Notícias de mim

21/02/2018

Estava eu posta em sossego, focadíssima, a concretizar, finalmente, projetos que tenho na cabeça há anos, sem querer saber de mais nada a não ser de trabalhar. Até à causa do autoconhecimento tinha dado uma folga, fiquei demasiado tempo exclusivamente concentrada nisso, agora é hora de sair para o mundo, livre de amarras emocionais, obsessivas e compulsivas…

quando me lembrei de ir passar um fim-de-semana a dançar no Porto… notícias

Uma das primeiras coisas que ouvi e mais me marcou em Biodanza, para além de reconhecer Jung em quase todas as propostas, é que o outro nos traz notícias de nós. Não porque fosse novidade, o Hermann Hesse já o tinha dito, “o que não está em nós não nos atinge”, e Jung antes dele. Na verdade, não sei porquê, talvez pela poética da frase…

Depois desse fim-de-semana, fiquei uns dias sem conseguir concentrar-me. Num mês que é minúsculo e durante o qual me propus criar um curso, que tive de estender até Abril, logo no início, ao perceber a quantidade de conteúdo absolutamente relevante que havia para passar.

E eu, que estava feliz da vida a fazer as minhas coisas, encantada com o momentum, e a aproveitá-lo, numa produção a uma velocidade de cruzeiro adorável, o meu cérebro nas 7 quintas, dou por mim a acordar.

A sentir o coração a pulsar…

No início das aulas. Não um bater de medo, descompassado, ou acelerado, de excesso de exercício físico, de desregulação. Um pulsar. Quase dava para ver de fora, como quem diz:

não penses que vais chutar-me para canto outra vez.

E nem precisei do outro, não diretamente, pelo menos… Nas vivências, eu que sempre fui mais feliz comigo, a sentir que bom mesmo era estar com alguém. Que isto sozinha afinal já não tem tanta graça. O meu corpo a procurar outro, as minhas pernas a andar sozinhas, à minha revelia.

Tentei usar de uma das valências em que me tornei grande especialista, ignorar e seguir em frente. Lamentavelmente, o meu cérebro não concordou. A necessidade psíquica é soberana. E uma das condições para a jornada do herói é o já não dar para voltar atrás, à vida de sempre, depois do chamado, muito menos dá para o ignorar.

Entre crises de ansiedade e destemperos vários, cá me vou aguentando.

No entanto, a única coisa que posso fazer é o que está ao meu alcance. E comparecer aos convites do universo, de cara alegre e talvez um batonzinho. Desde que me vi transformada em estrela de Hollywood decidi que estava na hora de me favorecer e valorizar. Em vez de ser mal agradecida em relação à carinha laroca que deus me deu. Deve até ser pecado…

Viver o absoluto de mim, talvez esteja finalmente à altura do desafio…

  • Paula 21/02/2018 at 12:34

    Desde a primeira vez q a vi por aqui falando em seus videos vi q eras “estrela de Hollywood”. Nao havias percebido? rs
    E das otimas!

    • Isa 21/02/2018 at 12:38

      ahahahahaha, mucho amor, obrigada :DD Bjoo

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