Mind The Gap – Impacto

04/06/2018

Se é fundamental sabermos o que é nosso e o que é do outro, para a nossa sanidade mental e a amena convivência entre os pares. Que nada é um ataque, que quase tudo é pessoal mesmo e principalmente quando sai em forma de ataque, de agressão verbal. Tão ou mais importante é saber o impacto que as nossas ações e palavras causam nos outros.

Se quisermos chegar a algum lado…

Não para nos limitar, mas para nos afinar… Para que nos dêmos conta do que queremos exatamente. Se é ficar no alto do castelo cheios de certezas e convicções, com uma falsa sensação de autonomia, de controlo, com toda a nossa fragilidade exposta, se é conectarmo-nos verdadeiramente com quem de direito. impacto

E um bom ponto de partida é não contestar cada coisa que sai da boca do outro. Que, na grande maioria das vezes, está apenas a expressar-se, não a pedir opinião. Expressão essa que não abre espaço a contestação, como é evidente, porque é a expressão da pessoa. Não precisamos da concordância, só de ser ouvidos e acolhidos. E por mais que o outro não concorde, e o diga até á exaustão, não vai fazer-nos mudar de opinião. O que vai fazer é que nos sintamos mais isolados e que, ao fim de um certo tempo, nos cansemos e vamos à nossa vida, em busca de gente que não discorde e abra uma guerra e um conflito a cada coisa que expressamos.

Perguntando-nos: esta pessoa quer relacionar-se para quê, se nada há em comum?

E se de facto o quer, não é um bom princípio quebrar todas as tentativas de abertura do outro. Insistir nessa contestação só o encosta contra a parede, com a sensação de que esta teria maior capacidade de ouvir do que o seu interlocutor.

Entre a espada e a parede, a escolha é sempre, sempre a fuga.

Acontece com muita frequência e as redes sociais e caixas de comentários são exemplos escancarados. O que importa é contrariar, discordar, criticar. Propor mudança que é bom ninguém quer. Deve ser a única forma de se mostrar que se está vivo. Quem não chora não mama e sei lá que mais.

Comigo, é bem capaz de ficar a gritar, cada vez mais me convenço…

É a diferença entre a intenção e o resultado da ação. Conexão consigo e o ambiente em volta é fundamental para essa perceção. Se a intenção é uma e o resultado insiste e persiste diferente, por vezes até oposto ao desejado intimamente, então está na hora de mudar a forma como essa intenção é expressa.

Assumir-se o que se quer é um excelente primeiro passo. Começar por tentar descobrir talvez ajude…

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