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Enquanto isso, na savana…

11/11/2019

Porque ansiamos e sucumbimos a doces ou comida gordurosa?

It’s a puzzle why we binge on the sweetest and greasiest food we can find, until we consider the eating habits of our forager forebears. In the savannahs and forests they inhabited, high-calorie sweets were extremely rare and food in general was in short supply. A typical forager 30,000 years ago had access to only one type of sweet food – ripe fruit. If a Stone Age woman came across a tree groaning with figs, the most sensible thing to do was to eat as many of them as she could on the spot, before the local baboon band picked the tree bare. The instinct to gorge on high-calorie food was hard wired into our genes. Today we may be living in high-rise apartments with over-stuffed refrigerators, but our DNA still thinks we are in the savannah. That’s what makes us spoon down an entire tub of Ben & Jerry’s when we find one in the freezer and wash it down with a jumbo Coke.

In: A Brief History of Humankind, Harari.

25 de Outubro

25/10/2019

A pensar no que vou fazer hoje. Estão 4 graus em Edimburgo, sensação térmica 0 graus. O que me lembra que a hora vai mudar este fim-de-semana e, a propósito disso, um fotografo escocês que conheci ontem, e que me fez imenso lembrar o irmão mais velho do meu pai, lamentava o facto de agora serem seis meses de miséria, a anoitecer, no norte da Escócia, às três da tarde. Perguntei se não influenciava o humor dos escoceses. Claro, respondeu.

That’s why we have wiskey.

Com o Kev, o meu guia de Outlander, da Edinburgh Black Cab Tours, que recomendo vivamente. À porta de casa da Geillis. Onde inclusive vive gente… e cuja placa na porta diz: private. Não fosse alguém lembrar-se de entrar por ali a fora à procura de uma poção qualquer…)

*

Muito e muito obrigada a todos pela lembrança e os votos. O afeto e o carinho deixaram-me com o coração quentinho de amor.

Em particular aos que fizeram referência ao Jamie, aos kilts e à Escócia em geral.

Especialmente às minhas companheiras de Outlander, as minhas obsassenachs preferidas. Fizeram me rir e não foi pouco. Seguiremos juntas, firmes e fortes, até ao fim.

Um abraço ainda ao Nuno, pelo que passo a citar: “espero que um dia encontres um guia, também de kilt, mas fisicamente mais distante do Kev e mais próximo do jamie.” Deus te ouça, meu querido.

Love ye all

 

Eleições

06/10/2019

Aqui onde tenho votado nas últimas eleições, as secções são por ordem alfabética. Já não há secção dos velhinhos, sempre a que tinha maiores filas.

O movimento aqui está forte e eu paguei 3,5€ por 1 rosca grande de pão de Deus. Isto está bom é pros vendedores de cenas e pros restaurantes.

Deve ser a isto que chamam a festa da democracia

Vi velhinhos apoiados em tudo, até em cegos. A minha mãe tem 85 anos, só sai à rua de bengala e já votou. Ou vai votar. Estes velhinhos tem uma capacidade de sacrifício que a geração de 70 já não tem.

Mas que ainda assim tem mais do que os mileniais. 

Nunca apanhei filas para ir votar, três, quatro pessoas no máximo à minha frente e é sempre a andar. Espero que não seja hoje. É de propósito, o povo não gosta de esperar e a espera seria um ótimo motivo para desistir.

Obsessões

05/10/2019

Da nobre arte de não ser como as outras pessoas:

Que estás a fazer num sábado à noite, Isa?

A limpar o pó e a arrumar livros.

Afastei de mim todos os de inspiração e técnica. Só ficaram os cadernos de mãos à obra. E já que estava de swiffer em punho, foi tudo de uma vez.

Foi esta que estive a compor, basicamente.

Uma das minhas obsessões: livros sobre escrever. Li os quase todos. Entretanto, passou-me a febre.

James

29/09/2019

O meu síndroma de Peter Pan é tão grande que, em vez de arranjar crushes famosos condizentes com a minha já provecta idade, troco os velhos pelos novos, tipo o Johnny Depp pelo James Franco.

História verdadeira, Netflix.

Mas não troco um James pelo outro, though…

*Série excelente: unbelieveble. Idem.

Fantasy*

29/09/2019

“The psyche creates reality every day.

The only expression I can use for this activity is fantasy.

Fantasy is as much feeling as thinking; as much intuition as sensation.

Fantasy therefore seems to be the clearest expression of the specific activity of the psyche. It is pre-eminently the creative activity from which answers to all unanswerable questions come.

It is the mother of all possibilities where, like all psychological opposites, the inner and outer worlds are joined together in living union.

Fantasy it was, and ever is, which fashions a bridge between the irreconcilable claims of subject and object, introversion and extraversion.

It is fantasy alone in which the worlds are united.

*Jung

Isto é muito sério

22/08/2019

Deixem por uns segundos de lado o maniqueísmo esquerda e direita, que não passa de mais uma dupla de opostos para vos controlar a cabeça, e pensem por vocês mesmos, sossegadinhos, no recesso do vosso lar.

E no que querem para os vossos filhos, sobrinhos e netos.

Contra a aberração que se segue, é assinar a petição. (O despacho é este)

A Juventude Popular (JP) defende intransigentemente a liberdade no quadro da dignidade da pessoa e do respeito pela natureza humana. Assim como esteve sempre na linha da frente pelo direito de cada um ser aquilo que quiser, pela protecção da autodeterminação de cada adulto, respeitando a diferença e afirmando a tolerância pelas opções individuais.

Não pode, no entanto, compadecer-se perante as investidas de aventureiros radicais que pretendem transformar o Ensino em Portugal na sua “rave” privada:

1- A coligação parlamentar das “esquerdas-em-geringonça”, aprovou a Lei n.º 38/2018 que prevê (i) a imposição do ensino da ideologia de género nas escolas públicas e privadas (ii) a abertura da escola portuguesa à intromissão do Estado e dos programas ideológicos dos partidos que sustentam o Governo.

2- Em pleno período de verão e sem sequer aguardar pela decisão do Tribunal Constitucional ao pedido de fiscalização, o Governo apressou-se a emitir um despacho que implementa e regulamenta a “Ideologia de Género” como doutrina oficial do ensino em Portugal.

3- Em particular, o absurdo ganhou corpo no Despacho n.º 7247/2019 que adopta medidas no sistema educativo para promover, entre outras desconformidades identitárias:
a) O direito de cada criança em escolher o acesso às casas de banho e balneários escolares “de acordo com a opção de com que se identificam”; 
b) A obrigação de formação de professores e pessoal não docente, no sentido de “impulsionar práticas” que visem ultrapassar as diferenças entre as características biológicas individuais – às quais o governo parece chamar de “imposição de estereótipos”; 
c) Nos casos em que existe a obrigação de vestir um uniforme, o direito a utilização de vestuário de acordo com a opção com que se identificam; 
d) Nos casos em que se torne necessário indicar dados de um documento de identificação, o direito da criança que essa indicação passe a ser realizada mediante a inscrição das iniciais do nome próprio que consta no documento de identificação, precedido do nome próprio adoptado face à identidade de género manifestada.

4- Já sabíamos que o Bloco de Esquerda era pródigo em manifestações esdrúxulas e caricaturais sobre a identidade biológica. O que se desconhecia era que o PS também andasse a reboque desta agenda pseudo-moderninha. A Escola não é um acampamento de verão do Bloco de Esquerda.

5- Estamos, uma vez mais, perante um ataque vil à liberdade de ensino e de educação, ao direito de livre desenvolvimento da personalidade dos jovens portugueses e ao direito dos pais educarem os seus filhos.

6- Hoje como no passado, a Juventude Popular opõe-se inteiramente à politização do sexo, à hipersexualização dos jovens e à concepção ideológica que adultera o ensino para construir um homem novo. Rejeitamos engenharia sociais que encarem as crianças como cobaias.

7- Para a Juventude Popular a tolerância e o respeito pela diversidade não se cultivam através de construções artificiais, teorias desordenadas e voláteis contrárias à ciência.

8- Não é aceitável que rapazes e raparigas sejam forçados a partilhar espaços da maior intimidade como são as casas de banho e os balneários. Não é admissível que os profissionais da escola sejam doutrinados e obrigados a impor esta nova ideologia de género aos seus alunos, que fere tão gravemente os direitos do desenvolvimento das crianças. Não é concebível que se procure à força abolir as naturais diferenças entre meninos e meninas. Não pode o governo brincar com a identificação e nome das pessoas, transformando a sala de aula no subjectismo mais caótico. Não deve o Governo coarctar a autonomia de um estabelecimento de ensino estabelecer as suas regras de uniforme consoante critérios objectivos. Não é tolerável que uma lei decrete a opressão das maiorias pelas minorias.

9- A Juventude Popular vem exigir ao Conselho de Ministros que suspenda, com urgência e efeitos imediatos, a aplicação do Despacho n.º 7247/2019, até que o Tribunal Constitucional se pronuncie a respeito da constitucionalidade deste inusitado Despacho e da Lei nº 38/2018. Se assim não o fizer, a JP intentará uma acção, via judicial, contra a aplicação das normas presentes nestes diplomas.

Por Francisco Rodrigues Dos Santos

Melhor de mim

09/08/2019

Há várias músicas que canto até à exaustão. Até afinar a voz, atinar com os tempos, me conectar completamente, conseguir chegar até ao fim sem me comover.

Foram mudando ao longo dos anos…

E umas são mais fáceis, como o Winner, o Lay all your love on me, o We walk the same line, o The Look of Love, o Say a little Prayer, o By your side, o To know him is to love him…

Outras mais difíceis, como o Last time I saw Richard…

O desafio do momento é esta

Que acabou de me apanhar de surpresa, já não a ouvia há imenso tempo, no meio de uma sequência imensa de músicas do Ludovico Einaudi, que ponho a tocar sempre que quero ler. Não tem letra e é basicamente só piano, não há melhor… Durante pelo menos seis meses depois de o meu pai morrer, Einaudi foi a única música que consegui ouvir. Um ano ou mais de pausa e voltei a conseguir agora, recentemente.

O melhor de mim

Vai ligeiramente mais longe do que a comoçãozinha leve. O embargo da voz. Chega ao choro, quase convulsivo… Há frases pelas quais não consigo passar…

O truque é ouvir e cantar as vezes que forem precisas, até conseguir.

Ainda por cima, tenho voz para isto…

 

JAMMF aka King of Men…

19/07/2019

Sabem aquele sonho de todas as mulheres? Que os homens adivinhem que algo se passa? Tenho uma má notícia para vos dar.

Há um gajo que consegue…

Depois de Claire estar a olhar para ele, convencidíssima de que dorme, vira-se para o outro lado.

Is something troubling ye, Sassenach?” said a sleepy voice at my shoulder.

My eyes popped open.

“No,” I said, trying to sound equally drowsy. “I’m fine.”

There was a faint snort and a rustling of the chaff-filled mattress as he turned over.

“You’re a terrible liar, Sassenach. Ye’re thinking so loudly, I can hear ye from here.”

“You can’t hear people think!”

“Aye, I can. You, at least.” He chuckled and reached out a hand, which rested lazily on my thigh.“

In: Drums of Autumn, Outlander. 

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