Artist’s Date* – The End

30/12/2017

Foi um desafio e tanto e estou muito contente por tê-lo cumprido. À minha maneira, subvertendo as regras, como compete a qualquer artista digno desse nome. A imagem abaixo reflete o que este desafio me trouxe: o compromisso de tentar conviver com os opostos, unindo-os. Para que a magia aconteça e nenhuma parte de mim fique a gritar por clemência.

arte

Aqui ficam os últimos:

Foram os meus sobrinhos por mim. Orgulhosa de saber que o mais velho tem o mesmo amor pelos palhaços que eu, acha-os super irritantes. E que nutre pelos trapezistas o mesmo fascínio. Quando era pequena, sonhava ser trapezista.

Artist’s Date 357/365 – Go to the circus (26 Dez.)

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Having the biggest pumpkin isn’t always the best for you É assim com o peso, a profissão, as emoções, os afetos. A receita é individual, não coletiva. E muda com o tempo.

Há um livro, do qual talvez já tenha falado, que é a bíblia das mulheres.

Chama-se corpo de mulher, sabedoria de mulher.

É escrito por uma psicóloga, cobre todas as questões de saúde de todas as fases das mulheres. E despertou em mim o absoluto respeito e até reverência por todas elas. Que fomos perdendo ao longo do tempo, para a supremacia do masculino, acabando por nos masculinizarmos também.

Diz que, com a minha altura e a minha idade, o meu peso saudável deveria ser 63kg. Mesmo não considerando a genética, que tem uma influencia imensa no nosso corpo, concordo com ela. No entanto, esse peso ser-me-ia desconfortável se tivesse menos 15 anos nas costas.

Esta não é uma boa altura para me pesar, mas os meus planos de não beber álcool e não comer fritos ou açúcar até ao Natal deram bons frutos. Estamos no bom caminho.

Artist’s Date 358/365 – Repot a plant (27 Dez.)

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Acontece-me imenso, a toda a hora. Sentir começar a nascer uma ideia na minha cabeça. As frases vêm soltas. Antes, corria para as escrever. Agora, espero que o inconsciente me mostre que vale a pena. Quando não consigo deixar de ser bombardeada com o assunto, é porque vale. Quando me sento para escrever, sai tudo de uma vez. O processo criativo, como tudo quanto é produto do inconsciente, só acontece com a permissão do ego, que é quem nos diz que estamos prontos para enfrentar o que vier. Os conteúdos estão devidamente integrados na consciência e não mais nos ameaçam ou condicionam. Com a projeção alheia podemos bem, por sabermos que não é problema nosso e por isso não nos condicionar ou castrar.

We come up a creative jump, run out from it like a skittish horse, then circle the field a few times before trying the fence again. 

Artist’s Date 359/365 – Mend your socks (28 Dez.)

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Comprei antes uma capa de telemóvel, já com brilhos.

Artist’s Date 360/365 – Buy a new broom and decorate it with sparkles. (29 Dez.)

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Era o meu lugar preferido para estar num parque infantil. Voava alto nos baloiços e às vezes tenho imensa vontade de o voltar a fazer. Mas os baloiços hoje em dia são cheios de proteções e demasiado pequenos para o meu rabo de adulta. Acho lamentável.

Artist’s Date 361/365 – Make Ride a Swing (30 Dez.)

*Todos os dates do livro foram feitos, percorri-os um a um. Devo ter-me enganado na contagem ao publicar.

 

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