Tapetes

14/04/2017

Gastei uma verdadeira fortuna em tapetes quando me mudei para esta casa. Primeiro porque o chão é gelado, depois porque é horrível. Este foi um deles, um verdadeiro capricho de artista. Pensei em pô-lo no quarto, mas não fazia sentido. Está à entrada, a delimitar o espaço entre a possibilidade de usar sapatos e não usar. Adotei o método japonês, de não trazer para casa os sapatos com que andei na rua. E faz-me imensa impressão pisar tapetes com sapatos que andaram a pisar sabe deus o quê nas nojentas ruas deste país. O último tapete que veio para esta casa foi-me oferecido pelo caçula no Natal, também ele notou que o chão é um gelo, e que bem jeito me dá junto à janela do quarto, quando a vou abrir de manhã. Não há mais espaço para tapetes cá em casa. Exceto para um que uma amiga me prometeu há dois anos, para a cozinha, que continua à espera de ver dias mais felizes.

São objetos bonitos, os tapetes.

Tapete

Artist’s Date 103/365 – Buy a new throw rug

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