A Paixão de João, o Maestro.

23/07/2018

Vi ontem o filme: João, o Maestro, protagonizado em parte por Alexandre Nero. De quem sou fã desde o Comendador. Papel que interpreta com a mesma paixão e dedicação.

Comovi-me verdadeiramente na cena final.

Neste filme, o som da música, excelente, é todo original de João Carlos Martins. Pianista clássico, claro. A música clássica comove-me sempre, danço-a muitas vezes, nas aulas, é fatal.

Uma das minhas maiores frustrações é não ter disciplina para aprender a tocar piano. Paixão

Talvez por isso, vi, e verei, todos os filmes que conheço sobre pianistas.

Um dos que conheci há dois anos toca com frequência no meu spotify, Ludovico Einaudi de seu nome, que descobri nas aulas de dança. Era a única música que conseguia ouvir depois de o meu pai morrer. Não tocou outra coisa cá em casa durante seis meses.

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Vazio

20/07/2018

Tenho ideia de nunca ter chegado a uma conclusão em relação a qual o melhor vazio: se ficar, se partir. Quando temos ou somos visita na casa de alguém e somo-lo por prazer, por gozo, por afeto genuíno. Quando ninguém se impede de fazer o que lhe apetece. E não chegamos a ser um peso na vida do outro, a que a cerimónia quase obriga. vazio

Talvez pudéssemos começar por aí.

Já que o peso só existe se não somos genuínos. Se deixamos de fazer uma coisa que é da nossa vontade, por estarmos em casa de alguém e de certa forma nos sentirmos moralmente coagidos a fazer o que o outro planeou. Ou a estar permanentemente com ele, já que nos acolheu na sua casa.

Já fui muito mais visita do que recebi visitas.

E achava sempre que partir era melhor do que ficar. Por causa das ausências de objetos que deixamos de ver entre os nossos. Dos lugares que visitámos juntos e que agora, sozinhos, nos parecem vazios, sem a mesma graça, monótonos, sem o diferente que acrescenta. Ler Mais…

Sendo Feliz

19/07/2018

Andei por aí, sendo feliz. Talvez tenha fechado o último capítulo de um livro. Que já foi outro e agora volta ao um.

E aberto outro

Dias quase alheada do mundo, mergulhada nos meus mundos próprios. E nos dos que tiveram a coragem de partilhar os seus mundos próprios comigo. Sublime.

Friends will be Friends

Isa e a felicidade. 2018

Tinha um drama com fotos de perfil desde que o meu pai morreu. Em todas as anteriores, há uma inocência nos meus olhos que perdi nesse dia. E em todo o ano que se lhe sucedeu. Nesta, mal se veem. Mas é das minhas fotos mais genuínas. Foi tirada na semana passada, dois anos e meio depois, escassos dias antes de os meus pais fazerem 51 anos de casados.

Numa felicidade difícil de imaginar. E de descrever.

Que jamais nos falte a magia, meu querido.

Volta logo, e volta sempre.

À atenção das (in)Capazes

13/07/2018

Lou é mulher de uma coragem inacreditável. Verdadeiramente independente. O retrato de uma Atena. O legado de Lou Andreas Salomé ficará para sempre na história do feminismo e do mundo. Feminismo esse que, se não começou aqui, deveria ter começado.

Lou merece-o e muito mais. Long Live.

Com direito a Apólo, Dionísio, Nietzsche, Rilke. E até um bocadinho de Freud. Fotografia, banda sonora, história, temas, tudo absoluto neste filme. Tudo.

E eu preciso do The Dual Orientation of Narcisissm para viver.

Feminismo de pacotilha, de sofá, my ass.

Não és a Madonna

13/07/2018

Aos parolos que usam esse argumento para justificar os 15 lugares de estacionamento da Madonna. RAP explica.

Não o encontrei completo, infelizmente. Mas ainda deve dar tempo de puxar atrás a box e rever, que vale a pena. Nomeadamente a parte em que ele diz: eu gostava de ver estudos que comprovem que os posts da Madonna valem milhões e atraem pessoas para a cidade.

O Mundial

12/07/2018

O Mundial de futebol, como o Europeu, é assim uma espécie de férias. Jogos a toda a hora, equipas muito diferentes, futebol na TV sempre que a ligamos. Tenho muitas e boas memórias de pré adolescência e adolescência, no tempo em que os verões eram intermináveis, havia tempo para tudo, mas eu escolhia ler, exceto quando havia bola. E jogos olímpicos.

O meu pai era aficionado de todos os desportos

E era quem mandava no comando da TV. Nos últimos tempos, adormecia com ele na mão. Por isso, os comandos lá de casa ou estavam todos enrolados em fita-cola à volta da tampa das pilhas. Ou nem tampa tinham. Um clássico.

Lembro-me das horas intermináveis da Volta à França, a Itália, a Portugal… Não conseguiu convencer-me a gostar daquilo. Nem de hipismo, na rtp2, quando não havia mais nada.

Mas convenceu-me a gostar e a perceber de tudo o resto. Fórmula 1, Ténis, quase todos os desportos olímpicos, até luta greco-romana, que só via para o ouvir a rir-se dos atletas com a cara no rabo uns dos outros, e dedos… Só comecei a gostar de atletismo muito mais tarde, que ele via por horas infinitas. E, claro, de futebol, desde sempre, nomeadamente desde 1982, tinha eu 10 anos.

Nunca conseguia fazer grande coisa em tempo de Mundial e Europeu.

E se num momento estou a reclamar que há jogos demais, no minuto em que começam, esqueço tudo e vejo o que posso.

Ainda sou do tempo em que passavam todos os jogos na RTP e era uma festa.

Que havia invasão de campo pelos adeptos e os jogadores ficavam praticamente nus. (Agora, os filhinhos deles brincam no relvado onde os pais disputaram e ganharam jogos. O jogo da vitória da Croácia contra Inglaterra foi a coisa mais bonitinha). E que Portugal raramente chegava às fases finais. E, quando chegava, ficava logo na fase de grupos. Por isso, habituei-me a ver tudo e todos. E a adorar.

No ano em que morreu, e que fomos campeões europeus, fez anteontem dois anos, já não estava aqui, desliguei-me. Não vi muitos dos jogos e parei de escrever sobre os eventos futebolísticos. Costumava cobrir todos os jogos. Mas estava em luto profundo, e tinha mais que fazer.

Este ano, voltei a ver tudo. E a ressaca monumental que se abate sobre mim quando, depois de dias e dias de jogos, deixa de haver é quase insuportável. Conto literalmente os dias para as rondas seguintes, tamanha a crise de abstinência.

De futebol a sério, de atletas a comer a relva, a lutar pelas suas nações. E até a entrar em campo de cabeça aberta e uma faixa em volta, a parecerem queijos da serra. Enfim, daquela garra, daquela paixão, que não se veem nos jogos dos campeonatos nacionais.

Num minuto há jogos todos os dias, no minuto seguinte acordo e já é a Final.

Por mim, havia disto todos os verões. São as minhas férias de mim.

E que a Croácia seja campeã do Rússia 2018.

O sentido da vida

07/07/2018

Amanhã, 8 de julho. E a saga continua.

Ainda vais a tempo: biodanzanunopinto@gmail.com

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