E se perdermos?

15/06/2018

Não sei em que momento da sua História, Portugal começou a ter medo de existir. Entre os Descobrimentos e os dias de hoje, houve alguma coisa que se firmou no inconsciente coletivo português que faz que nos mantenhamos na média, na linha de água, a acharmos que precisamos de um pai, bons alunos, co-dependentes. Não sei quem nos convenceu de que somos pequeninos, que não merecemos bater-nos pelo que acreditamos, que a culpa é nossa por sermos fracos, que não conseguimos, que não chegamos mais longe, que não podemos.

Não sei quem nos convenceu a ter medo do sucesso, a ser preguiçosos, a fazer o mínimo para nos safarmos. Não sei quem nos convenceu de que ser bom é mau e o que é bom é ser desgraçadinho, de que não seremos gostados se formos bons, de que a preguiça é uma virtude e o chico espertismo uma qualidade. Não sei em que momento nos esquecemos das nossas qualidades, dos nossos talentos, do que somos bons a fazer. Não sei em que momento deixámos de o ser, desistimos de nós.

rapazes

Não temos de ser os melhores do mundo, da Europa, da turma, do bairro. Mas temos o dever e a obrigação de sermos o melhor que conseguirmos, de fazermos o melhor que pudermos com o que temos, frase que não me tem saído da cabeça ultimamente. E sermos reconhecidos por isso. Não nos temermos, não deixarmos que o monstro limitador e preguiçoso que mora na nossa cabeça nos defina. Mesmo que tenhamos de perder alguém pelo caminho, se perdermos, é porque não nos faz falta.

O que nos faz mal não é não sermos os melhores, é não fazermos por termos medo do resultado, por acharmos que não merecemos fazer o que gostamos, o que nos apetece, porque não sei que infeliz dos infernos determinou que a virtude está no sacrifício. Não está. O sacrifício por interposta vontade só causa amargura. O sacrifício pela nossa causa do coração torna-se parte do processo e dá até prazer. A frustração vem daí, de não fazermos o que queremos, de fazermos o que achamos que o mundo espera de nós. Que se lixe o que o mundo espera de nós, o seu julgamento.

Às vezes só precisamos que alguém acredite em nós, veja o que no momento não conseguimos ver e nos diga um simples: vai. Ou: tu és bom, tu fazes isso bem. Não que faça por nós, mas que nos ajude a querer fazer.

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E o Moutinho, que nunca mais iria voltar a ter confiança num campo de futebol, levantou-se, bateu o penalty e marcou golo.

Se dúvidas houvesse na qualidade do Cristiano enquanto capitão, estão esclarecidas. Um líder é isto, é alguém que conhece as qualidades e as limitações das pessoas com quem forma uma equipa e puxa por elas na hora certa. As relembra das suas qualidades, voltando a fazê-las olhar para essas valências e a acreditar nelas. É alguém que pensa no resultado final, e não na possibilidade de outra pessoa que não apenas ele ter sucesso.

A grande queixa em relação ao Cristiano, para além da inveja recalcada que está por trás, por ter aquele corpinho e por ser o melhor do mundo no que se propôs fazer com a vida dele, é ser convencido. Acusam-no de falta de modéstia. Se somos bons, não precisamos de o dizer, fica mal elogio em causa própria e mais não sei quê. As pessoas esquecem-se de onde vem. E muito bom é ele. Qualquer outro nas suas condições teria virado traficante ou alcoólatra. De resto, antes falta de modéstia do que falsa modéstia. A falta de modéstia só cai mal a quem não é bom, a quem se acha, sem ser, a quem é um completo sem noção. Se há coisa que o Cristiano não é é sem noção.

E, pessoalmente, se tiver de escolher entre falsa modéstia e caráter, escolho caráter, que é coisa que não lhe falta. Se não fosse assim, jamais teria feito por Moutinho o que fez. Se não fosse assim, não tinha chegado onde chegou. Precisa daquilo, mas, lá está, ao contrário de muitos, chega ao campo e mostra o que vale. Diz o que diz de si mesmo porque todos os dias luta por isso. Continua a ser o primeiro a chegar e o último a sair dos treinos. Nada, nada lhe subiu à cabeça. Continua a traçar metas, objetivos, a bater recordes. Continua a provar a ele mesmo que é o melhor do mundo, até parece que não acredita.

O que o: “Se perdermos que se foda” quer dizer é que tentámos, demos a cara, não fugimos à responsabilidade, ao propósito.

Há uma diferença entre o tu não vais conseguir e o tu consegues. O que isso provoca no cérebro de quem tenta faz a diferença na hora H.

Há uma diferença entre ter um país inteiro a dizer mal de nós, um mundo inteiro a criticar um jogador de futebol, a dizer dele as maiores barbaridades sem sequer o conhecer, mesmo sabendo-se o que se sabe das suas qualidades humanas, a desmoralizá-lo, e ainda assim ele mantém a confiança e se dá o direito de dizer: se perdermos, que se foda, Porque sabe que pode, que fez tudo o que podia. Que foi além do que parecia apenas possível para fazer disso realidade.

E é por isso que o Que se Foda do Cristiano Ronaldo é importante. Seguido de um: seja o que deus quiser.

O que nós precisamos, enquanto povo, é de mais: que se foda, seja o que deus quiser. O que interessa é fazer, é tentar, é não ficar com a dúvida, é não nos convencermos de que não somos capazes sem sequer termos tentado. É pararmos de acreditar e de nos convencermos de que não conseguimos, não chegamos, não somos suficientes, os outros são mais fortes do que nós. E a cada um que é capaz, nos dedicarmos a odiá-lo, criticá-lo, invejá-lo porque ele nos lembra a toda a hora que nós não tentámos.

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Essa é a grande diferença entre o Cristiano Ronaldo e os outros: ele concentra-se nele, em vez de se limitar a dizer mal dos outros e de os responsabilizar pelo que for, faz o melhor que consegue com o que tem, com a humildade de se rodear de quem pode ajudá-lo a chegar mais longe e a inteligência de quem sabe o que quer. Tem tudo controlado, desde a alimentação às horas de treino. E chega ao campo e faz o que pode, por si e pela equipa. Se fosse outro já se teria nacionalizado por outro país qualquer. Mas não, é ele, é português com orgulho, dá a cara e o corpo pelo país onde nasceu, sem esconder as origens, com braveza e valentia, apesar de tudo e de todos.

Do que os portugueses precisam é do espírito do Cristiano Ronaldo no coração e na cabeça. E se perdermos, que se foda.

*Julho 2016

  • Tiago 07/07/2016 at 17:36

    Texto maravilhoso. Se aplica aos brasileiros e a um bocado do mundo. Que se foda, tentamos!

    • Isa 07/07/2016 at 17:45

      ISSO!

  • Renata 08/07/2016 at 04:48

    Sensacional.
    Que se foda.
    Vamos lá.
    Vamos com tudo.

    • Isa 08/07/2016 at 10:54

      Isso <3

  • Silvia 08/07/2016 at 13:00

    WOW! Obrigada.

    • Isa 08/07/2016 at 14:30

      My pleasure :)

  • Guilherme Moreira 08/07/2016 at 17:24

    Que texto. Sensacional.

    • Isa 08/07/2016 at 17:33

      Valeu, Gui.

  • Tina Lopes 08/07/2016 at 18:13

    Eu já reli e cada vez acho um trecho de que gosto mais. <3

    • Isa 08/07/2016 at 18:18

      Que lindo… <3 Valeu, querida, inclusive pela partilha, viu? Bjo

  • Fernanda Carla de Castro 08/07/2016 at 19:10

    Muito bom, passei 10 dias em Portugal e voltei super apaixonada por esse pequenino gigantes país.

    • Isa 08/07/2016 at 21:11

      Volta de novo, Fernanda :) Bjo

  • Luciana Nepomuceno 08/07/2016 at 19:23

    Eu estava relutante em vir comentar o post porque não penso bem nem sei escrever longe do meu próprio notebook (eu sei, sou estranha). Porém não conseguiria ficar sem dizer que seu post me emocionou. E muito. Eu pouco pensava em Portugal, pouco mais do que clichês e livros, até 2010. De lá pra cá tenho sentido sua pulsação no meu pulso. Sempre que vou para os lados de Belém e vejo o mapa das descobertas desenhado ali, no chão, fico impressionada como um país que esteve em todo lado do mundo de repente silencia. Cristiano Ronaldo foi uma exceção nesta minha relação com Portugal. Sou absolutamente apaixonada desde 2004. Seu talento, sua coragem, sua percepção de si, sua capacidade de se superar, tudo isso sempre me comoveu e me fez acompanhar com carinho sua trajetória. Ver este tricõ que fizeste entre Cristiano e o que a Portugal anda a faltar em alma fez deste texto uma leitura-semente. Quanto mais penso nele, mas o sinto crescendo, provavelmente baobá, em meu peito. Obrigada.

    • Isa 08/07/2016 at 21:13

      Querida, obrigada eu, adorei o teu comentário e vou-te contar um segredo, adoro pessoas estranhas, eu mesma sou estranhíssima, e tenho até um certo orgulho nisso, pior que estranha, só normal, deus me livre… Bjo

  • Diana 09/07/2016 at 12:32

    Mai nada!!! Quem sabe, sabe.

    • Isa 09/07/2016 at 23:35

      ;)

  • Helena Varregoso 09/07/2016 at 13:03

    Sou portuguesa, tenho orgulho de o ser: pelo nosso Património, pela nossa Historia, que desde sempre foi Grandiosa e é Longa. Sempre fomos destemidos, aventureiros, guerreiros sem medo. Não me considero menor em relação aos outros, pelo contrário. Se os outros nos consideram pequenos é porque desde há muitos anos tem havido pessoas indignas dos nossos antepassados. São essas pessoas que fazem com que os outros (e muitos de nós) nos julguem inferiores.
    NÃO, NÃO SOMOS!!!!!
    Para mim Portugal foi, é e sempre será superior a todos!

  • Fernando Letra 09/07/2016 at 15:00

    Ainda se vai tornar palavra de ordem amanhã: se perdermos, que se foda!!!

    • Isa 09/07/2016 at 23:38

      Isso mesmo, Fernando ;)

  • Jose Miguel Costa 09/07/2016 at 15:05

    Um texto fantástico. Parabéns

    • Isa 09/07/2016 at 23:38

      Obrigada :)

  • MIGUEL BRANDAO 09/07/2016 at 16:39

    Parabéns. Aqui do Brasil….apenas trocaria as referências nacionais e aplicaria a realidade de cá!

    • Isa 09/07/2016 at 23:38

      Pois é, Miguel, me surpreendeu a repercussão que teve no Brasil :)

  • Rui Martins 09/07/2016 at 22:33

    Belo texto! Valeu a pena ler até ao fim. Obrigado!

    • Isa 09/07/2016 at 23:39

      Obrigada eu, Rui :)

  • Ines 09/07/2016 at 23:46

    Excelente lição de vida. Dá vontade de levantar e desatar a marcar “golos”.

    • Isa 10/07/2016 at 00:04

      ;) é isso mesmo, Inês, vamos a eles :)

  • Jonas Cabanas 10/07/2016 at 04:01

    Enjoyed reading. Fuck it all. Worrying about poop I mean.

  • Jose Costa Jorge 10/07/2016 at 05:37

    Herois do mar! Nobre povo nacao valente e imortal! Grandes! Sempre!

  • Victor Amorim Guerra 10/07/2016 at 10:13

    Verdadeiramente eficaz este texto. O ritmo, as ideias que nos trazem memórias, um morder da própria lingua e o maravilhoso: “Ela tem toda a razão!”
    Parabéns Isabel Duarte Soares. Um abraço de Luanda, Angola

    • Isa 10/07/2016 at 10:29

      Grande abraço, Victor.

  • celeste Martins 10/07/2016 at 12:13

    Emocionei-me ! Um texto magnifico e que nos deixa uma lagrima no canto do olho ! Ronaldo até parece o “motor” dum Pais que, às vezes, se apouca na tal apagada e vil tristeza. Obrigada pela bela prosa e pela ideia que lhe é subjacente ! Neste momento e neste dia não haverá português que não se emocione e se empolgue na perspectiva de uma vitória. Aqui o futebol é um veiculo que nos une num incondicional apoio aos 23 guerreiros ! E o exemplo de Ronaldo é inspirador para novos e velhos. Bem haja e que hoje a festa dure até de madrugada e se prolongue em motivação e orgulho !

    • Isa 10/07/2016 at 12:18

      Obrigada, Celeste. E como diria um sábio nestas coisas da bola, para um país tão pequeno geograficamente, com tão poucos habitantes, comparado com outros, e que tantas vezes está presente em fases finais de campeonatos do mundo e da Europa de futebol, nós temos de perceber alguma coisa disto, somos inclusive bons, nesta coisa de dar chutos numa bola. E se ela, a bola, e ele, o Cristiano, servem para nos unir enquanto povo, sempre tão autocrítico, venham eles. Que a festa seja brava hoje, viva nós :) Grande abraço.

  • Marta 10/07/2016 at 14:54

    Wow,exactamente o que eu penso.
    Quando nos pararmos de pensar que somos pequeninos e miseráveis de certeza que iremos muito mais longe.
    Obrigada pelo texto.

  • Afonso Chaby 10/07/2016 at 15:34

    Por mero acaso tropecei neste texto. E que bela surpresa tive. Li-o sem interrupções, de um fôlego só, tão lúcido e ao mesmo tempo tão motivador ele é. Tive a ousadia (espero que não leve a mal) de o partilhar com os meus amigos através do Facebook, e vou passar a estar atento ao seu blog na expectativa de mais surpresas tão saborosas como esta foi.

    • Isa 10/07/2016 at 15:46

      Obrigada, Afonso, pelo comentário e pela partilha, e volte sempre, sim :). Grande abraço

  • Maria Monteiro 10/07/2016 at 16:39

    Subscrevo do princípio até ao fim.
    Belo texto!

  • Maria Monteiro 10/07/2016 at 16:42

    Ah… esqueci-me de dizer: – não tenho website, mas partilhei no facebook, sem mesmo pedir licença ;)

    • Isa 10/07/2016 at 16:48

      Ahahahahah, Maria, fez muito bem ;) Grande abraço.

  • André 10/07/2016 at 17:39

    Pois… tenho de admitir. É tudo verdade! “Por acaso” li o link partilhado por uma pessoa “especial”. No fundo, ela dizia-me isto vários anos seguidos. E eu nunca entendi, ou tive medo de entender.
    Não ligo muito a futebol. Prefiro jogar do que ver. Nunca compreendi o Cristiano. Sempre o achei… Mas, este campeonato e alguma imagens, estão ajudar-me a compreende-lo.
    Também me considero um “misfit”.
    Mas como alguém disse. Eles riem-se de mim por ser “diferente”. Eu rio-me deles por serem todos iguais.
    É um dever de cada um dar o seu máximo. É a nossa obrigação para com a criação.
    Vou subscrever! ;)

    • Isa 10/07/2016 at 17:42

      Que maravilha de comentário, André. “É nossa obrigação para com a criação”, é isso mesmo. E é como disse à Luciana ali em cima, pior que ser diferente, é ser normal. Grande abraço.

  • MGranado 10/07/2016 at 18:03

    Fiquei com a voz rouca de ler o teu texto: agora digo eu hoje: “Que se foda e que seja o que Deus quiser.” Se não ganharmos hoje esta selecção ganhou um capitão, um homem a quem admiro muito e satisfação de milhões de portugueses a dizerem obrigado por nos terem feito acreditar.

    • Isa 10/07/2016 at 18:09

      Já ganhámos tudo, independentemente do resultado de hoje. Mas vamos lá, batermo-nos como gente grande e #QSFD ;)

  • jose gomes 10/07/2016 at 18:42

    Os meus sincéros parabéns por este magnífico texto. Sem tirar nem pôr, pura realidade. Bem haja.

    • Isa 10/07/2016 at 18:45

      Obrigada, José. E vamos a eles :)

  • Maria Elisabete Machado 10/07/2016 at 19:09

    Lindíssimo texto! Recuso-me a baixar os braços todos os dias e tenho aqui um texto que irei, de certeza, utilizar nas minhas aulas. Cristiano Ronaldo e tudo o que ele representa ( trabalho, esforço, persistência, humildade, sim, muita humildade!) é não raras vezes recordado nas minhas aulas para chamar a atenção dos muitos “Cristianinhos” e “Cristianinhas” que me dizem demasiadas vezes que não conseguem, não são capazes. Ora, muito provavelmente, irei iniciar o meu próximo ano letivo com este seu texto, pois se, por um lado, me encheu de orgulho em ser portuguesa, por outro recordou-me os meus queridos alunos que também têm medo de falhar, quando o mais importante é tentar com todas as forças. Obrigada.

    • Isa 10/07/2016 at 19:38

      Minha querida, as suas palavras emocionaram-me, como me têm emocionado as reações por esse mundo fora a este meu texto. Obrigada a si. E se as minhas palavras inspirarem nem que seja um dos seus alunos, então já todos ganhámos. Um grande abraço e obrigada eu.

  • Gerdson 10/07/2016 at 19:11

    Sensacional o texto ! :)

  • Maria Monteiro 10/07/2016 at 22:06

    Acabei de publicar, no facebook da Selecção Nacional Portuguesa, este seu texto, com a dedicatória:
    “Para ti, Cristiano Ronaldo”

  • Maria Monteiro 10/07/2016 at 22:13

    O “feissebuque” não quer nada comigo nem com links :( Que ódiooo…

    • Isa 11/07/2016 at 19:05

      acho que a própria página deve bloquear links para outras páginas ;) muito obrigada de qualquer maneira.

  • ana cristina fortunato 11/07/2016 at 16:07

    Olá! Muito bom .
    Não me canso de ler e já o partilhei
    Muito obrigada
    Cristina

    • Isa 11/07/2016 at 16:12

      Obrigada, Cristina ;)

  • Elsa Morgado 11/07/2016 at 18:45

    Obrigada por colocar em palavras o que há muito também me vai na alma. Ainda ontem à tarde, de visita ao Museu de Arte Antiga em Lisboa, ao olhar para os Painéis de São Vicente, mais precisamente para a figura do Infante D. Henrique, me ocorreu que desde os Descobrimentos que o nosso Portugal anda “desinspirado”. Ainda bem que o Cristiano Ronaldo nasceu. É que o país estava mesmo a precisar dele

    • Isa 11/07/2016 at 19:08

      Sim, Portugal estava a precisar de um herói, dos que não desaparece numa manhã de nevoeiro, mas que se bate até ao fim, o mais que pode, por ele e pelo seu país. É um exemplo de determinação e uma inspiração para todos nós. :)

  • Carlos CRS 14/07/2016 at 19:36

    Oi ISA.
    Parabens pelo seu fantástico texto!
    Apenas uma achega.
    Portugal não é um país pequeno na Europa: somos o 16º país europeu em termos de território ou de população. A titulo de exemplo somos maiores que a Suécia, Noruega, Dinamarca, Suíça, Finlândia, Bélgica, Escócia, Pais de Gales, Luxemburgo entre outros(Por favor ver wikipedia). Cito estes porque todos eles, sendo mais pequenos, são países “ricos” e muito superiores ao nosso Portugal, em todos os aspetos.
    Os portugueses, em geral ignorantes, desculpam-se com “o sermos um país pequeno” para justificarmos as nossas “fraquezas” em particular a nossa incompetência e deitar as culpas das nossas maleitas e atraso, em particular mas não só, para os países do centro e do norte da Europa: as nossas elites de “merda e corruptas” batem palmas quando ouvem alguém dizer que somos “um país pequeno” pois tal iliba-as (as elites) das suas responsabilidades, incompetências e corrupção!
    E mais não digo.
    Um forte abraço

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