h3

14/07/2017

Estava em casa, infeliz, o monstro a aproximar-se devagarinho e sorrateiro, um texto altamente depressivo a nascer na minha cabeça, um quinto andar altíssimo e a janela aberta.

Faço uma sondagem no twitter: sushi ou h3? O Sushi é ao pé de casa, vou lá, peço e como no recesso do lar. O h3 obriga-me a encarar uma praça de alimentação cheia de gente, sozinha a uma sexta-feira à noite. Há exposições às quais ainda me poupo. E há cada vez mais liberdades das quais não me privo. Além disso, ultimamente, o Sushi não tem preenchido todos os buracos existenciais.

h3

100% de votos no Sushi.

Dirijo-me ao estabelecimento comercial mais próximo onde há um h3, estava a precisar da combinação: batata-ovo-carne, escolho o benedict, sempre tem espinafres, para não ser tudo mau, quase às dez da noite, ainda por cima não corri hoje, adormeci, e, com uma fome de loba, enquanto esperava que o hamburguer viesse, digo: estou quase a roubar uma batata. A miúda da caixa pergunta-me se quero uma batata, repito a frase, ela pega numa tenaz, dá-me a maior batata alguma vez vista e, quando recebo o prato, a montanha de batatas era a maior de toda a minha vida de h3, que é longa, bem longa…

A vida é o que acontece quando estás com a cabeça e o corpo no mesmo sítio.

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