MBTI* – O verdadeiro

12/01/2018

Numa noite de junho mais fria do que muitas de outubro, depois de um show incrível da Elza Soares, fui com o Rafa, guitarrista que a acompanhou na tour em Portugal e meu amigo de São Paulo, encontrar a cantora Susana Travassos, que nos desafiou a ir até ao Tejo Bar. MBTI - esteriótipos

Cá fora, estava a Mariana, amiga da Susana e que conhecemos nesse momento. Sendo de São Paulo, houve logo um ponto em comum, que havia de degenerar em empatia. Perguntei-lhe o que fazia, se era para ficar ou se estava só de passagem. Ao que me respondeu:

– Trabalho com uma coisa que você não deve saber o que é: MBTI.
– Então não sei? O MBTI salvou a minha vida, sou junguiana convicta e o meu tipo é INFP.

Caímos logo no abraço, ela disse que era ENFP e tivemos conversa para a noite inteira.

Por traçar um perfil psicológico de acordo com os Tipos de Personalidade definidos por Jung, o MBTI apazigua a existência e ajuda a encontrar o caminho mais adequado. Seja existencial, familiar, profissional, social. Individual ou criativo. Por estar em sintonia perfeita com a nossa identidade total.

Combinámos imediatamente que iríamos juntas por esse Portugal fora, levar o MBTI a empresas, instituições e tudo quanto empregasse gente. Com a vantagem de poder ser incluído como despesa de formação, exigência obrigatória para todas as empresas. E a pessoas. A todos os indivíduos que se sentissem perdidos, dispersos, infelizes, desadequados, insatisfeitos. Por acreditarmos, do fundo dos nossos corações, que quanto mais gente feliz houver, menos há a azucrinar a paciência alheia. E a trabalhar no que gosta, de acordo com as suas características e necessidades específicas, produzindo o dobro.

Ou seja: toda a gente ganha.

Quando me apercebi de que o questionário que havia preenchido estava longe de ser tudo quanto o MBTI tinha para oferecer. E não foi pouco…

Enquanto instituição séria, credível, fiável e responsável, como o é tudo quanto está relacionado com o universo junguiano, o MBTI opera na Europa pela OPP (e nos EUA pela CPP). À qual apenas pessoas qualificadas e devidamente credenciadas para aplicar o teste e interpretar relatórios têm acesso.

É o caso da Mari

É esta organização a responsável pelos verdadeiros questionários MBTI, que são pagos, e que, depois de feitos pelos candidatos, envia – para o técnico qualificado e encarregue de interpretá-lo – um relatório (Step 1) com as características generalistas de cada tipo, dos 16 que existem.

Por uma quantia irrisória, que acresce à que já foi paga, é enviado um relatório específico (Step 2) sobre o indivíduo em questão. A razão de ser dos diferentes relatórios é que dentro de cada tipo de personalidade, há 16 subtipos. Por isso, há pequenas mas significativas diferenças entre, por exemplo, os INFPs. Ao ponto de, aparentemente, não nos revermos uns nos outros.

Não descansei enquanto não fiz o MBTI verdadeiro…

*MBTI

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