Culloden Moor

04/11/2019
No cinema, quando chove, é sinal de que vai haver uma mudança. 

A caminho de Culloden Moor, choveu. Na volta, enquanto espero pelo autocarro para me levar de volta a Inverness, chove. Copiosamente. Mas não caiu uma gota de água durante todo o tempo em que percorria o campo de batalha de Culloden à procura da pedra do clã Fraser.

A prayer for you, Jamie Fraser.

Enquanto esperava pelo autocarro para ir, comovi-me.

Não sei se foi por ter esperado por isto tanto tempo, se porque as Terras Altas mexem comigo mais do que estava à espera.

É inexplicável, a não ser pelos arquétipos.

Sempre que nos comovemos sem motivo aparente, sem nada que o justifique, mesmo quando já deixámos de tentar entender ou justificar, e apenas nos limitemos a sentir, e a deixar as lágrimas correr.

Algo nos toca, muito além do ego, do intelecto e da consciência.
Sentimos que temos de ir a um lugar específico, nada nesta vida que o justifique, e essa ideia não nos larga.
Há um arquétipo que foi constelado.
Está a ser vivenciado.

 Também eu devo ter deixado aqui um guerreiro escocês do século 18.
E isso talvez explique o meu fascínio pela Escócia.
Outlander é apenas um símbolo, só veio dizer-me: agora é a hora.
 
Não consigo parar de chorar e não há um escocês jeitoso para me distrair.
 
Muito obrigada, Mariana. Não sei se estaria aqui se não tivesse falado contigo ontem…
Sabia que tinha de vir, mas o teu incentivo fez-me dar o passo em frente.
 
Consigo fazer tudo o que estiver na minha mão, desde que me segures na outra.
 
Seja quem for que ma segurou, talvez tu, pai, obrigada, obrigada, obrigada. 
 
Quando acabei de escrever, parei de chorar e parou de chover…

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