Projeto Olympus – O Self*

19/03/2019

Os arquétipos são padrões inerentes ou predisposições na psique humana. Há diferença entre padrões arquetípicos e arquétipos ativados: um arquétipo é como um padrão invisível, que determina qual a forma e estrutura que um cristal irá adotar quando se formar, algo que só acontece se existirem as condições certas, no momento certo.

Quando o cristal se forma, é reconhecível.

Tal como o crescimento de uma semente depende das condições do solo e do clima, a presença ou ausência de alguns nutrientes, o amor e carinho, ou o descaso, por parte do jardineiro, etc. Em condições ótimas, o potencial total da semente é realizado.

Na psique é um pouco mais complexo, pois há mais variáveis a considerar…

Quando um arquétipo ativo em vez de uma expectativa externa é a base do papel que desempenhamos, há profundidade nessa escolha.

Quando também encontramos significado, o arquétipo ao qual Jung deu o nome de Self também está no processo.

O Self é como um termo genérico para definir o que quer que experienciemos como sagrado, divino ou espiritual.

Tem a ver com valores pessoais e integridade. E com o que é profundamente certo para cada um de nós, em particular.

Há momentos de escolha significativos na vida de cada um de nós. Em que o que escolhemos e a pessoa na qual nos tornamos estão ligados.

Nestes momentos de verdade, damos por nós numa encruzilhada e temos de escolher o caminho a seguir. Há sempre um preço a pagar por cada escolha. O preço que pagamos é o caminho que não escolhemos, do qual desistimos.

Na psicologia junguiana, os arquétipos são padrões humanos potenciais que, uma vez ativados, se expressam pelas nossas atitudes e ações ou são projetados por nós nos outros. Herdamos o pacote completo, masculinos e femininos, novos e velhos.

Jean Shinoda Bolen, tradução minha.

Um mito, uma danza: Projeto Olympus, sessão de apresentação 22 de Março.
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