Something Human

01/01/2019

Quando lhe perguntam, numa entrevista, sobre robôs, máquinas e inteligência artificial, se esta vai substituir as pessoas, Harari, que diz o óbvio mas parece que toda a gente já se esqueceu, apesar de lhes reconhecer valor, nomeadamente quanto à exatidão de um exame médico, diz que, independentemente da sua eficácia, máquina alguma substitui as pessoas.

Porque lhe falta emoção

As máquinas, por não terem sentimentos ou qualquer noção de valor humano, são e serão incapazes de sentir. Operam por algorítmos, cálculos matemáticos, ligam a números, apenas. Não têm emoção.

Que é particularmente importante, nomeadamente numa das suas variantes, a empatia, quando temos de dar uma má notícia. Quando nos lembramos do que verdadeiramente importa e o fazemos com o maior jeitinho possível. Deixando para lá o facto de lidarmos com isso todos os dias e quase passar a ser a coisa mais normal do mundo. É para isso que existem médicos, pessoas. Alguns, pelo menos.

Na doença e na morte, no afeto e na empatia, ainda não há o que nos substitua.

E a inteligência artificial é isso mesmo, artificial.

Love is our Resistance.

Que 2019 seja mais humano

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