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Como eu escrevo

12/11/2018

O querido José Nunes Neto deu-me a honra de participar no projeto: Como eu escrevo. Aqui fica o meu testemunho, para os mais curiosos.

Outlander

10/11/2018

Não sei como é que a gente fazia dantes, quando tinha de esperar uma semana por um episódio da nossa série de eleição. Será que a gente tinha uma vida e agora não tem? Tinha mais que fazer? Vivia mais fora de casa? Diversificava interesses? Não sei… A única coisa que sei é que acabei de assistir (Segunda-feira passada) ao primeiro episódio da quarta temporada de Outlander (estreia em Portugal amanhã) num telão gigante e, para além de estar furiosa com o desfecho, não se faz, pá…, ainda não sei como é que vou aguentar esperar sabe deus até quando. Já que cancelei a TV Series porque me irritou que deixasse de se poder assinar só esse canal e tivéssemos de o fazer juntamente com o TV Cine. E irritou-me particularmente fazerem-no em novembro, precisamente quando iria estrear Outlander. E eventualmente Divorce, em dezembro. Acabo de descobrir que vai ter 5ª temporada de The Affair. O que deve acontecer tudo ao mesmo tempo… 

Poder: 2 faces, mesma moeda.

02/11/2018

Os governos, patriarcais, mais à direita, e matriarcais, mais à esquerda, têm o mesmo objetivo: poder. Nos matriarcais, acresce o controlo da população para obtenção de votos.

Os governos mais à direita procuram poder pela ordem, a opressão, a aplicação estrita das leis, sem as nuances inerentes à vida. Sem paternalismo. Nos casos extremos, pela tirania.  

Os mais à esquerda, pela infantilização.

Se eu permaneço infantilizada, e não quero sair desse estádio, é natural que vote num governo que me garante o Rendimento Mínimo Garantido, em Portugal, ou a Bolsa tudo e mais uma coisa, no Brasil, que deu a Lula a popularidade que se conhece, nomeadamente a de que tirou o Brasil da pobreza.

Não só se controla uma vasta parte da população, e isto é bem mais gritante no Brasil, mas também aqui, nomeadamente nos Açores, como se impede que cresça, que desenvolva recursos próprios que lhe permitam autonomia. Se grande parte dessa população permanecer analfabeta, então o controlo é praticamente absoluto. O acesso à informação e ao conhecimento é limitado, e o resto da história a gente já conhece. Ninguém pensa por si. Delega todas as decisões sobre a sua vida no Governo.

Que dá o peixe, em vez de ensinar a pescar.

E é impressionante como tanta gente é atraída para esta forma de pensar, elegendo quem promete fazê-lo. Sob a bandeira da proteção dos mais frágeis. E que não entende que também essa é uma forma de controlo, sob a bandeira da solidariedade.

No entanto, até um adolescente rebelde precisa da orientação paterna para não se perder na vida. Esta orientação, perante perda de controlo e rebeldia, vira autoritarismo. Que tem a sua expressão máxima no militarismo.

Há um momento em que a população se farta de ver o seu dinheiro voar sem saber para onde. Piora quando percebe que afinal não foi para ajudar os pobres, mas para encher os bolsos dos que se diziam amigos do povo e lhe iam resolver os problemas. A traição política ao seu próprio povo causa, naturalmente, a revolta do mesmo.

Como se pôde ver nas últimas eleições no Brasil

A “esquerda”, não sei em que momento da História isto aconteceu, vem-se apropriando indevidamente de valores humanistas, que são de todos. Num sistema que manipula populações inteiras para que se associem a partidos. Que mais não são do que uma forma de controlar populações pelos ideais dos quais se apropriaram. Criando uma falsa guerra entre esquerda x direita, bons e maus. Que não passa de um joguete político para entreter o povo. Que, enquanto se digladia na arena contra familiares e amigos, e desconhecidos, a alienação chega a este ponto graças ao advento da Internet, as costas da classe política folgam.

O João Pereira Coutinho falava mais ou menos isso no seu último artigo na Folha de SP.

Posto isto, podem continuar a discutir com base nos termos esquerda e direita. E a odiar quem pensa diferente, vê as coisas de um modo diferente, que não irão para lado algum. Apenas permanecem iludidos como pessoas do bem, contra os fascistas e insensíveis do mal. Ler Mais…

Outlander e a cultura da violência

24/10/2018

A reação de Claire ao som dos disparos das armas do exército escocês, que se prepara para enfrentar os britânicos na batalha de Culloden, bem como à preparação conduzida por Murtagh, fez-me lembrar uma conversa que tive hoje com um amigo brasileiro, que resumi na cultura da violência.

Claire viveu os horrores da segunda guerra. E não está preparada para outra.

Um dos candidatos à presidência do Brasil, Jair Bolsonaro, defende, tal como Trump, autênticos atentados contra a democracia e os direitos humanos. Inclusive o porte de arma.        

Perguntava-lhe como era possível.

Como é que o candidato ainda não tem um processo, ou vários, nas costas. E como se permite que continue na corrida à presidência. São atropelos constitucionais, incitamento ao ódio e à violência, e crimes de todo o tipo, uns atrás dos outros. Não é suposto um presidente ter ficha limpa pelo menos até chegar ao cargo?

Respondia-me que Bolsonaro já tem processos por conta dos absurdos que dizia, mas tinha imunidade parlamentar, teve que pagar multas para fundos difusos de direitos da mulher negro etc., à parte disso, esses crimes eleitorais são “menores” e na justiça brasileira tudo demora.

Insisti…

Mas essa imunidade parlamentar mantém-se na corrida à presidência? Um atentado à democracia é um crime menor? É um crime eleitoral? Não é anticonstitucional? É estranho que esse movimento não possa ser travado. Individualmente, enquanto cidadão, pode defender o que quiser, dizer as barbaridades que lhe apetecer, e ser responsabilizado por elas, inclusive criminalmente. Mas as afirmações dele esta semana, pelo que vi ontem nas notícias aqui, seriam suficientes para não ter competências para se candidatar ao cargo…

Via providência cautelar…

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Os extremos e o poder

19/10/2018

A política pela política não me interessa muito. É protagonizada por um bando de gente que só quer poder, se move por ele, a qualquer custo, que está pouco se borrifando para o povo que os elege. Limita-se a defender interesses pessoais, desconsiderando o facto de que representa um cargo, em vez de ser o cargo. Que não está minimamente preocupado com o número de abstenções, que sequer é considerado na hora de contabilizar votos. Ou com a percentagem de brancos e nulos.

Manipulando populações inteiras, atribuindo-lhes responsabilidades que não lhes cabem.

Não é o indivíduo, com o seu voto branco, nulo, a sua abstenção, que contribui para o partido mais votado. Isso é uma perversão abjeta do sistema, que desresponsabiliza políticos pelas suas ações. Em vez de os obrigar a olhar para o panorama e tentar entender o que leva a que as pessoas desprezem um direito tão caro. Ou não se vejam representadas por qualquer força política, preferindo anular o seu voto. Ou deixá-lo em branco, garantindo que participam, assegurando a sua expressão, mas que não confiam em nenhuma das proposta.  Ou em nenhum candidato ou partido.  

Sem desrespeito pela vontade popular.

Interessa-me, isso sim, o que motiva as pessoas a votar em massa num ou noutro extremo. A psicologia por detrás da escolha. Que representa uma vontade clara, ainda que inconsciente, por parte dos eleitores. No caso de se votar em extremos, um desejo profundo de que algo mude, ou se apazigue, em si, que se reflete na hora de votar.

O desejo de maioria absoluta dos governos em Portugal impede que forças políticas opostas dialoguem entre si para que ambas as vontades e necessidades sejam satisfeitas. Pois obriga a cedências de ambas as partes. E ninguém quer abdicar do totalitarismo por detrás da sua vontade… Por isso, temos neste momento um governo que não foi eleito, que não representa a vontade popular expressa nas últimas legislativas. Ler Mais…

Esquerda e Direita

14/10/2018

Chateia-me um bocado esta falsa divisão entre esquerda e direita. Principalmente por a esquerda se ter apropriado de valores humanos e humanitários que, naturalmente, não lhe pertencem. Valores esses comungados por muitos católicos, muitas vezes alvo de insultos pela própria esquerda. 

Quando é socialismo, é solidariedade. Quando é catolicismo, é “a puta da caridadezinha”.

Chateia-me por ser mais uma forma de dividir para reinar, do nós contra eles. Chateia-me principalmente por ser redutor e manipulador. Porque implica que nós, os de esquerda, somos os bons e vocês, os de direita, são  maus. Como se tivéssemos 15 anos e não houvesse caminho do meio. Que não fosse igualmente comprometido.

Jamais votaria à esquerda do PSD (Portugal), jamais. Como jamais votaria num militar. O que não quer dizer que seja má. Sou humanista até ao fim da minha vida e os valores que defendo são condizentes com essa condição. Não pertencem a qualquer partido político, existem bem antes deles.

O que acredito e defendo também não faz de mim má, intolerante com os pobrezinhos, preconceituosa ou o que for. Faz de mim gente, pessoa, que defende que quanto menos Estado, melhor Estado. Mas que, ainda assim, defende a presença do Estado sim. Que este deve garantir saúde, educação, segurança e justiça. Isso não faz de mim comuna, de esquerda, faz de mim um ser humano. Ler Mais…

Sem Glúten, com Paixão.

10/10/2018

Sofia é a minha guru da culinária. Comecei a cozinhar com ela, em março de 2015. Só cozinho sem glúten e não uso qualquer produto refinado ou processado. Desde então, fiz dezenas de receitas do site, algumas sei de cor, e de workshops que frequentei. Já falei dela aqui várias vezes.

Ontem, celebrámos o lançamento do: Sem Glúten, com Paixão. #semglutencompaixao

O seu primeiro livro. Uma edição primorosa. Fotografias incríveis e, o que mais me encanta, muito pessoal. As crianças que aparecem são as suas duas filhas mais novas, tem 4. Dois já grandes. Esta coisa de partilhar a família para a posteridade, num livro, um objeto material, que isto do digital pode muito bem um dia desaparecer tudo e aí?

É de uma generosidade imensa, a partilha da intimidade.

Quem pensa que tem de ir ao cume dos Himalaias buscar ingredientes para as receitas, esqueça. A Sofia é das pessoas mais práticas que conheço. E as receitas usam muito os mesmos ingredientes. E, ao mesmo tempo, são super versáteis.

E, porque é apaixonada, e tem uma noção estética que muito me agrada, nada é descurado. E tudo é delicioso. Desde a apresentação aos sabores.

Quem pensa que não pode comer tudo o que gosta, nada tema, engordei. Só que, e essa é outra das mais-valias da Sofia, tudo é saudável. Nunca mais comprei produtos processados. Quero bolachas, faço-as. E são deliciosas.

E não é por mais nada a não ser: sinto-me muito mais leve, menos pesada, com mais energia, desde que parei de comer glúten. E, quando como, percebo porque parei. Ler Mais…

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