Da megalomania de cada um, só cada um sabe.

01/05/2017

Quando gosto muito de uma música, de a cantar – a várias vozes, melodiosa ou poderosa, soltando a voz, para infortúnio dos meus vizinhos – e que tenha potencial amoroso e romântico, o que significa necessariamente que a ouço e canto até à exaustão, inevitavelmente me ocorre se seria música que cantaria a um gajo com quem me casasse, no dia em que o fizesse, à frente de toda a gente.

Megalomania

Acontece há muitos anos e já foram algumas.

Da maioria não me lembro e há de ter havido outras tantas, mas sei que uma época foi o We Walk the Same Line dos Everything But the Girl. Depois dessa, já foi o Lay All Your Love on Me, dos Abba, o Lean on Me, do Bill Withers, na versão da Glee, o By Your Side da Sade, o For Once in My Life, do Stevie Wonder, o Winner, dos Pet Shop Boys, o The Look of Love, da Diana Krall e ontem ocorreu-me que o Can’t Take My Eyes Off of You, da Gloria Gaynor, teria potencial para ser um sucesso. Conforme o nível de entusiasmo com que estivesse, pode ser que desatasse a cantá-la, à Gloria, por aí fora.

Nasci nos anos 70, sou filha do Disco Sound, com orgulho.

E é assim que distraio a cabeça. Há quem arquitete planos para dominar o mundo; exterminar metade do planeta; dizimar povos; erradicar nações; ditar as regras segundo as quais o mundo havia de se regular.

Eu fantasio com as músicas que cantaria ao gajo com quem me casaria, no dia em que oficializássemos a nossa união. De surpresa, à frente de toda a gente.

Às vezes também penso no que diria se ganhasse um Oscar…

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