Projeto Olympus – O feminino

20/03/2019
Talvez a rapaziada ache que este é só para mulheres.

Mas, e considerando que os homens têm um arquétipo feminino (anima) na sua psique, tal como as mulheres têm um arquétipo masculino (animus), que projetamos nos nossos relacionamentos, pode ser que encontrem numa destas descrições o tipo de mulher que vos atrai. Ou repele…

E encontrem uma saída para as vossas vidas :)

A cada vez que negamos o nosso poder de sedução, a nossa beleza, a capacidade de ouvir, a sensibilidade. A cada vez que nos envergonhamos do nosso corpo, que deixamos de nos entregar ao prazer, que castramos a nossa liberdade, que escondemos o sorriso,

negamos e traímos Afrodite.

A cada vez que negamos a nossa capacidade de cuidar, nutrir, acolher, o nosso instinto materno,

negamos e traímos Deméter.

A cada vez que nos recusamos a considerar tudo o que vai além da razão, o obscuro que há em nós, a nossa necessidade de cuidado, a sabedoria do inconsciente,

estamos a trair Perséfone.

A cada vez que desconsideramos a importância do casamento, do homem que temos ao lado, da fidelidade. A cada vez que descartamos a nossa capacidade de liderança, que abdicamos do nosso poder, que deixamos de lutar pelo nosso relacionamento,

estamos a negar e a trair Hera.

A cada vez que nos recusamos a ser independentes, a correr por montes e vales, a solidarizarmo-nos com as nossas irmãs, as nossas amigas. A cada vez que damos de bandeja e reconhecemos a primazia do poder ao masculino, por nos acharmos inferiores,

negamos e traímos Artémis.

A cada vez que nos recusamos a ser estrategas. A usar a razão para resolver conflitos. A ir para a guerra caso a razão não chegue,

estamos a trair Atena.

A cada vez que nos recusamos a confiar na sabedoria interna de cada uma de nós. Que consideramos demais o mundo externo e de menos o mundo interno. Que abdicamos dos nossos valores pessoais,

estamos a negar e a trair Héstia.
Um mito, uma danza: Projeto Olympus, sessão de apresentação 22 de Março.
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