Cristiano: The Zone*

19/06/2018

Todos nós nos impressionámos com a capacidade inacreditável de concentração de Cristiano no jogo contra Espanha.

Aqui fica a explicação:

“Foi aí, logo no início do encontro e quando os espanhóis pareciam não ter ouvido ainda o apito inicial do árbitro, que se viu Cristiano Ronaldo entrar naquilo que, há umas décadas, os atletas americanos passaram a chamar “the zone” – um estado de fluidez mental, capaz de nos fazer abstrair de tudo em nosso redor e nos deixar concentrar apenas no nosso objetivo […] , the zone

Cristiano encontrou a sua “zona”

Ainda os jogadores espanhóis estavam a pedir a intervenção do VAR, já ele tinha levado a bola para o local da falta e, serenamente, de olhos na baliza aguardava pelo apito do árbitro.

Indiferente a tudo o que se passava em seu redor.

Ignorando até a presença do guarda-redes David De Gea que, numa manobra normal nestes casos, tentou desconcentrá-lo, parando à sua frente, enquanto se dirigia para a baliza. Sem êxito: Cristiano estava apenas concentrado no que tinha de fazer, ainda para mais com a cabeça fresca.

“A partir do momento em que entras nesse estado, tu percebes que estás lá.

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Um mito, uma danza: A Jornada do Herói!

18/06/2018
A saga continua…

Já tínhamos falado da possibilidade de seguir com esta proposta, na sequência da épica aula de dia 25 de Maio.

Assim, queremos convidar todos os que já fazem ou fizeram Biodanza (pois a ideia é ir mais longe em relação à primeira proposta) a participar na próxima ‘Jornada do Herói’, dia 08 de Julho. 

Esta jornada será composta por duas vivências, com enquadramento teórico e audiovisual, já que desejamos trazer a visualização de um pequeno filme (pequeno mesmo) que ajudará também a um melhor enquadramento da Jornada do Herói, tal qual a vemos e que passa por trazer para a nossa vida, nosso quotidiano, o que vemos nos filmes e que poderemos pensar que só ali acontece. 

A Vida acontece, em cada respiro, em cada passo, o herói habita cada um de nós, em cada momento. Então porque não, tornar a própria vida num evento épico, cheio de intensidade e pleno de transformações conduzidas pelo próprio… O teu filme, só tu podes realizar, argumentar, produzir e representar. O que, em Biodanza, se pode dizer também… a tua vida, só TU podes vivê-la!

Juntas-te à saga? Este é o teu chamamento…!

Texto inspirador e inspirado, por Nuno Pinto.

Mais info e inscrições obrigatórias por e-mail: biodanzanunopinto@gmail.com

heroi

Joel Neto

17/06/2018

Maravilhoso, Joel Neto, não estamos sozinhos nessa loucura de querer mudar o mundo. E eu ainda não perdi a esperança de fazê-lo, também, pela literatura. Doando ao mundo um objeto, um livro, vários, muitos… para a eternidade.

Meridiano28

Hoje perguntaram-me de uma revista a que chamamos cor-de-rosa, e a que me deu um prazer quase inusitado responder: “Se mandasse, que medidas tomaria para proteger os profissionais da escrita?” Respondi: “Educavaas pessoas. Não é preciso darem subsídios aos escritores. Eduquem as pessoas e a literatura prosperará. Nenhuma pessoa educada é avessa à leitura.”

E ainda, e mais importante:

Não deixem nunca de fazer planos. E não desistam de mudar o mundo.” Porque, realmente, foi tudo o que aprendi até hoje, e também nunca foram sobre mais do que isso estas crónicas: é preciso fazer planos até ao fim – até ao último dia das nossas vidas; e é preciso não desistir de mudar o mundo – nem no último dia delas.

É ler a crónica seguindo o link ou esperar pela Vida no Campo.

Venha de lá essa Vida no Campo 2 :)

Meridiano 28, de Joel Neto, nos Tops de tudo quanto é livraria do país.

E se perdermos?

15/06/2018

Não sei em que momento da sua História, Portugal começou a ter medo de existir. Entre os Descobrimentos e os dias de hoje, houve alguma coisa que se firmou no inconsciente coletivo português que faz que nos mantenhamos na média, na linha de água, a acharmos que precisamos de um pai, bons alunos, co-dependentes. Não sei quem nos convenceu de que somos pequeninos, que não merecemos bater-nos pelo que acreditamos, que a culpa é nossa por sermos fracos, que não conseguimos, que não chegamos mais longe, que não podemos.

Não sei quem nos convenceu a ter medo do sucesso, a ser preguiçosos, a fazer o mínimo para nos safarmos. Não sei quem nos convenceu de que ser bom é mau e o que é bom é ser desgraçadinho, de que não seremos gostados se formos bons, de que a preguiça é uma virtude e o chico espertismo uma qualidade. Não sei em que momento nos esquecemos das nossas qualidades, dos nossos talentos, do que somos bons a fazer. Não sei em que momento deixámos de o ser, desistimos de nós.

rapazes

Não temos de ser os melhores do mundo, da Europa, da turma, do bairro. Mas temos o dever e a obrigação de sermos o melhor que conseguirmos, de fazermos o melhor que pudermos com o que temos, frase que não me tem saído da cabeça ultimamente. E sermos reconhecidos por isso. Não nos temermos, não deixarmos que o monstro limitador e preguiçoso que mora na nossa cabeça nos defina. Mesmo que tenhamos de perder alguém pelo caminho, se perdermos, é porque não nos faz falta. Ler Mais…

Mudam-se os tempos, mudam-se os Heróis.

15/06/2018

No outro dia passou no AXN Black um filme com o Robert Redford já com uns aninhos, ao ponto de ainda ser credível que aguentasse carregar pedregulhos de um lado para o outro e o Mark Ruffalo não tivesse um cabelo branco que fosse e não se vislumbrasse uma ruguinha naquela carinha laroca.

Tenho visto tantos filmes que dou por mim a não aguentar os primeiros minutos da grande maioria deles. O que não aconteceu com este. heróis

The Last Castle é de 2001

E, apesar de já fazer parte do terceiro milénio, ainda preconiza o Herói como os gregos o idealizam: alguém que se destaca da média e que por isso é alvo de projeção positiva e negativa do resto da humanidade.

No caso, Robert Redford como herói e o resto dos presos como massa liderada. Apesar de a liderança já ser mais adaptada ao mundo moderno e às necessidades coletivas atuais, o protagonista aproveita e conta com as valências de cada um para melhor conduzir o seu intento, livrar aquela cadeia daquela liderança, ou seja, toda a gente participa, mas eu ainda sou especial. Em vez de uma quase anulação das particularidades individuais em nome de um líder único e isolado que sabe o que é melhor para nós, típico do patriarcal. Ainda é notória esta questão.

O que contrasta com Deadpool, de 2016…

Era filme que não veria, confesso… Mas passou este fim-de-semana na SIC e, porque já me tinha sido referenciado, gravei para ver depois.

Wade, Deadpool, o herói deste Marvel, é, apesar da fantasia que caracteriza este tipo de filme, um herói mais humanizado. Não tem a seriedade e a altivez do herói do tipo interpretado por Robert Redford. Esse distanciamento que implica inconscientemente de que só alguns podem ser heróis, de que é preciso ter nascido com e em certas condições para tal. É engraçado, tem todos os defeitos possíveis, o que vai induzindo que só assim se é herói, na vulnerabilidade da imperfeição, sem que esta implique ser incapaz para a vida. Ou que tenha, sozinho, de resolver os problemas da humanidade inteira.

Mais digno de nota ainda é o papel do feminino neste filme.

E que vem na linha do que já se tem vindo a fazer nos filmes para crianças.

A namorada de Wade, com quem termina por já não ser perfeito e por isso não desejado, para além de se salvar sozinha da caixa onde tinha sido presa, ainda salva o herói da morte certa, dando uma paulada no inimigo (papel que estava até então atribuído a um dos coadjuvantes masculinos).

Um feminino mais autónomo

E, no fim, mostra que tem uma palavra a dizer: aceita-o, mesmo não sendo perfeito, condição dos heróis de outros tempos, caracterizados por atributos físicos que vão nesse sentido: musculados, inabaláveis, indiferentes a quase tudo, como Aquiles, o herói da guerra de Tróia. Em Deadpool, Wade fica com o rosto desfigurado por causa de um procedimento para se livrar de um cancro, mais uma vez, o herói humanizado, que tem doenças, tal como o comum mortal.

Este tipo de heróis gera uma identificação maior. E que se adequa às necessidades e aos tempos atuais. Já não implica que depositemos as esperanças num salvador. Mas que nos apropriarmos das nossas capacidades para nos salvarmos a nós mesmos. E assim podermos viver e conviver por identificação, em parceria e companheirismo. Em vez de estarmos à espera de ser resgatados por alguém. Ou por um trabalho, um cargo, que nos tiranize. Disputando poder…

Somos heróis e somos deuses, sem com isso deixando de ser humanos e acima de tudo humanizados.

É o que nos pede o tempo presente.

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