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JAMMF aka King of Men…

19/07/2019

Sabem aquele sonho de todas as mulheres? Que os homens adivinhem que algo se passa? Tenho uma má notícia para vos dar.

Há um gajo que consegue…

Depois de Claire estar a olhar para ele, convencidíssima de que dorme, vira-se para o outro lado.

Is something troubling ye, Sassenach?” said a sleepy voice at my shoulder.

My eyes popped open.

“No,” I said, trying to sound equally drowsy. “I’m fine.”

There was a faint snort and a rustling of the chaff-filled mattress as he turned over.

“You’re a terrible liar, Sassenach. Ye’re thinking so loudly, I can hear ye from here.”

“You can’t hear people think!”

“Aye, I can. You, at least.” He chuckled and reached out a hand, which rested lazily on my thigh.“

In: Drums of Autumn, Outlander. 

Retorno

18/07/2019
A vantagem da interpretação em relação à tradução é que na primeira temos o retorno que não temos na segunda.
No limite, sabemos que fazemos um bom trabalho porque as duas pessoas que não falam a mesma língua estão a entender-se.
Às vezes, temos retorno verbal e direto.
Ontem foi uma dessas, num caso particularmente difícil.
You did an amazing job.
E, antes de desligar, ouvi-o dizer: o interprete (I get that a lot… O…) had the most Portuguese wicked accent I’ve ever seen.
Não conhecia a versão boa da palavra wicked, que quer dizer: of exceptional quality or degree.
Made my day.
Que terminou numa private session com a Elza Soares, a maior (e a melhor) feminista do Brasil.
Grata ao meu querido amigo Rafa Barreto pelo show, hei de cá vir falar dele, e pelo presentão final:
Elza e copos.

Oeiras

10/07/2019

Caro Isaltino,

Posso chamá-lo caro?

Os munícipes de Oeiras, que têm a felicidade e a inteligência de morar junto ao mar, agradecem o passeio marítimo, construído durante um dos seus mandatos antigos.

Onde se desaconselha andar de bicicleta durante as horas de maior fluxo, e ainda bem. Imagino que seja porque não se pode cobrar licenças a ciclistas para circular na via pública.

O passeio marítimo está cheio de ordens inúteis – ser adulto e maduro é não aceitar que ninguém lhe diga o que fazer, fazer o que quiser e viver com as consequências – uma delas, recente, que nos diz para parar no passeio. Em cujo piso o senhor mandou escrever que é para andar.

Alguém aqui é esquizofrénico e não sou eu…

Acontece que as pessoas frequentam os passeios marítimos precisamente por poderem correr e andar sem terem de respirar monóxido de carbono o tempo todo. Não sei se se deu conta disso, mas é precisamente por isso que as pessoas se dão ao trabalho de os frequentar.

Caso contrário, corriam em casa, ou na segunda circular…

Qual não é o meu espanto, quando me dou conta, ontem, que o passeio marítimo começa a encher-se de veículos de comida.

Ontem era uma motoreta a vender gelados, e a poluir o ambiente. Tanto pelo som do motor, como pelos fumos do tubo de escape.

Hoje era uma van, a vender pizas ou lá o que é, ligada a um gerador. Que fazia um barulho insuportável e que também não deve ser das melhores coisas para o ambiente.

Senhor, acredito que as licenças que esta gente lhe paga lhe dão jeito. E que se os munícipes que o elegeram não protestarem, daqui a seis meses temos de pedir licença aos vendedores de tudo e mais alguma coisa para passar. Ou a feira de Carcavelos ali montada.

Tenha paciência, reveja lá isso.

Não se esqueça, o passeio é nosso.

Melhores cumprimentos,

Acabou o Patricarcado

Years and Years

23/06/2019

Andava há que tempos para escrever sobre Years and Years.

Nada como ver

Pareceu-me ler que era o final. E pela forma como o episódio decorre e acaba, tudo indica que sim.

Que pena…

As melhores séries são sempre as mais curtas… E Years and Years é decididamente a melhor que vi, dentro do tema. Excelente.

Na HBO, claro.

Prémio

19/06/2019
A empresa onde trabalho dá um prémio jeitoso por assiduidade perfeita, por mês. Prémio esse que é sorteado entre a percentagem dos dez mil trabalhadores da multinacional, só em Portugal, que tem uma assiduidade perfeita.
Dificilmente faria sentido para um britânico ou um europeu do norte. A quem não passa pela cabeça chegar atrasado ou faltar ao trabalho.
Um prémio por fazermos a nossa obrigação.
Não são precisos requisitos especiais, capacidades específicas a não ser a de cumprir horários.
É esse o mérito.

Ainda me lembro bem de a minha mãe me responder, depois de uma boa nota, não fizeste mais do que a tua obrigação.

Soube hoje que, no mês de março, fui eu a vencedora.
A coordenadora disse que era merecido. Afinal, há compensações e das boas para não fazermos mais do que a nossa obrigação.
Entre ingleses e alemães, ganhou uma portuga.
Papai havia de ficar orgulhoso. Na falta do pulitzer, é o que se pode arranjar.

E em dia de Salvador Sobral e de Seleção Nacional…

09/06/2019

“Romanticism is an 18th century philosophical movement affecting literature and art, marked by an emphasis on the imagination, emotions and poetry, often very personal and with a penchant for emphasizing suffering.”

The Shadow

21/05/2019

“The shadow is a living part of the personality and wants to live with it in some form. It cannot be argued out of existence or rationalized into harmlessness. This problem is exceedingly difficult, because it not only challenges the whole man, but reminds him at the same time of his helplessness and ineffectuality.

Strong natures – or should one call them weak? – do not like to be reminded of this, but prefer to think of themselves as hero’s who are beyond good and evil, and to cut the Gordian knot instead of untying it. Nevertheless, the account has to be settled sooner or later. In the end one has to simply admit that there are problems which one cannot solve on one’s own resources.

Such an admission has the advantage of being honest, truthful and in accord with reality, and this prepares the ground for a compensatory reaction from the collective unconscious.”

Carl Jung In: The Archetypes and the Collective Unconscious

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