Dixit

08/08/2019

Um dia destes, num jantar, descobri o jogo da minha vida, criado a pensar em mim, de certezinha. Chama-se Dixit e consiste num baralho de cartas com imagens muito inconsciente coletivo. Ganha quem primeiro fizer 30 pontos.

Das duas vezes que jogámos, ganhei. Com vantagem considerável.

Como qualquer pessoa, gosto muito de ganhar e pouco de perder.

No entanto, o que me deu particular gozo não foi só ganhar. Foi ganhar um jogo como este…

Todos começamos com 6 cartas

E cada um de sua vez joga uma carta voltada para baixo e dá-lhe um título. Os outros escolhem, de entre as suas cartas, a que mais se pode assemelhar àquele título.

Ganhamos pontos se adivinharem qual é a nossa carta, mas também ganhamos se outras pessoas apostarem numa carta que não é a de quem jogou. Isto é particularmente incrível. Quer dizer que a nossa carta é tão boa, e a nossa intuição também, que os outros acreditam ser a primeira carta lançada. E não ganhamos ponto algum se toda a gente adivinhar a nossa carta ou se ninguém adivinhar.

A carta que joguei na vez de outra pessoa dar o título foi várias vezes a carta escolhida, por três pessoas. Éramos 5. (Obviamente, a pessoa que deita a carta e escolhe o título não aposta… E nunca votei na minha própria carta.)

O que quer dizer que toda a INFP que há em mim e todo o Jung que me define estão a fazer um excelente trabalho.

No que ao simbolismo diz respeito.

Tudo é símbolo ali. E se ajuda eventualmente conhecer as pessoas com quem estamos a jogar, ao mesmo tempo não tem muita importância… A única pessoa que me conhecia ali raramente adivinhou as minhas cartas. Por outro lado, houve uma conexão grande entre mim e o Vinícius, senti-a assim que o vi entrar.

E confirmou-se no jogo.

Disse-me o Vinícius, que trouxe as cartas, que ao fim de três ou quatro jogos começa a rolar um bagulho muito louco de conexão inconsciente entre os presentes. Lamentavelmente, não chegámos lá. Já passava das duas da manhã e eu trabalhava no dia seguinte…

Simbolismo e conexão inconsciente…

Não descanso enquanto não tiver todos os baralhos do mercado. Até nisso o Vinicius acertou, com alguma graça.

Parece que há um tabuleiro, mas não é preciso. Basta saber as pontuações e ter as cartas. Que ainda por cima são giras, giras. E altamente inspiradoras.

Em havendo dúvidas do que me oferecer, já sabeis…
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