O medo do feminino*

06/05/2019

No outro dia, amigo chocado dizia que uma mulher na Índia havia sido queimada com ácido por algo tão prosaico como, sei lá, querer conduzir, ter um amante, não sei bem. Disse-lhe que na Índia é o prato do dia. Ouvi o mesmo método ser usado no Brasil, o país onde o sexo é tudo menos tabu. E sempre que uma mulher se atreve a ser autónoma.

Congratulámo-nos todos muito por, aqui no Ocidente, sermos civilizados.

Foi nos Anos 60, ontem, que as mulheres eram tratadas com paternalismo e enviadas para a cozinha, para cuidar das crianças. Ou apareciam em público apenas para que ornassem bem com os maridos. Não lhes era permitido emitir qualquer tipo de opinião, sequer frequentar universidades de medicina ou Direito.

É preciso ser mulher e carregar em todas as células a violência, o abuso, a prepotência do masculino para saber que só à superfície as coisas mudaram.

Basta olhar para as relações pessoais…

Quantos homens são capazes de parar quando a mulher lhes diz que não? Quantas mulheres cedem, mesmo não querendo, quando têm o seu homem em cima delas? Quantos homens invadem o corpo de uma mulher que não conhecem na rua, com olhares e bocas? Hoje, em Portugal? Quantas mulheres não têm medo de andar na rua sozinhas, de noite ou de dia? Quantas mulheres apenas se sentem valorizadas com um homem ao lado? Quantas mulheres são olhadas de esguelha por não terem um parceiro? Não precisarem de um homem para se sentirem realizadas? Ler Mais…

Olympus* 18/19 de Maio

04/05/2019
Deuses por um ‘momentuum’, um dia, uma vida…?

Sim é possível. E altamente desejável!

É pelo menos essa a intenção do Projecto Olympus, que, tal como a Vida e/ou a História, assenta num caminho, numa sucessão de eventos.

Assim, por intermédio da vivência de Biodanza, num ‘continuum’ de 6 módulos, podemos ir criando um clima que favorece a expressão dos arquétipos divinos, inspirados nos deuses gregos.

E sim, podes inscrever-te no Projecto, faltando a um ou dois eventos, apesar se ser uma sequência, é tranquilo!

Se sentes o chamamento, inscreve-te que depois os Deuses ajudam

Por: Nuno Pinto

Biodanzanunopinto

isabelduartesoares

#projetolympus #umitoumadanza

Projeto Olympus – A Génese, por Nuno Pinto

03/05/2019
Viver os Deuses, Ser os Deuses, Integrar os Deuses…

Não é para quem quer, é para quem pode!

É já 18 e 19 de Maio que arranca o Projecto Olympus com o 1º módulo: ‘A génese’. Uma viagem ‘danzada’ às origens do Universo, do Cosmos, desde o Caos Primordial.

Em vez de usarmos um qualquer ecrã, ou um qualquer livro, ou ilustração, vamos usar teu corpo, tuas emoções e sensações como forma de te levar a conhecer melhor quem és e como te expressas.

Interessante? No mínimo….

#projetolympus – A génese 18/19 de maio 2019

Programa completo:
A Gênese – 18 e 19 de Maio 2019
O Olimpo – 06 e 07 de Julho 2019
A Odisseia – 05 e 06 de Outubro 2019
A Diagnosis – 18 e 19 de Janeiro 2020
A Transmutação – 04 e 05 de Abril 2020
A Sublimação – 27 e 28 de Junho 2020

Com: Isabel Duarte Soares

Biodanzanunopinto

#projetolympus #umitoumadanza

Olympus – A Génese (18 e 19 de Maio)

01/05/2019

O primeiro e o segundo textos já estão. E, como diria meu santo pai, não é para me gabar, mas estão bem bons… Só para os fortes…

A preparar domingo de manhã

#projetolympus – A génese 18/19 de maio

Programa completo:
A Gênese – 18 e 19 de Maio 2019
O Olimpo – 06 e 07 de Julho 2019
A Odisseia – 05 e 06 de Outubro 2019
A Diagnosis – 18 e 19 de Janeiro 2020
A Transmutação – 04 e 05 de Abril 2020
A Sublimação – 27 e 28 de Junho 2020

#isabelduartesoares Biodanza Nuno Pinto

Arte

28/04/2019

Arte é a capacidade de transformar as coisinhas do dia a dia, as nossas maiores vilezas, os temores mais profundos e as nossas mais banais vulnerabilidades, em momentos de conexão cósmica.

É a proeza de disfarçar as nossas miudezas e mundanidades com a quinta-esssência das metáforas. De expor fraquezas em figuras de estilo oblíquas.

O verdadeiro criativo é o que transforma crises existenciais em arte

Foi o que fizeram o Joel Neto e a Catarina F. Almeida em: A vida no campo, a peça.

De uma coragem extraordinária. Encenação muito criativa, sensação, como disse a Yara, de estar na cozinha de casa deles a assistir a uma coisa que não era suposto assistir.

Nada é novo, porque todos passámos pelo mesmo, sentimos o mesmo, nos revemos em cada projeção, amuo, mutismo, incapacidade de ver com a devida distância um problema que não era um problema, apenas disfarçava um maior, o verdadeiro problema. Revemo-nos em tudo, mesmo que nunca tenhamos tido um casamento de 20 anos sem filhos.

E ao mesmo tempo é sublime

Pela coragem, o tornar a banalidade numa obra de arte como o teatro, a interpretação dos atores. A leitura de algumas entradas do primeiro A vida no campo, a minha preferida lida por mim aqui, a primeira vez que vesti vermelho depois de o meu pai morrer. Entre outras. Todas preferidas. A do quarto, a do barco…

A 24 de Maio sai A vida no Campo II – Os anos da maturidade.

E eu mal posso esperar.

A Vida no Campo é um dos meus livros preferidos de sempre.

Parabéns, Joel e Cate. Essa dupla de luxo é decididamente para continuar ;)

Segue programa completo pelo país. Lisboa esgotou as duas sessões em Almada. Mas, com o sucesso que foi, era coisinha para passar para um teatro maior, por uma temporada. Vale muito, muito a pena. Ou o gozo…

Hipster #sqn

26/04/2019

Comprei umas calças de regar nabos, como se diria no meu tempo. Agora deve ser hipster ou lá o que é…

Na verdade, as calças vinham enroladas o suficiente para dar a meio da canela. Achei um bocado ridículo, tendo em conta o frio, e a minha perna parecer uma lula ressequida. Mas não uma lula qualquer, uma daquelas de fundo de mar, onde o sol nunca chega. Não sei se existe, mas se houver é sensivelmente desta cor.

Vai daí, desarregacei as calças e ainda assim ficaram curtas.

Como ficam ali pelo fim do tornozelo início da canela, não é hipster. Ainda por cima pus umas meias a verem-se. E não são das que é suposto verem-se, por fazerem parte do autefite.

Se enrolasse a meia para dentro do botim téne, para que não se visse, poderia ser hipster, com a condescendência da canela em vez do tornozelo, temos de dar um desconto aos velhos, que eles até são esforçados.

Como não, só se vê a meia por cima da bota e entre a calça, é só INFP, que, dizem, não se sabe vestir.

1000 vezes um estilo próprio do que a lula ao léu.
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