O ego e a identidade*

10/09/2019
Tornarmo-nos quem somos é um processo.

Construirmo-nos e diferenciarmo-nos.

É isto que o ego é chamado para fazer. E esse constitui o processo de construção da nossa identidade.

O ego precisa de diferenciar-se em vez de se identificar com outras presenças arquetípicas na psicologia. Precisa de se perceber distinto da persona, da sombra, da anima (animus) e até, muito importante, do arquétipo do Self.

Mais uma vez, paradoxalmente, é o ego o chamado a adquirir consciência.

Outra forma interessante de pensar no ego, modelo junguiano, é como uma ponte entre o mundo interno e o mundo externo, entre a alma e a persona. E a respetiva mediação entre os dois mundos.

O ego desempenha um papel heróico na nossa psicologia.

Carrega o fardo, é chamado para ser corajoso, é quem embarca na jornada do herói (por isso ela é tão importante, fortalece o ego, dá-nos autonomia), que é uma expressão metafórica do processo de individuação, na psicologia junguiana.

Há uma tensão entre os nossos valores (a nossa ética interna) e os nossos desejos e aversões.

E, enquanto ego, és chamado a mediar essa tensão.

*Título e tradução minhas, de excertos do mesmo artigo de Stephen Farah.

**Créditos fotográficos Inês Zagalo, que postou esta foto no insta ao mesmo tempo que eu andava à procura de fotos de pontes sobre riachos no google… A minha vida tem sido sucessões disto…

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