Browsing Category

Uncategorized

Isto é muito sério

22/08/2019

Deixem por uns segundos de lado o maniqueísmo esquerda e direita, que não passa de mais uma dupla de opostos para vos controlar a cabeça, e pensem por vocês mesmos, sossegadinhos, no recesso do vosso lar.

E no que querem para os vossos filhos, sobrinhos e netos.

Contra a aberração que se segue, é assinar a petição. (O despacho é este)

A Juventude Popular (JP) defende intransigentemente a liberdade no quadro da dignidade da pessoa e do respeito pela natureza humana. Assim como esteve sempre na linha da frente pelo direito de cada um ser aquilo que quiser, pela protecção da autodeterminação de cada adulto, respeitando a diferença e afirmando a tolerância pelas opções individuais.

Não pode, no entanto, compadecer-se perante as investidas de aventureiros radicais que pretendem transformar o Ensino em Portugal na sua “rave” privada:

1- A coligação parlamentar das “esquerdas-em-geringonça”, aprovou a Lei n.º 38/2018 que prevê (i) a imposição do ensino da ideologia de género nas escolas públicas e privadas (ii) a abertura da escola portuguesa à intromissão do Estado e dos programas ideológicos dos partidos que sustentam o Governo.

2- Em pleno período de verão e sem sequer aguardar pela decisão do Tribunal Constitucional ao pedido de fiscalização, o Governo apressou-se a emitir um despacho que implementa e regulamenta a “Ideologia de Género” como doutrina oficial do ensino em Portugal.

3- Em particular, o absurdo ganhou corpo no Despacho n.º 7247/2019 que adopta medidas no sistema educativo para promover, entre outras desconformidades identitárias:
a) O direito de cada criança em escolher o acesso às casas de banho e balneários escolares “de acordo com a opção de com que se identificam”; 
b) A obrigação de formação de professores e pessoal não docente, no sentido de “impulsionar práticas” que visem ultrapassar as diferenças entre as características biológicas individuais – às quais o governo parece chamar de “imposição de estereótipos”; 
c) Nos casos em que existe a obrigação de vestir um uniforme, o direito a utilização de vestuário de acordo com a opção com que se identificam; 
d) Nos casos em que se torne necessário indicar dados de um documento de identificação, o direito da criança que essa indicação passe a ser realizada mediante a inscrição das iniciais do nome próprio que consta no documento de identificação, precedido do nome próprio adoptado face à identidade de género manifestada.

4- Já sabíamos que o Bloco de Esquerda era pródigo em manifestações esdrúxulas e caricaturais sobre a identidade biológica. O que se desconhecia era que o PS também andasse a reboque desta agenda pseudo-moderninha. A Escola não é um acampamento de verão do Bloco de Esquerda.

5- Estamos, uma vez mais, perante um ataque vil à liberdade de ensino e de educação, ao direito de livre desenvolvimento da personalidade dos jovens portugueses e ao direito dos pais educarem os seus filhos.

6- Hoje como no passado, a Juventude Popular opõe-se inteiramente à politização do sexo, à hipersexualização dos jovens e à concepção ideológica que adultera o ensino para construir um homem novo. Rejeitamos engenharia sociais que encarem as crianças como cobaias.

7- Para a Juventude Popular a tolerância e o respeito pela diversidade não se cultivam através de construções artificiais, teorias desordenadas e voláteis contrárias à ciência.

8- Não é aceitável que rapazes e raparigas sejam forçados a partilhar espaços da maior intimidade como são as casas de banho e os balneários. Não é admissível que os profissionais da escola sejam doutrinados e obrigados a impor esta nova ideologia de género aos seus alunos, que fere tão gravemente os direitos do desenvolvimento das crianças. Não é concebível que se procure à força abolir as naturais diferenças entre meninos e meninas. Não pode o governo brincar com a identificação e nome das pessoas, transformando a sala de aula no subjectismo mais caótico. Não deve o Governo coarctar a autonomia de um estabelecimento de ensino estabelecer as suas regras de uniforme consoante critérios objectivos. Não é tolerável que uma lei decrete a opressão das maiorias pelas minorias.

9- A Juventude Popular vem exigir ao Conselho de Ministros que suspenda, com urgência e efeitos imediatos, a aplicação do Despacho n.º 7247/2019, até que o Tribunal Constitucional se pronuncie a respeito da constitucionalidade deste inusitado Despacho e da Lei nº 38/2018. Se assim não o fizer, a JP intentará uma acção, via judicial, contra a aplicação das normas presentes nestes diplomas.

Por Francisco Rodrigues Dos Santos

Melhor de mim

09/08/2019

Há várias músicas que canto até à exaustão. Até afinar a voz, atinar com os tempos, me conectar completamente, conseguir chegar até ao fim sem me comover.

Foram mudando ao longo dos anos…

E umas são mais fáceis, como o Winner, o Lay all your love on me, o We walk the same line, o The Look of Love, o Say a little Prayer, o By your side, o To know him is to love him…

Outras mais difíceis, como o Last time I saw Richard…

O desafio do momento é esta

Que acabou de me apanhar de surpresa, já não a ouvia há imenso tempo, no meio de uma sequência imensa de músicas do Ludovico Einaudi, que ponho a tocar sempre que quero ler. Não tem letra e é basicamente só piano, não há melhor… Durante pelo menos seis meses depois de o meu pai morrer, Einaudi foi a única música que consegui ouvir. Um ano ou mais de pausa e voltei a conseguir agora, recentemente.

O melhor de mim

Vai ligeiramente mais longe do que a comoçãozinha leve. O embargo da voz. Chega ao choro, quase convulsivo… Há frases pelas quais não consigo passar…

O truque é ouvir e cantar as vezes que forem precisas, até conseguir.

Ainda por cima, tenho voz para isto…

 

JAMMF aka King of Men…

19/07/2019

Sabem aquele sonho de todas as mulheres? Que os homens adivinhem que algo se passa? Tenho uma má notícia para vos dar.

Há um gajo que consegue…

Depois de Claire estar a olhar para ele, convencidíssima de que dorme, vira-se para o outro lado.

Is something troubling ye, Sassenach?” said a sleepy voice at my shoulder.

My eyes popped open.

“No,” I said, trying to sound equally drowsy. “I’m fine.”

There was a faint snort and a rustling of the chaff-filled mattress as he turned over.

“You’re a terrible liar, Sassenach. Ye’re thinking so loudly, I can hear ye from here.”

“You can’t hear people think!”

“Aye, I can. You, at least.” He chuckled and reached out a hand, which rested lazily on my thigh.“

In: Drums of Autumn, Outlander. 

Retorno

18/07/2019
A vantagem da interpretação em relação à tradução é que na primeira temos o retorno que não temos na segunda.
No limite, sabemos que fazemos um bom trabalho porque as duas pessoas que não falam a mesma língua estão a entender-se.
Às vezes, temos retorno verbal e direto.
Ontem foi uma dessas, num caso particularmente difícil.
You did an amazing job.
E, antes de desligar, ouvi-o dizer: o interprete (I get that a lot… O…) had the most Portuguese wicked accent I’ve ever seen.
Não conhecia a versão boa da palavra wicked, que quer dizer: of exceptional quality or degree.
Made my day.
Que terminou numa private session com a Elza Soares, a maior (e a melhor) feminista do Brasil.
Grata ao meu querido amigo Rafa Barreto pelo show, hei de cá vir falar dele, e pelo presentão final:
Elza e copos.

Oeiras

10/07/2019

Caro Isaltino,

Posso chamá-lo caro?

Os munícipes de Oeiras, que têm a felicidade e a inteligência de morar junto ao mar, agradecem o passeio marítimo, construído durante um dos seus mandatos antigos.

Onde se desaconselha andar de bicicleta durante as horas de maior fluxo, e ainda bem. Imagino que seja porque não se pode cobrar licenças a ciclistas para circular na via pública.

O passeio marítimo está cheio de ordens inúteis – ser adulto e maduro é não aceitar que ninguém lhe diga o que fazer, fazer o que quiser e viver com as consequências – uma delas, recente, que nos diz para parar no passeio. Em cujo piso o senhor mandou escrever que é para andar.

Alguém aqui é esquizofrénico e não sou eu…

Acontece que as pessoas frequentam os passeios marítimos precisamente por poderem correr e andar sem terem de respirar monóxido de carbono o tempo todo. Não sei se se deu conta disso, mas é precisamente por isso que as pessoas se dão ao trabalho de os frequentar.

Caso contrário, corriam em casa, ou na segunda circular…

Qual não é o meu espanto, quando me dou conta, ontem, que o passeio marítimo começa a encher-se de veículos de comida.

Ontem era uma motoreta a vender gelados, e a poluir o ambiente. Tanto pelo som do motor, como pelos fumos do tubo de escape.

Hoje era uma van, a vender pizas ou lá o que é, ligada a um gerador. Que fazia um barulho insuportável e que também não deve ser das melhores coisas para o ambiente.

Senhor, acredito que as licenças que esta gente lhe paga lhe dão jeito. E que se os munícipes que o elegeram não protestarem, daqui a seis meses temos de pedir licença aos vendedores de tudo e mais alguma coisa para passar. Ou a feira de Carcavelos ali montada.

Tenha paciência, reveja lá isso.

Não se esqueça, o passeio é nosso.

Melhores cumprimentos,

Acabou o Patricarcado

Years and Years

23/06/2019

Andava há que tempos para escrever sobre Years and Years.

Nada como ver

Pareceu-me ler que era o final. E pela forma como o episódio decorre e acaba, tudo indica que sim.

Que pena…

As melhores séries são sempre as mais curtas… E Years and Years é decididamente a melhor que vi, dentro do tema. Excelente.

Na HBO, claro.

Prémio

19/06/2019
A empresa onde trabalho dá um prémio jeitoso por assiduidade perfeita, por mês. Prémio esse que é sorteado entre a percentagem dos dez mil trabalhadores da multinacional, só em Portugal, que tem uma assiduidade perfeita.
Dificilmente faria sentido para um britânico ou um europeu do norte. A quem não passa pela cabeça chegar atrasado ou faltar ao trabalho.
Um prémio por fazermos a nossa obrigação.
Não são precisos requisitos especiais, capacidades específicas a não ser a de cumprir horários.
É esse o mérito.

Ainda me lembro bem de a minha mãe me responder, depois de uma boa nota, não fizeste mais do que a tua obrigação.

Soube hoje que, no mês de março, fui eu a vencedora.
A coordenadora disse que era merecido. Afinal, há compensações e das boas para não fazermos mais do que a nossa obrigação.
Entre ingleses e alemães, ganhou uma portuga.
Papai havia de ficar orgulhoso. Na falta do pulitzer, é o que se pode arranjar.
error: Content is protected !!