Resiliência

11/07/2017

Diz-se aos intervenientes num relacionamento em crise para voltarem ao início e pensarem por que motivo escolheram aquela pessoa para passar os dias, as noites e a vida.

Vale para tudo

Andava incomodada com a minha performance na corrida. Desde que parei por causa do calor, na verdade, desde que comecei a correr meia hora, que a coisa andava a incomodar-me. Por me custar imenso, na maioria das vezes não ir até ao fim, que me irrita mais que tudo, pelo nível de cansaço com que ficava, o coração a bater demais. E intrigada por nunca mais ter chegado ao nirvana da corrida, aquele estado de comunhão com o todo. E a única vez que aguentei na boa foi enquanto delineava um texto inteiro na cabeça. Ou seja, distraía-me do esforço.

As pernas aguentam, o resto não.

Vai daí, voltei ao início. Ao que me fez adorar correr. A aplicaçãozinha que me diz: anda, corre, anda. Como começa por um minuto a correr dois a andar, uso esse minuto para sprintar. E os dois minutos a andar para recuperar. Testo o coração e não morro de tédio. Porque quando começo a embalar, ela diz-me para recomeçar a andar.resiliência

É à mesma meia hora, fora a meia hora que caminho todos os dias para ir e vir da praia, mas mais gradual e dia sim dia não. Quando comecei, corria todos os dias. E tive de parar ao fim de uns meses, com os tendões todos doridos e os joelhos a pedir clemência.

O ego quer tudo, mas o corpo é que sabe.

Ontem foi o primeiro dia e senti-me lindamente. Se não podes vencer o teu monstro interno, aprende a driblá-lo.

Mexe muito com a cabeça e a confiança o que não conseguimos fazer. Acorda o monstro autodestrutivo em nós, o que nos diz que não somos capazes, não vale a pena, o melhor é comer porcarias, fumar, beber copos até á morte e adotar um estilo de vida de morte lenta e dolorosa.

No pasaran

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