Projeto Olimpus – Universal e Individual*

13/03/2019

Na “A Jornada do Herói”, o “Rei”, a história da donzela, da criação, do que for, em cada mitologia, independentemente das suas particularidades culturais, podemos observar o padrão universal que conecta essa com todos os outros mitos da criação, da jornada do herói, do bem contra o mal, de uma variedade de motivos mitológicos com os quais nos cruzemos.

No arquétipo do Eu unimos o universal ao individual.

No “Eu” todas as nossas experiências se unificam.

É como um ponto que permite que encontremos um sentido, e que leva todas as nossas experiências a convergir, a encontrarem-se num ponto central. Contem a nossa identidade pessoal e a nossa experiência de realidade juntas.

O Processo de Individuação chama-nos a reconhecer não só o que é pessoal mas também o que é arquetípico. Para que a nossa história pessoal e a história universal que vive em nós tenham um sentido.

A individuação é uma experiência pessoal profunda porque o ponto é: a história, os motivos universais vivem em nós.

E vivem em nós de uma forma que não vivem em mais ninguém.

Assim, a forma como experienciamos a presença arquetípica, da mãe, do amante, da némesis, a jornada do herói, o sentido que damos à vida, o nosso entendimento do amor etc, é particular.

A nossa história não tem semelhanças com a história de mais ninguém, mas os elementos da mesma são todos universais.

O facto de sermos subjetivos e pessoais e, paradoxalmente, o  facto de sermos uma forma objetiva e continua de ser, têm de se reconciliar e neles se encontrar um sentido, se a individuação for uma possibilidade real.

A individuação chama-nos para tal

Na consciência, o mundo nasce de novo. Somos co-criadores no sentido em que há uma diferença manifesta entre a existência do mundo no seu estado primevo, não-consciente, e quando ganhamos consciência da sua existência.

O ato de consciência da sua existência é um ato criativo.

Conseguirmos tornar conscientes as verdades universais e arquetípicas na nossa psique e nas nossas almas tem uma significância profunda. Não apenas em termos do que vamos fazer com isso, mas também no curso da história. O facto de nos tornarmos completamente conscientes da verdade que carregamos e suportamos é um movimento profundo em termos de projeto de individuação.

O reconhecimento de quem sou

Na condição transpessoal de ser humano, que transcende o nosso contexto pessoal.

A função da consciência é não só reconhecer e assimilar o mundo externo pelos sentidos. Mas traduzi-lo em realidade visível do nosso mundo.

*Stephen Anthony Farah (Tradução e edição minhas)
Um mito, uma danza: Projeto Olimpus, sessão de apresentação 22 de Março.

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