Comida

16/04/2018

A minha relação com a comida mudou a partir do momento em que tomei consciência do que era, de facto, comer.

Comecei por retirar o glúten da minha vida e percebi que, tal como algumas pessoas, o glúten só ocupa espaço. Enche, finge que nutre, mas, na verdade, não alimenta nem satisfaz. Só ilude. 

Desde então, faço o meu próprio pão.

E nunca mais comprei nem consumi nada processado. O que me apurou o paladar. Ao ponto de, raramente, comida confecionada fora de casa me saber ao que quer que seja.

Às vezes, o pão acaba e não faço logo outro. No dia seguinte, vou ao supermercado da esquina buscar um pãozinho para o pequeno-almoço, acordo com uma fome de leoa e sou capaz de comer este mundo e o outro. Daí que, de manhã, o discernimento não é muito e, por vezes, compro e como mais do que deveria. Para constatar que, por mais que coma, nunca me sinto satisfeita. Antes, ficar cheia e a rebentar era o critério que determinava que havia comido o suficiente.

Corria o sério risco de me transformar num paquiderme de médio porte, quando…

Há relativamente pouco tempo, descobri que sou sensível ao açúcar. O que se traduz num défice de produção de seretonina. Para combater essa sensibilidade, que, no meu caso, se traduz num comportamento compulsivo de consumo de chocolate, mas poderia ser de álcool, cigarros…, o objetivo é o mesmo, o de conexão e evasão ao mesmo tempo, é importante manter os níveis de beta-endorfina satisfatórios. Ler Mais…

Um casamento perfeito

13/04/2018

Partilhamos intenções, neste casamento perfeito que une psicologia, mitologia e Biodanza.

O Nuno pela via da Biodanza, um excelente instrumento para o autoconhecimento e a autoperceção do que é nosso, urge viver e expressar, por não deixar dúvidas. E eu pela via do intelecto, da elaboração psicológica, que permite a ação.

Em plena harmonia com o coletivo

Mas cada um com o seu método, sem que nos atropelemos mutuamente. Pelo contrário, combinando valências para conseguirmos chegar ao maior número de pessoas possível, considerando diferentes tipos de aprendizagem, sensibilidades, vontades.

Colaboramos, em vez de competirmos.

Já que ambos queremos o mesmo: que cada um encontre o seu caminho, se sinta confortável na sua pele, viva a sua vida de acordo com o que quer para si, de verdade.

Ambos se complementam

Os arquétipos dos deuses e respetivos padrões de comportamento universais dão-nos permissão mental e emocional para viver em toda a nossa plenitude e vontade, validando opções. A Biodanza fá-lo pelo corpo. E pela emoção associada.

Sem emoção não há evolução. Pois só após a integração emocional dos conteúdos podemos dizer que nos “resolvemos”.

Duas vias, cheias de retas, curvas, contra-curvas, múltiplos sentidos, para chegar ao mesmo lugar. E uma ponte que nos une: essa vontade louca de contribuir para um mundo melhor.

Têm-me inspirado os: Biodanza é…  E não consegui resistir a este.

cursos@isabelduartesoares.com

Mulheres: fazer por si ou para os outros?

13/04/2018

Já ouvi muitas pessoas, mais mulheres do que homens, dizer que não cozinham só para si. O que me faz imensa confusão. Em geral, só cozinho para mim. E não  faço questão alguma de cozinhar para os outros.

Mas, das vezes que o fiz, adorei.

Não porque foi para o outro, embora me dê imenso prazer fazê-lo por e para o nós, é muito, muito raro, mas porque cozinhar é um prazer e uma terapia.

Há imensas mulheres que dizem que quando os maridos estão fora, qualquer coisinha chega para lhes matar a fome. O que contrasta com as refeições faustas e preparadas com esmero quando o companheiro está presente. Fazem-no para ele, o que gosta, mais do que o que elas preferem.

Por muito que choque as feministas de plantão, isto acontece porque: “é uma boa mulher, que proporciona boas refeições” (Hera), é motivada pela sua natureza maternal (Deméter), faz o que agrada o companheiro (Perséfone), ou busca ser atraente (Afrodite).

Já se estiver sob influência de Héstia, irá pôr a mesa e tratar de proporcionar uma refeição para si, mesmo que esteja sozinha. Comprará flores, arruma a casa, para si mesma, porque é a deusa da lareira, do lar.

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A vez das mulheres

12/04/2018

Já se perguntou porque algumas mulheres precisam da monogamia do casamento ou dos filhos para se sentirem realizadas? E para quem os papéis tradicionais são significativos? Ou porque outras dão mais valor à independência, focando na concretização de objetivos? Outras procuram intensidade emocional e novas experiências e, consequentemente, passam de um relacionamento para o outro, ou de uma conquista para outra? E conhece alguma que procura a solidão e descobre que a sua espiritualidade significa o máximo para si?

O que é realização para uma mulher pode não sê-lo para outra

Dependendo do arquétipo da deusa que estiver ativado. Não esquecendo que todas estão em nós e algumas atuam em simultâneo. Por isso, conseguir determinado objetivo pode satisfazer uma mulher por um lado e ao mesmo tempo não fazer sentido para outro.

Conhecer as deusas permite conviver com estas aparentes ambiguidades sem necessariamente sacrificar uma em detrimento de outra.

A solução para a história existencial de uma mulher está nela mesma. Para tal, precisa de fazer escolhas conscientes. Ao não ter consciência dos poderosos efeitos que os estereótipos culturais exercem sobre si, as mulheres podem também não ter consciência de poderosas forças que atuam no seu íntimo. E que influenciam o modo como sentem. Esses poderosos padrões internos – ou arquétipos – são responsáveis pelas principais diferenças entre as mulheres. E respetivas escolhas.

Vamos conhecê-las?

Cursos@isabelduartesoares.com

Corações nos Olhos

11/04/2018

A pergunta que faria ao Ricardo Araújo Pereira, se não estivesse fascinada a olhar para ele, de boca aberta e corações nos olhos:

Olá :) (E esperava que ele respondesse: Olá :) Depois, se conseguisse não gaguejar e atrapalhar-me toda… 

Pegando no que disse em relação aos Lusíadas e à forma como o livro é abordado no ensino tradicional. E ao exemplo que deu sobre a impossibilidade de virar um avião ao contrário só para ver como é. O Tom Cruise já fez isso num filme. Juntando o que diz algumas vezes sobre a grande maioria das pessoas não poder dar-se ao luxo de olhar para o mundo de maneira diferente, como as crianças e os criativos. Não valeria a pena tentar? Já que, na grande maioria do tempo, e das realidades das pessoas, a vida é aquela coisa chata que dá vontade que um raio a parta?

Só para aliviar um bocadinho?

Acrescentando que, se era mais divertido, e de mais fácil apreensão, porque não usar a criatividade para ensinar? Tendo em conta que as pessoas apreendem conhecimento de formas diferentes e que a criatividade é bem capaz de ser a única forma eficaz para todos os géneros de aprendizagem?

Na verdade, o que queria era que falasse sobre criatividade. O que o inspira? De onde vêm as ligações que faz de umas coisas às outras? Se é um treino, se é seu? Se é um improviso muito bem preparado? Se uma espontaneidade ensaiada :)

Para poder continuar a olhar para ele, fascinada, de boca semi-aberta e corações nos olhos…

Estupidamente, não levei os livros para ele assinar. Nunca imaginei que houvesse tempo ou disponibilidade para isso. Fica para a próxima, ainda não perdi a esperança de um dia estar no mesmo espaço que ele, de haver vinho disponível, de poder beber dois copos, ganhar coragem para me aproximar e fazer a pergunta que me surgir.

Hoje, no Parque dos Poetas, em Oeiras.
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