Sem Glúten, com Paixão.

10/10/2018

Sofia é a minha guru da culinária. Comecei a cozinhar com ela, em março de 2015. Só cozinho sem glúten e não uso qualquer produto refinado ou processado. Desde então, fiz dezenas de receitas do site, algumas sei de cor, e de workshops que frequentei. Já falei dela aqui várias vezes.

Ontem, celebrámos o lançamento do: Sem Glúten, com Paixão. #semglutencompaixao

O seu primeiro livro. Uma edição primorosa. Fotografias incríveis e, o que mais me encanta, muito pessoal. As crianças que aparecem são as suas duas filhas mais novas, tem 4. Dois já grandes. Esta coisa de partilhar a família para a posteridade, num livro, um objeto material, que isto do digital pode muito bem um dia desaparecer tudo e aí?

É de uma generosidade imensa, a partilha da intimidade.

Quem pensa que tem de ir ao cume dos Himalaias buscar ingredientes para as receitas, esqueça. A Sofia é das pessoas mais práticas que conheço. E as receitas usam muito os mesmos ingredientes. E, ao mesmo tempo, são super versáteis.

E, porque é apaixonada, e tem uma noção estética que muito me agrada, nada é descurado. E tudo é delicioso. Desde a apresentação aos sabores.

Quem pensa que não pode comer tudo o que gosta, nada tema, engordei. Só que, e essa é outra das mais-valias da Sofia, tudo é saudável. Nunca mais comprei produtos processados. Quero bolachas, faço-as. E são deliciosas.

E não é por mais nada a não ser: sinto-me muito mais leve, menos pesada, com mais energia, desde que parei de comer glúten. E, quando como, percebo porque parei.

O mesmo serve para bolos de pastelaria, nunca mais voltei a frequentar tais lugares, e não vivia sem eles, e sobremesas em geral. Tudo tem demasiado açúcar, sempre refinado, e nada me sabe bem, verdadeiramente. Um exagero de azeite e sei lá, tudo sem gosto. E nada satisfaz. Verdadeiramente. Enche, sacia, mas não satisfaz.

A Sofia faz vegetais com gosto. Isto é um milagre que nem a natureza explica.

Por isso comemos menos, porque, por melhor que seja, tudo o que o nosso corpo precisa ficou garantido com uma refeição de uma pessoa normal. Não a de um montanhês das Terras Altas da Escócia. Que sai de manhã para combater bandidos, é assaltado, leva enxertos de porradaria bravios e volta cheio de fome, pronto para despachar um javali e um barril de pints. Aqui não precisamos de tanto…

E não há lugar a desperdício.

Que me irrita imenso. Além de que me resolve aqueloutro problema de TOC com frascos de coisas a acabar.

Já me apetece fazer 30 receitas ao mesmo tempo. Tenho os ingredientes todos em casa.

Até dezembro

O livro, que também é uma peça de arte, está à venda nos lugares habituais.

Gosto de edições bonitas, cuidadas, e tal. Mas, por mim, tudo o que fosse literatura era corrido a modelo Penguin, capa mole, papel reciclado. O que importa é o texto.

Exceto neste, e noutros casos, em que o conteúdo escrito, fotográfico e a qualidade editorial fazem dele uma peça artística. Aí, vale tudo. Também por isso, não o deixo de pé, como os outros, mas deitadinho, num lugar protegido, só para ele.

E que o próximo seja de comida de todos os dias. Saladas, e tais ;)

#semglutencompaixao

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