Nós acreditamos

10/07/2016

No fundo, no fundo, era o que todos queríamos. Temos umas contas a ajustar com os franceses e nada melhor do que a casa deles para o fazer, com uma vitória por um a zero, golo do Cristiano, para ultrapassar o Platini. Vingaríamos as meias finais que nos estão atravessadas, a sobranceria francesa, a mania que são superiores.

PT

Vamos esquecer o que disseram sobre nós durante todo este Euro, até mesmo o que dissemos de nós mesmos. Vamos ignorar as vozes críticas, invejosas, medrosas, cobardes. Vamos esquecer o que se passou noutros campeonatos internacionais de futebol, finais e meias-finais, com os franceses e os gregos, que o fantasma do Euro2004 não paire mais sobre nós. Vamos esquecer até o que se passou no início deste Euro, como chegámos até aqui. O que interessa é que chegámos, de forma honesta, sem atropelar ninguém, como pudemos, como soubemos.

O Cristiano já não é o miúdo que era, é um jogador maduro, o nosso capitão, que não tem medo de ninguém, venha quem vier. O treinador está preparado, sabe quem tem pela frente e o que tem a fazer. Já nos provou que é um bom estratega, o jogo contra a Croácia está aí para o provar, e que é capaz de manter emoções e razão alinhadas. A equipa está coesa, unida, os nossos rapazes raçudos e nós já aprendemos a não nos encolhermos, mesmo sendo roubados, podemos desde já e à partida contar com isso, mas que não seja motivo para desistir antes de tentar, para nos tirar o tino, nos acabar com o juízo. Ao contrário de outros tempos, em que desistíamos, perdíamos a cabeça, agora até parece que nos dá mais garra para lutar pela vitória, para ganhar. Foi o que aconteceu este Euro inteiro e na Final não há de ser diferente. Chegou a hora de pararmos de ser vítimas de nós mesmos.

Sangue nos Olhos, Raça, confiança, sabedoria, fazer o que há a fazer, o melhor que soubermos e pudermos, e seja o que deus quiser. No mais,

qsf

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