Somos todos palhaços

16/01/2020

Há muito tempo que andava para escrever sobre o Joker, mais coringa que palhaço. Acaba de ser nomeado 13 vezes, para os Oscars deste ano.

Parece-me uma boa hora.

Por falar em Oscars, nos Oscars dos pobres, o discurso de Ricky Gervais nos Globos de Ouro também cabe aqui.

Igualmente atrasadito.

O papel magistralmente interpretado por Joaquin Phoenix, que merece todos os prémios para os quais se encontra nomeado, e para os outros também, nada mais é do que o poder finalmente nas mãos do povo.

Do anónimo que, vítima de bullying, de agressão e de abandono, resolve não ceder mais à força, bruta ou não, dos poderosos endinheirados. Posto isto, acaba com a vida de três filhinhos de papai e de outros tantos poderosos. Um deles em direto, o seu ídolo…

Sofria de problemas mentais, chega a matar a própria mãe.

A maioria de nós não vai tão longe, alguns vão, os que entram em escolas e matam mil. Os comuns mortais escusam é de se acomodar tanto.

Uma dessas vozes, mundialmente famosa, falou por todos os palhaços do mundo ocidental inteiro. Ao expor as elites de Hollywood, as grandes marcas conhecidas e famosas no mundo todo, quase monopólios, como grandes exploradoras do mercado chinês, sendo que toda a gente sabe o que isso significa, a dar liçõezinhas de política e moral. A quem?

Ricky Gervais expôs e bem toda aquela gente.

A internet é o meio ao dispor da grande maioria de nós para denunciar abusos de gente que acha que o poder é eterno e lhes falta a visão de um morcego…

Vão cair todos, um por um…

E nem vamos precisar de sujar as mãos. Sujos já os intocáveis são, mais do que pau de galinheiro. Basta expor. Parar de esconder.

E o cinema, como sempre, a adiantar-se, contemporâneo, ao espírito dos tempos.

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