O Livro Vermelho

13/11/2019

Uma das minhas fantasias é ter uma livraria. E dentro dela uma daquelas cabines telefónicas britânicas com prateleiras onde ponho os meus livros de psicologia para consulta.

Exceto o Livro Vermelho

Esse, só a meia dúzia de páginas do Liber Secundus, é a minha bíblia. Ficará na minha mesa de cabeceira.

Descobri que Jung apenas transcreveu uma parte. Que o livro original tem a transcrição dele e os manuscritos.

Tenho pensado no Livro Vermelho

A plataforma onde já fiz, e estou a fazer, alguns cursos de estudos de Jung aplicados, inaugurou, enquanto eu estava na Escócia, um curso sobre o Livro Novo. O título que Jung lhe deu. Perguntei se ainda ia a tempo de me inscrever.

Li três páginas do início do curso e o que era apenas um símbolo, constelou-se.

E identifiquei-me muito com o: que se lixe o que ficou para trás, mesmo que, no caso dele, tenha sido uma linha de psicologia inteira, o que importa é isto:

“The years… when I pursued the inner images, were the most important time of my life. Everything else is to be derived from this. It began at that time, and the later details hardly matter anymore. My entire life consisted in elaborating what had burst forth from the unconscious and flooded me like an enigmatic stream and threatened to break me. That was the stuff and material for more than only one life. Everything later was merely the outer classification, scientific elaboration, and the integration into life. But the numinous beginning, which contained everything, was then.”

E eu, que entretanto tinha descoberto o que fazer com as minhas fantasias, dar-lhes, enfim, alguma utilidade, no Livro Novo descobri como.

Tenho uma versão sem imagens,

a que continha imagens era enorme e uma fortuna, este não foi barato, mas parece que está completo…

Casamento Jung e Nietzsche, não poderia ser mais perfeito…

Jung’s Red Book is in many ways a response to Nietzsche’s Thus Spake Zarathustra.  Not only is the tone reminiscent of Nietzsche’s masterpiece but so is the theme: the search for meaning in a modern world where many of the traditional institutions that once provided meaning and context have been undermined or destroyed.  Whereas Nietzsche concluded that “God is dead,” Jung responds with the concept that God can be rediscovered and reborn in the psyche (Shamdasani, p. 202), i.e. as a psychological experience, as an archetype.

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