É por isso que escrevo

02/06/2018

Já me habituei a que as pessoas se riam quando digo que sou introvertida. De nada adianta explicar que a introversão não tem nada a ver com timidez, embora seja as duas coisas. Como INFP, que vê além do óbvio, custa-me imenso que a grande maioria das pessoas seja, no mínimo, básica. Que não veja além do espalhafato inicial, da persona, que se fique por ela, a parte da nossa identidade mais desinteressante de todas, que são imensas. 

Apesar da minha incontinência verbal e da comunicação me ser visceral. De um professor, em Inglaterra, me ter escrito na mochila: Do you ever stop talking? Tinha eu 17 anos. O meu meio preferencial de comunicar continua a ser a escrita.

Hoje tive a certeza do motivo:

In writing, we might not say exactly what we mean, but it feels private and quiet enough to bring us close to the mark. We’re able to be honest and open in a way that just can’t happen when there is another pair of eyes staring back at us, possibly waiting to judge us for our answers. In writing, we can go over our words again and again, making absolutely sure that each word is the word we want to use, that each sentence or phrase will bring us closer to true self-expression.

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