Popularidade

17/12/2019

Há muito tempo que a popularidade deixou de ser sinónimo de qualidade. Começou com os reality shows e descambou por completo com a internet. Que é o expoente máximo do tornar gente estúpida famosa.

Nem todos podemos ser o Sam Heughan que, para além de ser o melhor Jamie Fraser possível, tratar os fãs da série, e dele, com imenso carinho e paciência, aproveita a popularidade que a série lhe dá.

Não só para a produzir, juntamente com a sua co-star Caitriona Balfe, garantindo o seu lugar ao sol por mais uns bons anos. Mas também para capitalizar a experiência, enaltecendo a Escócia e respetiva cultura, ao criar o seu próprio Whiskey e Tartan.

Chamando-lhes Sassenach Spirits e Sassenach Tartan.

A isto chama-se inteligência, junta esperteza com sensibilidade, fugindo de usar o seu próprio nome, não cedendo, portanto, à armadilha do ego. Optando antes pela palavra que faz tremer qualquer mulher que conheça a série.

Saber usar a popularidade a seu favor é para poucos, talvez para os que sejam suficientemente humildes para ter consciência de que não são ninguém sem audiência.

E que a popularidade não é eterna.

Qualquer pessoa quer associar-se a alguém decente, simpático, empático e bem disposto. Ninguém quer associar-se a gente desagradável, mal educada, rude, agressiva e defensiva. Ainda por cima, sem o mínimo de noção de si mesma.

Se há coisa que tenho por certa é que a vida não perdoa.

De resto, as pessoas cavam as suas próprias sepulturas. A gente só assiste de bancada. E se congratula no fim por nunca ter embarcado na carneirada.

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