Mito e Ciência

07/05/2018

O homem mítico reivindica certamente “algo além”, mas o homem na sua responsabilidade científica não pode dar-lhe assentimento. Para a razão, o facto de mitologizar é uma especulação estéril, enquanto que para o coração e a sensibilidade essa atividade é vital e salutar: confere à existência um brilho ao qual não se quereria renunciar. Nenhuma motivação seria suficiente, aliás, para justificar essa renúncia.

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Um Mito, uma Danza 25 de Maio. Mais info: biodanzanunopinto@gmail.com

O que se é, mediante uma intuição interior e o que o homem parece ser do ponto de vista da eternidade só pode ser expresso através de um mito. Este último é mais individual e exprime a vida mais exatamente do que o faz a ciência, que trabalha com noções médias, genéricas demais para poder dar uma ideia justa da riqueza múltipla e subjetiva de uma vida individual. 

In: Memórias, Sonhos e Reflexões, Carl Jung

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