Os Britânicos e o consentimento

18/11/2018

Os britânicos explicam o que é isso do consentimento como se tivéssemos 12 anos.

Serve para tudo.

Vamos parar com isso de aceitar que nos encham de comida, ou do que for, conselhos incluídos, por medo de sermos indelicados e mal agradecidos. Mesmo que: “não seja por mal”. A nossa vontade, direito de escolha, autonomia, não pode ser suplantada, muito menos anulada, pela carência egóica alheia. Aceite que dói menos:

Objetividade não é falta de educação.

Nem ofensa pessoal, é só expressão de uma vontade.

Britânicos? Brilhantes, como sempre. Aqui.

Eros e Psiquê – Os relacionamentos

17/11/2018

As mulheres ressentem-se muito da mudança de atitude dos homens, depois de conquistadas. Da falta de cuidado, de carinho e afeto, de atenção. E os homens, por sua vez, queixam-se que as mulheres perdem a magia, deixam de ser doces, femininas, deusas divinas, depois de assegurado o relacionamento. Isto acontece porque ambos pararam de projetar o seu género oposto idealizado e divino nos respectivos parceiros, e começaram a vê-los como são, além da projeção. E também porque ambos perderam a conexão com o feminino. Que garante a humanização do relacionamento, por um lado, e a conexão entre os amantes, por outro.

Se não sabes para que servem os mitos, é para isto.

De sorriso involuntário no rosto, de alma e coração cheios. Feliz por sentir e ver a magia dos mitos e da dança a manifestar-se nos corações dos Eros e Psiquês, que se juntaram hoje para dançar e celebrar o masculino e o feminino em todos nós.

Obrigada a vós, e ao Mestre Nuno Pinto, pela criatividade e a mestria como conduziu mais de 30 almas nesta viagem incrível pelos meandros da imaginação, da conexão, da integração, da plenitude.

Parabéns pela coragem. Eterna e profundamente grata pela confiança. A magia acontece enquanto dançamos. E é bonito de se ver.

Um mito, uma danza: Eros e Psiquê

15/11/2018

Para uma melhor e mais proveitosa aula de Biodanza de amanhã, convido a ver o vídeo abaixo. É uma introdução ao tema do mito: Eros e Psiquê, que vai ajudar a que a experiência seja ainda mais proveitosa.

Um mito, uma danza: Eros e Psiquê, com: Nuno Pinto

Inscrições obrigatórias por e-mail para biodanzanunopinto@gmail.com

As condições visuais e estéticas não são as melhores, mas o que importa verdadeiramente é o conteúdo… Pelo facto, pedimos desculpa.

Eros e Psiquê – Fernando Pessoa

15/11/2018

Conta a lenda que dormia 
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
Do além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa adormecida,
Se espera, dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado.
Ele dela é ignorado.
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino –
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E, vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora.

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão , e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

Fernando Pessoa

Este meu romantismo ainda um dia me há de matar…

12/11/2018

Robert A. Johnson, um dos meus autores junguianos americanos preferidos, escreveu, entre outros, três livros. Baseando-se em diferentes mitos e histórias, explora os meandros da psicologia feminina (She), da psicologia masculina (He) e do amor romântico (We). Neste último, servindo-se do mito de Tristão e Isolda, diz-nos que esse mito nos mostra que o amor romântico é um ingrediente necessário para a evolução da psique ocidental. Que só alcançamos a totalidade, deixando-nos prontos para a fase seguinte da evolução da consciência, quando aprendemos a viver conscientemente com o amor romântico, ou seja, com as vastas forças psicológicas que representa. Na evolução da consciência, no nosso maior problema está sempre a nossa mais rica oportunidade.

Este meu romantismo ainda um dia me há de matar… 😍

“O outro traz-nos notícias de nós”, já diria Rolando Toro, criador da Biodanza. Se essas notícias puderem ser adocicadas com amor e romance, e muita dança, nada mais temo nesta vida.

Como eu escrevo

12/11/2018

O querido José Nunes Neto deu-me a honra de participar no projeto: Como eu escrevo. Aqui fica o meu testemunho, para os mais curiosos.

O que é um mito

10/11/2018

À pergunta: o que é um mito, uma criança respondeu: a myth is something that is true on the inside but not true on the outside. O professor não entendeu… 

A vida é muito mais rica nos meandros da criatividade, da imaginação e da poesia. Da sensibilidade.

Faz-me lembrar um episódio com o meu sobrinho mais velho, a quem lhe foi pedido que escrevesse um postal a um amigo. O meu pai tinha morrido há 15 dias. O João resolveu escrever o postal à avó porque ela estava muito triste. A professora baixou-lhe a nota porque era para escrever para um amigo. Fosse eu mãe dele tinha ido tirar satisfações. Não é a nota que está em causa, mas o privilegiar da regra em detrimento do sentimento. E o que isso fará com a cabeça dele. Teria dado nota máxima aos dois miúdos. E chumbado a professora…

Por um mundo [com] mais [professores] INFPs…

No próximo dia 16 de novembro, vamos dançar a paixão, celebrar o amor, conquistar a totalidade, caminhar pelo mundo, sem perder a essência.

Vamos dançar Eros e Psiquê, o mito que inspirou, entre outros, o grande Fernando Pessoa.

Inscrições obrigatórias para: biodanzanunopinto@gmail.com

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