Indiozinho

08/08/2017

Num manuscrito de um livro que julgava pronto e a que não sei o que fazer vem uma referência à minha predileção pelos índios. No momento em que o escrevi, ainda não tinha ido à Amazónia. O que quer dizer que a fantasia que tinha criado em relação a eles estava intacta.

Depois da Amazónia, o meu entusiasmo refreou um bocadinho.

Já não fantasio viver numa casinha na árvore com um. Mas continuo a achá-los lindos. E, secretamente, a querer um indiozinho só para mim. A melhor combinação genética que conheço: índio, negro e português. indiozinho

Este fim-de-semana, deparei-me com um, lindo, os olhos, o nariz, a boca, o tom de pele, o físico, perfeito. Lamentavelmente, tinha idade para ser meu filho, por isso não me despertou instintos libidinosos. Mas não consegui deixar de ficar fascinada a olhar para ele, de uma beleza infinita, como certo índio por quem me apaixonei um dia.

Uma simpatia, perdeu o sotaque brasileiro mas o charme é-lhe inerente. Pedi-lhe para tirar uma foto e, quando lhe disse que era lindo, agradeceu-me educadamente, tratando-me por senhora.

Não tenho culpa de na minha cabeça ainda ter 30 anos… E a foto não lhe faz jus. É daqueles casos de pessoas em que o sorriso não melhora. Mas, como bom brasileiro que se preze, não resiste a sorrir.

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