Maré Alta

17/01/2018

Hoje, quando fui caminhar, num dia de uns magníficos 17 graus em janeiro, a maré estava tão alta e o mar tão agitado, Poseidon devia estar de mau humor, que as ondas chocavam umas nas outras e a água chegava, em alguns pontos, a subir os muros e a invadir o paredão. As ondas embatiam com uma força imensa nas rochas, entrando por cima e por todas as frestas das mesmas, numa explosão de água de uma beleza indescritível. A espuma completamente branca contrastando com o mais azul dos céus proporcionou-me hoje um espetáculo irrepetível, como o são todas as manifestações da natureza e por isso fazem dela sublime.

Um dos simbolismos que se atribui ao mar é o do inconsciente.

E hoje senti bem a sua potencia. Inspirou-me tanto que a única coisa que me ocorria era sorrir e pensar, venha ele. O que quer dizer que estou com um ego suficientemente forte para o encarar. Sem ego, não há processo psíquico algum.

Não o temo

Tal como acontece com a água, que fica em cima das rochas quando o mar recolhe, e que é pouca, assim acontece com a consciência. Os conteúdos que ficam são os que são possíveis de integrar no momento. Tudo o resto recolhe ao mar, para fazer parte de outra onda, que voltará a invadir a consciência, quando o todo de nós assim o determinar.

De resto, não sei se já disse, mas este é o melhor país do mundo.

  • Joaquim Nogueira 17/01/2018 at 17:09

    o mar que nunca consegui efrentar
    quando morrer quero ser cremado
    para que minhas cinzas o inundem
    e aí possa enfrentar Poséidon

    • Isa 17/01/2018 at 17:12

      Exato, enquanto escrevia o post mentalmente, Poseidon veio-me à cabeça. Mas ao passar para o digital, esqueci-me de lhe fazer referência :)

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