Livros

04/08/2017

Tenho por hábito registar nas notas do telefone títulos de livros e filmes e nomes de autores e de música para mais tarde procurar. Por alguma razão, as notas do telefone são mais fiáveis do que as fotos. livros

Ainda inconformada com as mulheres de limpeza, estava determinada a não me dar por vencida.

Agora ando assim, a não ficar na frustração, que tem o péssimo hábito de acordar o monstro, que ganha vida própria, autonomia e o comando do leme na minha cabeça. E pior, a deixar falsas impressões de inconseguimentos vários que alimentam a paranóia, a neurose e me castram a vida. Não estamos mais para isso. É chutá-lo para o lugar de onde veio, sem cerimónias.

Um dia destes, dei por mim a consultar as Notas a ver se alguma me inspirava. E, entre nomes de filmes, o valor da renda, o NIB da senhoria, frases de efeito que me surgem em momentos de epifania, os anexos do irs e uma foto do cartão de visita do mecânico, lá estava ele.

O Sentido do Fim.

Não faço ideia se alguém que considero mo referenciou, se soube por mim. Sei que tomei nota do título e fui à procura dele.

Estava com uma dupla capa, diferente e por cima da original, alusiva a um filme com o mesmo título. Trouxe-o, deitei a capa alusiva ao filme fora, foleiríssima, por sinal, fiquei com a original, a referência ao Booker Prize, e deixei-me maravilhar pelo conteúdo.

Com tudo a que temos direito, profundidade, histórinha, considerações sobre a vida e inteligência. O ritmo é ligeiramente acelerado e o tom não é exatamente o que mais me agrada, falta-lhe poesia e por conseguinte a sensação de maravilhamento não existe. Mas o conteúdo e os questionamentos que sugere são tão bons que o resto se aguenta. Para ler devagar, não pensar, deixar apenas que as frases de efeito entrem na cabeça para memória futura.

É uma pena que se escreva tão pouco assim. E que seja preciso criar uma histórinha para conseguir pôr livros em escaparates. Quando tanta falta faz questionar, caminhar pelas próprias pernas e pensar com os próprios neurónios.

Preciso de ir à procura do filme…

Ref. e Ref.

  • Mary 05/08/2017 at 15:50

    Eu por exemplo tenho o hábito de apontar na minha agenda o nome do livro, o do escritor e o número de páginas que tem.
    Assim no final de cada ano posso fazer uma estimativa de quantos livros li e quantas páginas li.
    Não confio apenas na minha cabeça, tenho o hábito de apontar tudo na minha agenda tudo em pormenor e na agenda do telemóvel, também aponto coisas mais ligeiras do dia a dia.

    • Isa 05/08/2017 at 16:26

      nao carrego a agenda comigo, é muito grande :D

  • Helia Jorge 05/08/2017 at 16:28

    Adorei este livro. Depois li outro dele sobre a morte e simplemente detestei. Fiquei sem saber qual deles foi excepção. Fico à espera que alguém me recomende outro

    • Isa 06/08/2017 at 00:15

      também estou a adorar. Primeiro do autor

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