Porquê os Arquétipos

Os arquétipos são predisposições poderosas e invisíveis que regem emoções e comportamentos, afetando o trabalho e os relacionamentos.

São potenciais (universais) e estão ou não ativados. Caso em que estão presentes especificamente em nós, funcionando de forma consciente ou inconsciente (à nossa revelia).

Conhecer os arquétipos, a forma como atuam e o que os caracteriza, é uma oportunidade que nos damos de melhorar a autoestima e o sentido de adequação às necessidades do coletivo. Sem violarmos, matarmos ou castrarmos a nossa essência. O mais profundo e autêntico de nós. Que, quando negado ou reprimido, é grande causador de dor e conflito.

É, portanto, uma das abordagens possíveis para resolver conflitos.

Sendo padrões de personalidade universais, falam todas as linguagens, criativa, simbólica (visual), emocional, intelectual, e por isso o entendimento é acessível a todos os tipos de aprendizagem e interiorização de conteúdos. arquétipos

Um dos mitos que simboliza o conflito que advém da aparente incompatibilidade entre os desejos e necessidades individuais e os estereótipos em conformidade com o coletivo é o de Procusto. Que, às portas de Atenas e em jeito de portagem, obrigava todas as pessoas que quisessem entrar na cidade a deitarem-se numa cama, que tinha sempre o mesmo tamanho. Se acaso sobrasse espaço, seriam esticadas até corresponderem exatamente ao tamanho da cama. Se fossem maiores, veriam as suas pernas cortadas para na cama caberem.

Isto é o que o coletivo faz com o indivíduo. Não me ocorre simbolismo mais poderoso do que o cortar de pernas para caber no que alguém decide que é aceitável, correto, certo.

Mais óbvio só cortarem-nos as asas…

Se tomarmos por exemplo o tema da traição, dependendo do arquétipo que nos rege, a nossa reação é diferente.

Assim:
Zeus iria querer matar o homem;
Apólo a mulher;
Hermes iria querer saber os detalhes;
Hefesto optaria por expor os dois amantes ao escrutínio da sociedade.

Conhecer os arquétipos ativados em nós, e nos outros:

  • proporciona melhorias nos relacionamentos, já que nos entendemos melhor e aos motivos pelos quais reagimos como reagimos;
  • é um meio que nos permite fazer escolhas mais conscientes, de acordo com a nossa verdadeira personalidade e essência;
  • torna-nos mais autênticos ao dar-nos uma liberdade maior para desenvolver traços e potenciais que são predisposições inatas e por isso completamente fieis à nossa natureza, diminuindo assim os conflitos internos.
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