante da liberdade, de cada um ser como é, é atenção, dedicação, consciência do que ali está a passar-se. E que é raro, raro…

*Aguardemos o contraditório, se a minha querida ENFP não se perder pelo caminho e mo mandar entretanto. Publicarei na próxima sexta, o dia do MBTI cá em casa.

Introvertidos

04/04/2018

Para que tenhamos consciência da diferença entre introvertidos e extrovertidos, para Jung e a psicologia analítica, há uma pergunta que se faz comummente: 

Que tipo de silêncio te incomoda?

Por piada, dizemos que quando a pergunta é feita a um introvertido, a resposta é, invariavelmente: como assim?

O silêncio nunca incomoda…

É o meu caso, raramente o silêncio incomoda. Nem em relação. Passadas as inseguranças iniciais, o silêncio do outro para mim representa o tempo dele. De que precisa para lidar com as coisas dele e do mundo.

Os introvertidos funcionam assim.

No entanto, recentemente, apercebi-me de um silêncio que me incomoda. Por uns dias, achei que fosse o da falta de assunto. Neste momento, a secar o cabelo, acabo de me aperceber que, como sempre, é mais profundo do que isso. A falta de assunto apenas o escancara.

O silêncio que me incomoda é o da ausência de intimidade.

Que, para os introvertidos, é fatal. Nem é tanto incomodar… Quase me entristece, só não chega a tanto porque não me surpreende… Estamos habituados a refazer a vida a toda a hora. Já que não temos jeito para conversa de circunstância, impacienta-nos. Nem para trivialidades, mundanidades, entediam-nos de morte. A superficialidade faz-nos revirar os olhos. Não mantemos relacionamentos nessas condições, vamos à nossa vida, estamos sempre bem connosco mesmos, na nossa intimidade, na nossa preciosa introversão, no nosso maravilhoso mundo interno. Para nos darmos ao trabalho de sair de casa, de nos relacionarmos, essa é uma condição:

A permissibilidade para a intimidade.

Não conheço os outros tipos tão bem quanto o meu, mas, no caso dos INFP, essa intimidade está diretamente relacionada com profundidade. Nada mais me interessa.

Para os INFP, a busca da identidade é a busca de uma vida, nós queremos entender quem somos e o que viemos cá fazer. Interessa-nos mais o que pode ser do que o que realmente é. Vemos potencial em tudo e o mais humano de quase todas as pessoas. E certamente de todas as experiências.

E é muito bom quando alguém dá um nome a isto, sem o confundir com narcisismo, auto-centrismo, egocentrismo e outros ismos.

Jung salva a minha vida todos os dias. O MBTI, e os arquétipos, harmonizam-me. Nesse casamento incrível entre intelecto, mundo interno, valores pessoais. Sempre que comportamento e crença caminham juntos. Quando a vida arquetípica interna e a vida no coletivo são expressões uma da outra, sendo verdadeiros em relação a quem somos, no fundo e à superfície.

Isso é sentirmo-nos em casa.

MBTI – A devolutiva

30/03/2018

Numa tentativa de aprender o métier, tenho assistido a uma ou outra devolutiva, que é como quem diz, interpretação de relatórios de resultados depois de preenchidos os questionários MBTI.

E faz toda a diferença

Adorar a própria devolutiva é fácil. Afinal, estão a falar de nós, a abrir-nos a cabeça para todo um mundo maravilhoso de possibilidades de resolução de problemas, de conflitos, e de novas ou renovadas formas de vida. Sem julgamento algum, muito menos limitação, rótulo, obrigatoriedade. E ouvir falar dos outros poderia ser mais chato, mas é bem o contrário…

Ontem assisti a mais uma.

No caso, era a um amigo querido. E eu gosto de conhecer a fundo as pessoas que me são preciosas, como é o caso deste. Mas mesmo que não fosse… A sorte de ter encontrado uma Mariana nesta vida louca cheia de gente não tem preço. Estava escrito nas estrelas, como diz outro querido amigo.

A interpretação do relatório e respetiva apresentação é feita com base no tipo de cada pessoa, para que seja recebida da forma mais fácil e atrativa. Ou seja, para que vá no sentido de percepção, de recolha de informação, de entendimento do mundo, de tomada de decisão da pessoa em causa. São até duas horas de conversa o que na verdade se resume a uma consulta. E que vale por uns bons meses de terapia. Sem tanta exposição e com todo o acolhimento possível. devolutiva

A única mais valia do ser humano em relação às máquinas e à inteligência artificial é a capacidade de sentir, a consciência, a empatia, a adaptabilidade ao interlocutor.

Uma máquina, um algoritmo, um programa, gera um relatório.

Que, sem uma pessoa para o interpretar, não passa de um conjunto de factos e dados. Frios, sem relação alguma com toda a complexidade que nos é inerente. É a mesma coisa que ouvir de um médico que temos uma doença fatal a frio. Não que melhoremos, mas, quando se trata de vulnerabilidade, é preciso enquadramento, contar uma história, preparar para a notícia. Mesmo para pessoas do tipo ST, pensamento e sensação.

E o bom do autoconhecimento e da terapia é a descoberta de que ninguém é melhor do que ninguém. Mais coisa menos coisa, todos temos características melhor e menos desenvolvidas, todos queremos o mesmo, no fundo, bem lá no fundo, e que, mesmo para os introvertidos, a intimidade é melhor quando partilhada.

O questionário MBTI e respetiva devolutiva valem cada cêntimo do investimento. E a Mariana é a rainha disto tudo…

MBTI – Função Inferior

23/03/2018

Depois de conhecermos o nosso tipo psicológico e nos maravilharmos com todo um mundo novo de possibilidades, reconhecimento e aceitação, é tempo de considerar a Função Inferior. Função Inferior

A Função Inferior corresponde ao que usamos menos do nosso tipo, à sombra.

Depende do tipo, introvertido ou extrovertido, e da função principal, sentimento ou pensamento, Intuição ou Sensação.

É muito curiosa a forma como reage, por exemplo, um pensamento extrovertido enquanto função dominante e enquanto função inferior. O mesmo tipo apresenta características completamente distintas, dependendo do tempo que despendemos com esse aspeto da nossa personalidade.

Um tipo pensamento extrovertido tem como expressão dominante: Competência, Verdade e precisão e Ação decisiva. Na função inferior, o pensamento extrovertido assume a forma de: Julgamento de incompetência, critica agressiva e ação precipitada.

É a função inferior que nos tem, não o contrário.

A função inferior é em grande parte inconsciente e a sua força irrompe e assume a personalidade, quando a força consciente quebra. Só nos apercebemos de que algo mudou quando tudo acabou. Apossa-se de nós e assume a atitude oposta à dominante. Como tal, a direção do fluxo de energia psíquica também será oposta. O que quer dizer que um extrovertido terá uma função inferior introvertida e um introvertido uma função inferior extrovertida.

Por isso não nos reconhecemos

O Step II dá ferramentas para lidar com a função que menos nos é familiar. Identifica-a, e aos gatilhos que a fazem disparar, e apresenta soluções eficazes para direcioná-la ou contê-la, para que jogue a nosso favor.

Se quiser saber o seu tipo, escreva para: contacto@isabelduartesoares.com

error: Content is protected !!