Jung, Mito e Arquétipos.

14/05/2018

A carência do sentido impede a plenitude da vida e significa, portanto, doença. O sentido torna muitas coisas, talvez tudo, suportável. Jamais alguma ciência substituirá o mito e jamais o mito poderá nascer de alguma ciência. Não é “Deus” que é um mito, mas o mito que é a revelação de uma vida divina no homem. Não somos nós que inventamos o mito, é ele que nos fala como “Verbo de Deus”. […] O mito é ou pode ser equívoco, tal como o oráculo de Delfos ou um sonho. Não podemos nem devemos renunciar ao uso da razão; e não devemos também abandonar a esperança de que o instinto se precipite em nossa ajuda. […]

As manifestações dos arquétipos repousam sobre precondicionamentos instintivos e nada têm a ver com a razão; além de não serem fundados racionalmente, não podem ser afastados por uma argumentação racional. Foram e são desde sempre partes da imagem do mundo, “representações coletivas”. O que o eu quer é contrabalançado pela autonomia e numinosidade dos processos arquetípicos.

In: Memórias, Sonhos e Reflexões.

mito

No Comments

Leave a Reply

error: Content is protected !!